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Quinta, 29 de Abril de 2010
5 comentário(s)

Família suspeita de morte após vacina

Sogro do cantor Waldonys morreu depois de ser vacinado contra H1N1

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O sogro do cantor Waldonys Menezes, Luciano Moreno Tavares, 66, faleceu na manhã de terça-feira, em consequência de infecção generalizada. A família acredita que a septicemia foi desencadeada pela vacina contra a gripe H1N1 que ele tomou. O coordenador de Proteção e Promoção da Saúde da Secretaria de Saúde do Estado (SESA), Manoel Fonseca, que está investigando o caso, assegurou que a morte não aconteceu em decorrência da vacina aplicada no sogro do cantor.

Waldonys Menezes contou ao jornal O Estado que Luciano era um homem forte e que tinha poucos problemas com a saúde, apesar de ter 106 kg. “Ele teve, há muito tempo, um problema com o fígado e era hipertenso”, disse. Comentou que seu sogro foi vacinado na terça-feira, 20, e na quinta-feira, 22, começou a sentir fortes dores no pescoço, depois na coluna e, no sábado, na coxa, sempre do lado esquerdo do corpo. “As dores aconteciam sempre do mesmo lado onde foi aplicada a vacina. Na segunda-feira, fomos com ele ao Hospital São Carlos. Pediram para bater um raio-X e uma ultrassom. Nada foi encontrado. Tudo isso com ele sentindo muita dor. Nem um hemograma simples foi pedido”, descreveu.

Waldonys declarou que na noite da última segunda-feira a sua esposa pediu para ir à casa de Luciano, pois ele não estava bem. “Cheguei lá, meu sogro estava chorando de dor. Eu nunca tinha o visto chorar. Vendo aquilo pedi para que ele viesse para a minha casa”, disse. Relatou que seu sogro levantou-se durante a noite para beber água e desmaiou. “Foi minha esposa que viu isso, e junto com sua mãe conseguiram acordá-lo e resolveram levá-lo ao hospital da Unimed. Chegando lá o colocaram no soro e realizaram o exame de sangue. A pressão dele estava 4 por 2”.
Por volta das 5 horas da manhã de terça-feira, Luciano Moreno teve uma parada cardíaca. “Ele foi entubado e estava na UTI (Unidade de Terapia Intensiva).

Depois os rins pararam de funcionar. Os médicos diziam que havia uma enzima sendo liberada, fato que só acontece quando uma pessoa tem um infarto e meu sogro não teve”, explicou o cantor. Depois do falecimento, a necropsia constatou várias doenças, informou Waldonys. “Como, por exemplo, enfisema pulmonar H1N1. A necropsia ainda constatou que coração dele, que deveria pesar cerca de 300 gramas, estava com 592”, relatou, acrescentando que ainda não viu o laudo da necropsia, mas as informações foram repassadas por uma médica.

CONTESTAÇÃO
Manoel Fonseca rebateu as suspeitas da família de Luciano afirmando que o laudo mostrou doenças mais graves. “Não posso dizer por uma questão ética. A necropsia mostrou que não existe possibilidade nenhuma da morte ter sido causada pela vacina. Mas identificou três patologias e, provavelmente, uma delas levou à morte dele”, comentou.

O coordenador ainda disse no local onde a vacina foi aplicada não havia abscesso, apenas um hematoma. “O falecimento não tem nada a ver com a vacina da H1N1, por dois motivos: primeiro, a morte não aconteceu no dia e nem no momento em que foi a aplicada. Segundo, ele não apresentou sinais de síndrome de Guillain-Barré”, destacou. Ele ainda afirmou que para fosse confirmada a H1N1 no paciente precisaria pelo menos de 10 dias para se ter o resultado do exame.



