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Política

sexta, 06 de novembro de 2009
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Republicano critica R$ 4,5 milhões usados na compra de jipes

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O líder do PR na Assembleia Legislativa, Adahil Barreto, denunciou, ontem, supostos excessos cometidos pelo Governo na compra de 40 jipes Troller, para um programa de fiscalização da orla cearense. Segundo o deputado, o Estado poderia ter adquirido modelos mais baratos. Os escolhidos pelo Executivo estão na cota de R$ 90 mil cada. Um total de R$ 4,5 milhões.

Adahil argumenta ser desnecessária a fixação na marca já adquirida pelo Executivo e garante que “buggies” conseguiriam corresponder à demanda. Conforme o republicano, esses veículos sairiam por R$ 27 mil cada, somando-se, assim, pouco mais de R$ 1 milhão. Uma economia aos cofres públicos de aproximadamente R$ 3,5 milhões. “Eles são resistentes, já utilizados aqui no litoral e de barata manutenção”, alegou.

O Palácio Iracema trabalha com a expectativa de entregar os carros à Polícia Militar até o próximo mês. A fiscalização será feita em conjunto com fiscais da Superintendência Estadual de Meio Ambiente (Semace), outro fato que revoltou o parlamentar na sessão de ontem da AL. “Comprar carros quando a Semace sequer cumpre seu papel de cobrar dos prefeitos a manutenção das praias? Quando ela fizer isso, aí sim esses veículos terão importância”, disparou.

Ele não poupou críticas à Semace também porque o órgão não tem dado atenção a um projeto de lei de sua autoria que institui o Certificado Praia Limpa - já aprovado pela Assembleia. De acordo com o líder do PR, o Estado não o pôs em prática até agora. Devido a isso, Adahil especulou que a inércia da Superintendência possa ter alguma orientação política pelo fato dele não pertencer à base de apoio do governador Cid Gomes (PSB).

DEFESA
O líder do Governo na Casa, Nelson Martins (PT), rebateu as argumentações do oposicionista. De acordo com o petista, os jipes foram adquiridos após a realização de um processo licitatório, em que concorreram a Ford Troller e a Land Rover Defender. No edital de convocação, estava indicado o modelo jipe curto. “Esses são os mais apropriados para esse trabalho de fiscalização, porque são rápidos, a um preço acessível e, acima de tudo, resistentes”, assinalou.

Nelson reforçou a necessidade dos carros terem durabilidade e poderem ser adaptados para a instalação de computadores de bordo e sistema GPS de monitoramento. Com isso, descartou a possibilidade de aquisição dos “buggies” de Adahil e classificou-os como “sem estrutura para suportar o trabalho” idealizado pelo Governo. “Além da questão da segurança das pessoas. Esse aí é um carro aberto. Alguém pode cair”, acrescentou.

O petista comparou a compra dos jipes à das Hilux do Programa Ronda do Quarteirão, também questionadas por Adahil pelo fato de terem custado R$ 150 mil cada. Em seguida, ironizou a sugestão do republicano: “se fosse assim [para ser um mais barato], a gente colocava um Fusca com tração nas quatro rodas. Ou então um Cross Fox. Aquele lá da Sthefany”.

Martins rechaçou a tese de que o Certificado Praia Limpa sofra perseguição política porque Barreto é de oposição. Segundo o petista, o projeto não está sendo aproveitado da maneira que Adahil quer porque existe outro programa mais completo: o Selo Verde, com uma série de critérios para reconhecer os municípios preocupados com a preservação do meio ambiente. “O povo vê chifre em cabeça de cavalo”, encerrou.



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