quarta-feira, 22 de agosto de 2018.
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Comédia Cearense faz adaptação de Pedro Bandeira com roupagem atualizada

sexta-feira, 10 de agosto 2018

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O Feitiço da Moura Torta é o mais novo musical infantil da Comédia Cearense que começou sua trajetória para crianças há 60 anos. O espetáculo traz composições próprias de Mateus Honori com arranjos de Carlinhos Crisóstomo e são interpretadas ao vivo pelos atores. Com belíssimos figurinos que variam entre o clássico dos tempos de reis e rainhas e o contemporâneo do mundo do rock, com cenários criativos e exuberantes, o espetáculo fará crianças e adultos se transportarem para um mundo de aventuras, bruxarias, músicas e danças.

O Rei Augusto da Morôvia estava se sentindo velho e preocupado com a sucessão da coroa porque nenhum de seus três filhos homens ainda resolvia se casar. Suas esperanças e as da Rainha Vitória estavam voltada para sua filha Princesa Carolina que não estava nem um pouco preocupada com o trono, aulas de etiqueta, piano, bordado ou casamento e ainda odiava a cor rosa e gostava de rock and roll.

Certo dia, os três filhos do Rei decidem sair pelo mundo em busca de seus destinos e pedem ao Rei dinheiro, mantimentos e uma escolta real. O pai deles lhes dá então, nada mais que três laranjas, uma para cada um e a Rainha alerta-lhes para que só abram as laranjas quando estiverem perto d’água pois tratava-se de um encanto conhecido como o encanto da Moura Torta. O primeiro filho, quando caminhava num deserto morrendo de sede, decidiu abrir sua laranja para matar a sede, e dela saiu uma flor branca pedindo-lhe água. Como no meio do deserto não havia nem sinal de água, a Rosa agonizou até a morte.

O segundo filho, quando escalava uma montanha muito fria, não resistiu à fome e abriu sua laranja. Da fruta saiu uma flor vermelha que também pedia água. O lugar também era seco, a Rosa agonizou até a morte.

Já o terceiro filho deu muita atenção ao alerta da mãe, e por mais que sentisse sede e fome, não abriu sua laranja até chegar perto de um rio. Ao abrir, se deparou com uma flor cor-de-rosa, que assim como as outras, pediu- lhe água. O rapaz regou a planta com a água do rio, e esta se transformou numa linda mulher, afirmando se chamar Rosaflor. Apaixonado pela moça, o filho do rei pediu que ela esperasse em cima de uma árvore à beira do rio enquanto ele lhe trazia roupas apropriadas.

De repente, uma velha chamada Moura Torta, que adorava a beleza alheia, buscava água do rio para preparar uma porção mágica para ficar bonita. Enquanto enchia seu pote com água se deparou com o reflexo de Rosaflor e pensou ser sua própria imagem refletida. Então voltou para a casa pensando que já era uma mulher linda e quando se olhou no espelho, percebeu que continuava a mesma Moura Torta de sempre, então ela exclamou aos quatro ventos: “Nessa vida de feiura não quero mais viver.

Quero vida de princesa, bela quero ser. Vou roubar sua beleza e com ela vou viver. Estou cansada de ser feia, feia muito feia. Vou fazer uma porção da juventude e beleza…” Então, desiludida tornou a buscar água do rio. Quando encontrou novamente o reflexo de Rosaflor, pensou ter se tornado aquela mulher linda, mas observando que a moça do reflexo gargalhava, olhou para cima e percebeu que aquele era o reflexo de Rosaflor. Furiosa, se ofereceu a pentear os seus cabelos enquanto esta lhe contou toda a sua história. De repente, a Moura Torta enfiou uma agulha na cabeça de Rosaflor, que se transformou num Pássaro Azul.

A Moura Torta, então decidiu subir em cima da árvore e passar-se por Rosaflor. Quando o Príncipe Eduardo chegou, se deparou com aquela figura estranha e perguntou o que tinha acontecido com ela. A Moura, passando-se por Rosaflor, explicou que tinha sido enfeitiçada mais uma vez pela Moura Torta. O Príncipe acreditou e mandou que vestisse roupas de princesa e fosse até o palácio para a cerimônia de casamento. Ao chegarem ao palácio, todos ficaram espantados mas se solidarizaram com a triste história de Rosaflor e aceitaram o casamento.

O Príncipe Eduardo vivia desconsolado e tinha sempre a companhia do Pássaro Azul por perto. Certa vez, ao acariciar sua cabeça descobre um alfinete cravado e puxa. Surge novamente a bela Rosaflor que conta ao Príncipe o que havia acontecido e promete nunca mais ficar longe de Eduardo.

A “Princesa Moura Torta” tratava todos com muita ignorância no palácio e certa vez, ao solicitar a presença da Aia, eis que chega Rosaflor disfarçada. Então Moura Torta pede que lhe conte uma história. Rosaflor começa a contar a própria história de sua vida, o que a deixa bastante irritada. Rosaflor enfia então o alfinete na cabeça de Moura Torta e a transforma em um lindo pássaro colorido para que ela tenha a beleza que sempre sonhou e faça ecoar seu canto alegrando a todos pelo reino.

O Príncipe Eduardo finalmente casa-se com Rosaflor. A Princesa Carolina consegue convencer seus pais que não quer ser uma menina convencional e sim uma pessoa capaz de ter suas próprias escolhas e que quer conhecer o mundo. Ela canta: “Quero mochilar, ganhar o mundo. Chega de bordado, chega de tricô. Esse dia vai chegar. E a tradição será o Amor.”
Respeitar as diferenças, quebrar barreiras, ousar e fazer suas próprias escolhas. Essa é a história do Feitiço da Moura Torta.

SERVIÇO

Feitiço da Moura Torta. Todos os domingos de agosto, sempre às 17 horas. Direção e adaptação: Hiroldo Serra. Indicação: livre. Teatro Arena Aldeota (Rua Silva Paulet com João Carvalho – Colégio Christus). Informações: 85 99635.3475. Ingressos: Inteira – R$ 30,00; meia R$ 15,00 (pagamento em dinheiro).

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