OpiniãoSexta, 30 de Julho de 2010
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Cursos de MedicinaAdísia Sá JornalistaVeja também
Este jornal, edição de quarta-feira 21 do corrente, trouxe uma notícia/denúncia das mais sérias e que merece a maior atenção , não apenas dos leitores, das autoridades , acima de tudo: “Cursos de Medicina sem estrutura prática”. Matéria , diga-se, de absoluta responsabilidade da redação, considerando não ser assinada por repórteres ou redatores. O Ceará conta hoje com 7 (sete) cursos de Medicina, sendo 4 (quatro) na capital e 3 (três) no interior. Não resta a menor dúvida que esse número surpreende, considerando a infraestrutura necessária a tais cursos e que, pelo que põe a nu a reportagem, não se tem em Fortaleza, imagine-se,então, noutros pontos do Estado. Onde é feita a parte prática dos alunos? Em termos de hospitais universitários, por exemplo, o que se tem é irrisório,considerando o número de estudantes. E esse é, sem dúvida, ponto de apoio na formação dos acadêmicos. “O teste de progresso, método que avalia a aquisição de conhecimento médico ao longo dos anos de graduação, é uma das falhas na formação dos atuais estudantes no Ceará. O teste não é aplicado em nenhum dos cursos de Medicina do Estado.” (OE) A reportagem traz um dado ilustrativo: “De acordo com pesquisa do Conselho Federal de Medicina, em Fortaleza, existe um médico para um grupo de 373 habitantes e no interior do Estado essa proporção é de um médico para cada 4.949 pessoas”. Fica a indagação: esse quadro impõe a necessidade de mais cursos ou os existentes são suficientes? E a sua complementação: a formação dos futuros médicos, no Ceará, está à altura da missão que os aguarda? Este jornal levantou a cortina, cabe agora aos poderes competentes atentarem para o desempenho dos atores , coadjuvantes e seus cenários estão montados à altura do espetáculo. Comentários
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