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quarta, 11 de novembro de 2009
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Manuel Raposo: "o homem que viveu para seus ideais"

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Manuel Coelho Raposo. Era jornalista, poeta, escritor e comunista, um homem bom que ajudou sua família a crescer economicamente através da venda de livros, afirmou José Antônio Coelho Raposo, irmão mais novo do revolucionário. Raposo morreu ontem, aos 80 anos, vitima de enfisema pulmonar no Hospital de Messejana, onde estava internado há semanas. O velório do jornalista começou ontem à noite, na Funerária Alvorada, em Parangaba e hoje a partir das 10 horas a família celebrará um ato religioso e depois o corpo será cremado.

José Antônio comentou que seu irmão tinha o respeito de todas as pessoas que trabalhavam no mesmo ramo. “Apesar de ser uma pessoa cheia de nomeações, era também um homem de trato um pouco difícil, devido à ligação muito forte com suas ideias”, acrescentou. Ele lembrou os momentos de juventude com o irmão. “Quando moço gostava de ler gibis e ele brigava muito. Porque, afirmava que era literatura de baixa qualidade”, destacou.
O irmão de Manuel Raposo contou que o maior legado dele foi sua livraria. “Ele trouxe as maiores obras da literatura de esquerda para o nosso estado, em 1964. Foi preso em revoluções, projetou a revista o ‘Saco’ e promoveu muitos intelectuais e seus trabalhos”. José Antônio afirmou que ele foi o “homem que viveu para seus ideais”. Disse ainda “que não dá para fazer uma síntese da vida de Manuel Raposo, pois são muitas coisas para lembrar”.
 



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