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sábado, 19 de agosto de 2017.
Fortaleza, Ceará, Brasil.

"você jamais será livre sem uma imprensa livre." - Venelouis Xavier Pereira

A Empresa

JORNAL O ESTADO: Independente como você!

Nascimento do periódico

O Jornal O Estado foi fundado em 1936 por um grupo de políticos do PSD – Partido Social Democrata, tendo à frente o deputado federal José Martins Rodrigues.

Naquela época os políticos tinham como hábito possuir jornais impressos para defenderem as suas causas partidárias. Como hoje, os parlamentares também possuem meios de comunicação, dando preferência ao rádio, que é um meio de maior alcance junto ao povo e não requer recursos maiores para mantê-lo.

Durante certo tempo, o Jornal o Estado ficou na mão de políticos, assim como outros periódicos da época, que também pertenciam ao jogo partidário ou faziam parte do mesmo.

Por conta desse engajamento político o Jornal vivia entre altos e baixos. Quando o PSD estava no poder, o Jornal estava bem. Quando era o UDN que governava, o Jornal ia mal.

E assim foi até quase fechar, já na mão do jovem empresário da época, Sérgio Filomeno. Em 1963 o dr. Venelouis Xavier Pereira, advogado e jornalista, delegado da Polícia Civil, fez uma proposta a Sérgio Filomeno para comprar o Jornal.

Começa, então, uma nova fase. O Jornal passou a ser uma empresa, recuperou suas finanças e passou a dar lucro e a se desenvolver.

Jornal O Estado na ditadura: luta pela liberdade de imprensa e defesa dos direitos

Após um ano da compra do Jornal estourou, em 31/03/1964, a Revolução Militar.

Foram cassados direitos políticos, pessoas foram perseguidas e se iniciou uma fase negra para as liberdades democráticas.

Como não poderia deixar de ser, a imprensa brasileira passou a ser perseguida e censurada. Os jornais que não concordavam ou publicavam matérias que ferissem os interesses da revolução, tinham seus diretores, jornalistas e editores chamados ao Comando Militar para dar explicações e, muitas vezes, eram presos e processados.

Muitos jornalistas, na época, foram proibidos de trabalhar. O Jornal O Estado, no primeiro momento, apoiou o movimento de 1964, mas, logo em seguida, entrou na oposição e teve início uma série de perseguições em que seu Diretor, Venelouis Xavier Pereira foi perseguido.

Inúmeras vezes o jornalista compareceu aos órgãos militares para prestar “esclarecimentos”.

Matérias do Jornal O Estado foram censuradas, assim como as dos demais jornais do Ceará.

Nesse período, o Jornal se notabilizou pela proteção que dava aos jornalistas perseguidos, impedidos de trabalhar em outros meios de comunicação.

Era no Jornal O Estado que esses jornalistas encontravam trabalho, às vezes até mesmo respondendo por pseudônimos.

Os políticos chamados de esquerda muitas vezes tinham seus nomes ou notícias sobre a sua pessoa vetados nas redações de outros jornais e só no Jornal O Estado conseguiam fazer ecoar, junto à população, os seus projetos e suas posições contrárias aos mandatários de então.

O fato de o Jornal O Estado publicar aquilo que não podia sair em outros jornais, por censura ou por interesse dos proprietários desses órgãos de comunicação, também foi um díferencial que notabilizou o Jornal O Estado na época.

A liberdade de imprensa e a defesa do direito das minorias e da justiça social marcam a história do Jornal O Estado e do seu Diretor Venelouis Xavier Pereira.

Mesmo vivendo tempos difíceis, com a falta de liberdade e a ameaça punitiva da Revolução no dia-a-dia, econômica e financeiramente o Jornal seguia relativamente bem.

Os governos estaduais não perseguiam nem discriminavam os jornais na veiculação dos anúncios oficiais.

Embargo econômico

Em 1986, a Revolução já se encerrava, tendo o Presidente José Sarney como primeiro Presidente Civil, após sucessivos presidentes militares.

O Jornal O Estado apóia e trabalha para a eleição do jovem empresário Tasso Jereissati, candidato ao poder no Ceará.

Tasso Jereissati era o homem que iria acabar com o chamado “governo dos coronéis” e representava a esperança de mudança e progresso no Estado.

Derrotou o Coronel Adauto Bezerra, vencendo as eleições e assumiu prometendo mudanças.

Com quatro meses, o Jornal O Estado percebe o cunho autoritário que começava a tomar corpo no governo e inicia matérias denunciando atitudes governamentais ferindo a democracia e a liberdade.

O governo não gosta, suspende a veiculação de anúncios e publicidade oficial no Jornal, contribuindo para o início de uma das piores fases que se tem notícia na história do Jornal O Estado.

A perseguição econômica foi implacável, criminosa e injustificável. Anunciantes tradicionais do Jornal eram chamados a suspenderem suas publicações no Jornal. A ordem era estrangular, econômica e financeiramente o Jornal, até o seu fechamento.

Foram 20 anos de resistência, onde todo o Estado ficou de joelhos à nova ordem, que somente o Jornal O Estado resistira, fazendo a voz da oposição do Ceará.

Esse período difícil, onde o Jornal não pode crescer, ao contrário, teve uma redução significativa em sua circulação, perdurou até a morte do seu Diretor Presidente, Venelouis Xavier Pereira.

Ressurgimento: O Jornal O Estado de cara nova

A partir daí assumem a direção do Jornal os herdeiros e filhos, Ricardo Augusto Palhano Xavier, Stevenson Adlay de Palhano Xavier, Soraya Palhano, Solange Palhano e Rebeca Férrer Xavier, tendo à frente, como presidente do Jornal, a jornalista e advogada Wanda Palhano.

É uma nova fase que se inicia. Uma tentativa de recuperação econômica, colocando o Jornal, novamente, na trilha do crescimento.

São passados doze anos da morte de Venelouis Xavier Pereira e a nova Direção conseguiu, nesse período, mudar a cara do Jornal, aumentando a equipe, o número de assinantes e a sua circulação.

Houve investimento em tecnologia, com a aquisição de novos equipamentos, contratação de colunistas e jornalistas e a abertura de novas editorias.

O Jornal foi modernizado com uma diagramação mais leve e atrativa.

E é nesse sentido que o Estado acompanha as inovações do século XXI, onde a rapidez da informação pauta os meios comunicacionais. Um site, criado e atualizado diariamente para melhor satisfazer os anseios do leitor, e um Jornal mais completo e independente elevam o nível de conhecimento e levam informação de qualidade a todos os públicos.

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