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Opinião

quinta, 31 de dezembro de 2009
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A mentira como norma social

Wanderley Filho - Historiador

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A hegemonia esquerdista no sistema educacional brasileiro produziu uma espécie de patologia que, de tão generalizada, virou norma. Vivemos um permanente estado de esquizofrenia coletiva, imersos num mundo de fantasia onde tudo o que existe resulta da luta maniqueísta entre a direita malvada e a esquerda angelical. Para os nossos alunos, essa premissa é um dado real e natural cientificamente comprovado, tal como a lei da gravidade. Isso é chamado de “trabalho de base” pelos agentes que o promovem.
Tais estudantes, claro, crescem e ocupam espaços no mercado de trabalho, onde acabam por reproduzir as manipulações das quais foram vítimas, agora com a autoridade de um “profissional” devidamente qualificado. Na imprensa, essa condição permitiu o massacre midiático da verdade dos fatos pela propaganda ideológica.

Por isso, episódios escancaradamente produzidos para reescrever o passado e enganar o público – no melhor estilo stalinista -, são recebidos sem a devida crítica capaz de restabelecer a realidade falseada. E de tão repetido, o expediente passou a ser absorvido inconscientemente como algo fidedigno e inquestionável.

No último dia 21 de dezembro, a ministra da Casa Civil e candidata ungida do Planalto à Presidência da República, Dilma Rousseff, chorou durante solenidade de entrega do Prêmio Direitos Humanos 2009 à senhora Inês Etiene Romeu. As duas atuaram como extremistas de esquerda numa guerra contra extremistas de direita nos anos 60 e 70. Inês foi presa e torturada por agentes da ditadura brasileira. Ambas pertenciam a Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), organização terrorista que, entre outros crimes, assassinou o capitão do exército americano Charles Rodney Chandler, destino do qual a premiada Inês foi poupada.

Na imprensa, a versão vigente é de que elas lutavam pela reposição do regime democrático no Brasil. Falso! Essas senhoras queriam mesmo era implantar outra ditadura, baseada nos princípios de uma doutrina genocida e torturadora por excelência: o comunismo. Para isso, a dupla estava disposta a fazer (e fez) o que agora condena. E sem arrependimentos, pelo contrário.

Transformar apologistas e operadores do totalitarismo em campeões da liberdade e defensores dos direitos humanos é uma daquelas inversões que deveriam estarrecer a opinião pública. Não foi o que aconteceu. A preocupação geral era com o novo cabelo da companheira Dilma. E assim seguimos: esquizofrenicamente perdidos entre mentiras e irrelevâncias, porém, felizes. www.wanfil.blogueisso.com



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