Opiniãoquinta, 29 de outubro de 2009
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Partidos políticos - 1ª parteVeja também
Como é de praxe em anos pré-eleitorais, a movimentação de candidatos e forças políticas começa a se intensificar. A prática da infidelidade partidária e os conchavos ganham maior notoriedade nesses momentos. É a expectativa de poder atuando diretamente no que se convencionou chamar aqui no Brasil de pragmatismo político. Considerando nossa história, marcada por sucessivos golpes, mudanças de regime, crises e interrupções, não é de estranhar que os partidos sejam frágeis e carentes de maior fixação nas camadas sociais. A regra, com as exceções que a definem como tal, é que essas agremiações sejam vistas apenas como instâncias burocráticas. No Brasil, clubes de futebol são centenários, partidos políticos não. Já nos Estados Unidos, por exemplo, os democratas, correligionários de Barack Obama, disputam eleições desde 1790, e os republicanos desde 1837. Ou seja, são entidades consolidadas. Em países com inconstância política e institucional, as pessoas costumam seguir apenas indivíduos, ambiente ideal para salvadores da pátria e populistas. A distância entre a formulação desse modelo de referência e a realidade partidária no Brasil é abismal. Somente o efeito do tempo e a estabilidade das regras eleitorais podem separar as virtudes dos vícios do nosso sistema. Cabe aqueles com maior nível de instrução, portanto, a responsabilidade de assumir a construção desse processo. Wanderley Filho - Historiador Comentários
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