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Opinião

quinta, 15 de outubro de 2009
1 comentário(s)

Para não esquecer o que foi a guerrilha do Araguaia

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O sepultamento dos restos mortais do estudante cearense Bergson Gurjão Farias, militante do Partido Comunista do Brasil (PC do B) e membro da guerrilha do Araguaia, desaparecido e morto em 1972, aos 25 anos de idade, deu margem a manifestações diversas, algumas muito justas, outras bastante equivocadas.

É certo que a tragédia que se abateu sobre o guerrilheiro, morto por forças militares em circunstâncias não esclarecidas, assim como a ocultação do cadáver, marcou para sempre parentes e amigos do jovem. Mas, infelizmente, episódios assim têm sido usados como propaganda ideológica para escamotear a natureza da guerrilha do Araguaia e a atuação do PC do B no período.

Não é possível permitir que as injustiças e a violência cometidas contra jovens militantes, muitos deles idealistas sonhadores que agiam por paixão e impulso, sirvam para encobrir o papel daqueles que recrutavam esses jovens e que hoje posam de democratas, quando, na verdade, queriam mesmo era instalar uma ditadura de pólo invertido, tão ou mais violenta quanto a já que existia: a comunista.

A guerrilha do Araguaia tem sido apresentada como um movimento pela restauração da ordem democrática no Brasil. Isso é falso. Forças revolucionárias de esquerda eram subsidiadas pelos totalitarismos soviético e chinês. O historiador Jacob Gorender, de formação marxista e ex-membro do “Partidão”, lançou na última quinta-feira (8), na Universidade de Brasília, o documentário “A Esquerda Revelada”. É uma boa oportunidade para evitar essas distorções.

“Atentados terroristas, seqüestros, assaltos a bancos estavam entre as estratégias dos partidos e facções de esquerda para implantar o comunismo no Brasil entre as décadas de 1960 e 1970”, afirma Gorender. Não é possível confundir a promoção de crimes com ações filantrópicas, apenas considerando eventuais alegações superiores.

Que se discuta os parâmetros da anistia, tudo bem. Mas que não se pense que uma causa, qualquer causa, possa servir de sustentação moral para a prática de crimes. Os fins não justificam os meios. Quem lutou por democracia no Brasil foi dom Eugênio Sales e Ulisses Guimarães, por exemplo, sem nunca incitar estudantes à luta armada.

Partidos comunistas que idolatram Mao, Che, Fidel, Lênin, Stálin e seus esbirros, não lamentam a tortura, mas sim o fracasso de suas revoluções. O resto é jogo de cena. www.wanfil.blogueisso.com

Wanderley Filho - Historiador



Comentários
 

Terrorista não pode ser herói

06/11/2009 02h28min CARLOS BONASSER , bonasser@terra.com.br

Texto perfeito, o povo não pode ser impregnado e bombardeado com essa doutrina vermelha e ficar endeusando esses canalhas que de democratas so possuem a asemelhança humana. O que aqueles vermelhos que se insurgiram contra os Governos daquela época deixaram para a sociedade de hoje foi de fato a democracia da qual eles eram contra, pois queriam algo como que se praticava em Cuba,China e a antiga URSS, essa era a verdadeira democracia que eles queriam implantar, eles e alguns que se encontram atualmente nos mais altos cargos do desgoverno. São uns mediocres e hipócritas que junto com essa secretaria dos DDHH assolam os cofres da União. Isso eles fazem muito bem feito. Procure algum feito daqueles facínoras, agora olhe os feitos dos governos ditos militares... O texto é pequeno porem repleto de verdades contundentes. Parabens.


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