Cidadeterça, 24 de novembro de 2009
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Vigília na Gentilândia lembra a morte de 113 mulheres no Ceará em 2009Veja também
Uma noite inteira em claro protestando pela morte das mais de 113 mulheres que foram assassinadas, esse ano, no Ceará. Assim passarão a madrugada, na Praça da Gentilândia, dezenas de militantes e feministas. Em uma vigília a partir das 19h de hoje, o Fórum Cearense de Mulheres (FCM) quer celebrar o Dia Internacional de Luta pelo Fim da Violência. “Vamos ficar em vigília até o começo do dia. Logo após, sairemos em caminhada pelos principais equipamentos de defesa da capital, exigindo mais liberdade e políticas públicas no combate aos assassinatos e às ameaças físicas”, frisou Maria Ozaneide de Paulo, membro do Fórum. Com o tema ‘12 horas pela liberdade das mulheres e o fim da violência’, a Articulação de Mulheres Brasileiras (AMB) realiza ações simultaneamente em mais de 20 estados. Durante a noite e a madrugada, uma programação promete animar os presentes e trazer à tona a reflexão sobre a violência: o momento será marcado por rodas de conversa, exibições de vídeos, performances teatrais e apresentações musicais: Parahyba e Cia Bate Palmas, Vitrola de São Jorge, Gigi Castro e Banda, Luanna Marley e grupos de Hip Hop. Para o FCM, a questão é muito complexa é exige esforços da sociedade e do poder público. Maria Ozaneide afirma ainda que em todos os casos, há uma relação de poder do homem sobre a mulher, marcada freqüentemente por violência psicológica e física e, quando as mulheres não aceitam se submeter a esta condição, o extremo dessa violência resulta no assassinato delas. Apesar das seis Delegacias de Defesa da Mulher no Ceará, ela ressaltou a necessidade de mais aparelhos de proteção, principalmente, em pequenas cidades do interior do Estado. Comentários
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