Comentários
 

Morte após vacina H1N1

30/04/2010 13h25min Fabiana Moreno , dra.fabianamoreno@uol.com.br

O Ministério da Saúde já tem relato de outras mortes pela vacina H1N1, mas claro que não vão divulgar. Para a morte ter sido em decorrência da vacina, não precisa que os sintomas comecem no mesmo dia d aplicação. Realmente o paciente não apresentou a síndrome de Guillain-Barre, ele fez um quadro de insuficiência hepática, renal, vascular e respiratória decorrente de uma resposta inflamatória sistêmica aguda, que pode ser desencadeada sim pela vacinação. As autoridades não querem alarmar a população, claro que vão dizer que não tem relação com a vacina. O que me preocupa é que muitos outros pacientes vem apresentado quadro de hepatite e miosite após tomarem a vacina e os médicos não estão sendo orientados. Como a campanha de vacinação é muito ampla, incluido pacientes com doenças crônicas, imunocomprometidos, pacientes oncológicos e idosos, com certeza vão acontecer outras mortes e as autoridades vão dizer que foi pela doença de base ou por outra causa, como estão fazendo com este caso. Seria muito mais digno confirmar a suspeita, como foi preenchido na declaração de óbito, e orientar toda a população e os profissionais de saúde. Agora a pergunta que fica é: essa vacina relamente é segura nesses pacientes idosos ou com outras doenças associadas?


H1N1

30/04/2010 19h20min Fernando , fernando_2005_TR@gmail.com

Estou vendo que a população está nas mãos de pessoas que aparentam ter completo desconhecimento de como uma doença evolui. E a contradição do Sr. Manoel Fonseca é clara porque ele afirma que não foi pela vacina e depois diz que precisa de 10 dias para ter o resultado do exame. O que tá parecendo é que os fins justificam os meios. Brasil abra o olho!!!


Indignação.

03/05/2010 09h31min Lilian Cintra , cintralilian@hotmail.com

Realmente é muito fácil o médico dizer que não há liame entre a vacina e morte, o difícil é ele explicar porque um paciente sadio morre de edema pulmonar (se os exames realizados na segunda feira - dia 26 de abril - apontaram que os pulmões dele estava ótimo), a parada dos rins (se os exames realizados na segunda feira - 26 de abril- também apontaram que os rins estavam ótimos) e, mais dificil ainda ele explicar porque a certidão de óbito aponta como CAUSA DA MORTE - IMUNIZAÇÃO H1N1 (GRIPE A). O paciente era portador de doença hepática sim, devidamente controlada pela melhor médica da cidade, e tomou a vacina justamente por ser portador dessa doença crônica, ou será que não é essa a campanha do governo? Eu queria dizer esse homem que se diz médico que os doutores que examinaram o paciente em nenhum momento afirmaram que ele teve reação alérgica a vacina, o que de fato geraria a morte na hora, o que houve foi um efeito da vacina, que ao invés de ser negado deveria ser estudado para que não se repita em mais ninguém. Aqui fica toda a minha indiganação com a classe médica que se limita a negar o fato ao invés de estudar. Os órgãos dele (Moreno) estão lá, sendo estudados, vão lá...interessem-se em salvar vidas, e não ao fácil hábito de negar a correlação, na comodidade de orientar apenas aos entes queridos "não tome a vacina", e repitir o gesto. Não sejam covardes!!!!! Detenham, por fim, pelo menos a humildade de dizer que não sabem que efeitos essa nova droga pode trazer, ao invés de afirmar categoricamente que a vacina é incapaz de causar a morte, como efetivamente causou, de uma pessoa. Fé para a família!!!


Indignação

03/05/2010 10h05min Liliana Vera Cruz , lilianavc@uol.com.br

É muito triste perder um ente querido por um erro de estartégia dos orgãos públicos. A vacinação em massa tem seus riscos, o que não deve é varrê-los para baixo do tapete como estão fazendo com a morte do Sr. Luciano Moreno. Há outros casos noticiados no Brasil e no mundo de mortes em decorrência da vacina H1N1. O que indigna é atribuir o falecimento em decorrencia de doenças decorrentes. Desde sempre ouvia dizer que se combate a doença pela CAUSA e não pelas consequencias desta. Desculpe Sr. Manoel Fonseca, mas não nos chame de burro!


Vacina perigosa

03/05/2010 11h59min Miguel , fuge@bol.com.br

Pode dizerem o que quiser, eu que não tomo essa vacina!!!! E todo mundo sabe que esse não é o primeiro caso. Sou fã do Waldonys e acho que ele não mentiria numa coisa tão séria. Obrigada pela informação e força, irmão, na sua dor.


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