Com a crise econômica e a instabilidade no mercado de trabalho, a recomendação para os consumidores era segurar os impulsos e poupar o máximo de dinheiro que pudessem, para ter uma garantia em caso de demissão. Muitos seguiram o conselho, e diversos setores da economia registraram queda nas vendas. Ao mesmo tempo, para diminuir os efeitos dessa turbulência e facilitar a tomada de crédito, as taxas de juros sofreram reduções constantes, a exemplo da Taxa Selic, que levou diversos bancos a reduzirem suas taxas. Essa medida também teve resultado, aumentando as vendas em alguns segmentos, principalmente o de bens duráveis. Somado a isso, há os prazos de financiamento, que voltaram a subir, como para o segmento de veículos, que voltou a ser oferecido em até 80 meses. (fonte: InfoMoney)
A inadimplência das empresas brasileiras de janeiro a julho deste ano foi 29,7% maior que no mesmo período do ano passado, segundo pesquisa da Serasa.
O estudo chama atenção para o fato de que, apesar da recuperação econômica a partir de maio, da queda dos juros, da resposta do mercado interno e da volta gradual do crédito, “as empresas ainda enfrentam muitos problemas, em termos de liquidez, para financiar suas atividades, seus investimentos e renegociar suas dívidas”. (fonte: UOL Economia)
• Momento de usar o crédito
“Este é o momento para usar o crédito” – diz Miguel de Oliveira, vice-presidente da Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac). “As condições melhoraram muito e vão melhorar mais. As taxas de juros tendem a continuar caindo mesmo sem queda na Selic. Isso será possível devido a ações do governo para reduzir o spread bancário. Além disso, o cenário interno mais positivo e o menor risco de inadimplência dos consumidores brasileiros contribuirão para melhorar a concessão de crédito”. (fonte: InfoMoney)
• Saindo do processo recessivo
“Estamos retomando a oferta de crédito nos patamares de antes da Crise” – explica Sergio Silveira Melo, diretor-presidente do Instituto Brasileiro de Executivos de Finanças do Ceará (Ibef/CE). “As instituições financeiras voltaram a acreditar no crescimento, ou seja, estamos saindo do processo recessivo e voltando para a rota do crescimento. É preciso que exista a expansão com linhas de crédito adequadas para a indústria produzir e para o comercio desovar a produção. É esta volta que estamos observando: a retomada do crescimento da economia, motivo de novo ânimo para todos os setores. Gradativamente os bancos vão deixando o rigor que tomou conta do último trimestre de 2008 e do primeiro trimestre deste ano na concessão de crédito”.
• Mais abertura para negociação
“Já estamos chegando aos patamares de crédito de antes da Crise” – informa Suiane Castelo Coelho, diretora da Izzi Fomento. “Estamos saindo da política conservadora para oferecer crédito com mais normalidade. Há mais abertura para negociação. Neste aspecto verificamos pontos positivos, como, por exemplo, a queda da Selic, acompanhada da redução das taxas de juros de um modo geral. A própria estrutura de crédito melhorou, os financiamentos voltaram aos praticados antes da crise. Após a crise de credibilidade que veio na carona da Crise Financeira e que levou os bancos à quase total retranca, o País está voltando à normalidade. Tudo indica que, no final deste ano teremos um bom crescimento nas carteiras de crédito e financiamento”.
“Lembre-se que crédito é dinheiro.”
BENJAMIM FRANKLIN
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