NacionalSexta, 30 de Julho de 2010
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Pesquisa vai mapear doenças do coraçãoO objetivo é traçar o perfil do brasileiro que tem ou pode vir a ter uma doença cardíaca e avaliar como é feito o atendimento dessas pessoas nos ambulatórios e hospitaisVeja também
A Sociedade Brasileira de Cardiologia e o Hospital do Coração assinaram um acordo, em São Paulo, para fazer um mapeamento das doenças cardíacas no Brasil. O objetivo é traçar o perfil do brasileiro que tem ou pode vir a ter uma doença cardíaca e avaliar como é feito o atendimento dessas pessoas nos ambulatórios e hospitais do país. O resultado do mapeamento, que será dividido em dois estudos - um para mapear as síndromes coronarianas agudas e outro para avaliar a prevenção das doenças cardíacas - será divulgado no Congresso da Sociedade Brasileira de Cardiologia, no segundo semestre de 2011. “Os registros serão a fotografia do real. Vamos saber o que realmente ocorre na ponta dos atendimentos do país, porque sabemos o que deveria ser feito, mas temos a certeza de que o atendimento é muito diferente do que preconizaríamos como ideal”, disse o presidente da SBC, Jorge Ilha Guimarães. Perdendo a guerra Um dos objetivos da pesquisa, de acordo com o presidente da SBC, é entender por que há tanta diferença entre os índices de morte por infarto num hospital considerado de ponta (que gira em torno de 6%) e o restante do país (16%), por exemplo. Esses dados também poderão ajudar o governo brasileiro a elaborar políticas públicas de saúde e de tratamento adequado para essas doenças e a criar campanhas educativas de prevenção. “Com o crescimento econômico do país, com a posição de liderança que vem ocupando, o Brasil tem que prover dados da mais alta qualidade. E hoje temos um problema de saúde pública gigante no país que é o infarto do miocárdio e a única forma de mudarmos esse cenário é justamente atuando no melhor atendimento do paciente que chega na emergência como também do paciente que é atendido e faz sua prevenção”, afirmou o coordenador do Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital do Coração, Otávio Berwanger. Comentários
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