Opiniãoquinta, 17 de setembro de 2009
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Mobilização popularBruno Pontes - JornalistaVeja também
O brasileiro atento sabe que um tipo peculiar é cada vez mais numeroso e influente no meio político: o ongueiro. Num belo dia ele resolve que sua profissão será consertar o mundo, organizar a sociedade. Ninguém o elegeu para tanto; ele não possui conhecimentos especiais que o qualifiquem para tal tarefa. Não interessa: para ele o caminho a seguir é arranjar uma verba pública e trabalhar junto aos governos na elaboração e execução de programas coletivistas. Somos surpreendidos dia após dia com leis oriundas do onguismo, sem que saibamos qual é a autoridade que essas pessoas têm nem quando essa autoridade lhes foi outorgada. O brasileiro pega o jornal e fica sabendo que não é mais possível fumar no bar. Descobre que querem dar aulas de educação sexual nas escolas para crianças de cinco anos de idade (dizem que é um “direito” da criança). Nota que a segurança pública é modelada cada vez mais por ongueiros que brincam de sociologia. Pode ser que, muito em breve, o brasileiro pegue o jornal e descubra que seus concidadãos foram divididos juridicamente pelo governo em dois grupos, os brancos e os negros. E mais chocante ainda: ele será informado por diversos especialistas e engenheiros sociais que os brancos segregam implacavelmente os negros. Se esse brasileiro discordar, será transformado instantaneamente em suspeito de crime racial. Semana passada, a Câmara dos Deputados aprovou o Estatuto da Igualdade Racial, uma vitória do grupo organizado que quer produzir no Brasil um clima de tensão permanente entre brancos e negros. Mas, num país miscigenado até não poder mais, quem são os brancos e quem são os negros? A resposta é ideológica e cabe ao movimento racialista. Basta saber que em universidades que trabalham com o sistema de cotas, e até no concurso de bolsas do Itamaraty, o teste de admissão costuma envolver questões do tipo “Você já se sentiu negro?”. Quer dizer, não basta o candidato ser negro: ele precisa ser um negro sindicalizado, profissional da causa, vítima do sistema. Ele deve estar afinado com as diretrizes do Estado e das ONGs associadas. O projeto do estatuto racial segue agora para o Senado, onde os grupos de pressão já agem para acelerar o processo e garantir a aprovação, de modo que Lula possa sancionar a lei em 20 de novembro, Dia da Consciência Negra. Já escrevi neste jornal que o projeto deveria ser chamado de Estatuto do Marxismo Racial. A diferença é que o que é classe em Karl Marx vira cor de pele em Paulo Paim. Comentários
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