Arte e CulturaSexta, 30 de Julho de 2010
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Forró até o dia nascerSanfoneiro Chico Justino e a dupla Ítalo e Renno são atrações do fim de semana no KukukayaFim de semana no Kukukaya (Av. Pontes Vieira, 55 – Dionísio Torres) é certo: é forró até o sol raiar. E a casa de shows que se destaca no cenário musical fortalezense por assumir um compromisso com as raízes culturais locais, apresenta atrações bem ao estilo do local, cheias de tradição e originalidade. Dia 30, o show fica por conta da dupla Ítalo e Renno. Sábado, Chico Justino segura o poeirão com a sua sanfona. Ítalo e Renno dispensam maiores apresentações. Donos de talentos e carismas inquestionáveis, os rapazes se tornaram sinônimo de qualidade musical e virtuosismo. Segundo Dominguinhos, eles são “as novas crias da sanfona”. De fato: de posse do acordeom, os dedos de Ítalo e Renno parecem dançar ao retirar jazz, frevos, chorinhos, sambas, tangos, baiões e xotes do instrumento. Mas não é só: os rapazes dão novas funções à sanfona em cima de um rico repertório erudito. Na lista, Jacob do Bandolim (“Vôo da Mosca e Santa Morena”), Gilberto Gil e Dominguinhos (“Lamento Sertanejo”), Ernesto Nazareth (“Apanhei-te Cavaquinho”), Pixinguinha (“Lamentos”) e J. S. Bach (“Ária da Quarta Corda”), além de vários clássicos de Luiz Gonzaga e da música nordestina, todos com as performances sanfonadas típicas dos garotos. Acordeonistas, arranjadores, intérpretes e compositores de mão cheia, literalmente, os multi-instrumentistas Ítalo Almeida e Renno Saraiva começaram a estudar música ainda aos 10 anos de idade. Iniciaram o estudo pelo piano e desenvolveram as habilidades de instrumentistas integrando a banda do cantor e compositor Raimundo Fagner. Foi então que o amor por um instrumento específico uniu de vez o caminho dos dois e eles passaram a fazer apresentações marcadas pela presença de dois acordeons no palco e pela busca por um repertório variado, com músicas próprias e arranjos de clássicos da música instrumental e popular brasileira. É a sanfonia para o forró. Segundo Dominguinhos, eles são “as novas crias da sanfona”. De fato: de posse do acordeom, os dedos de Ítalo e Renno parecem dançar ao retirar jazz, frevos, chorinhos, sambas, tangos, baiões e xotes do instrumento. Mas não é só: virtuosos, os rapazes dão novas funções à sanfona em cima de um rico repertório erudito. Comentários
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