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Feira 2019 acontece com foco em música, feminismo e hackerismo

segunda-feira, 11 de fevereiro 2019

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A programação musical da Feira é inspirada pela diversidade e pluralidade e, para o ano 2019, as apresentações musicais, apresentadas como Campo de Força, tem foco nas mulheres, na negritude e nas periferias. Enquanto sua programação de negócios e conhecimento sinalizam uma conexão entre agentes do hackerismo e do universo da música, o lado difusor da Feira está trazendo o feminino, os feminismos e suas mais amplas e múltiplas perspectivas como referência principal, além da juventude negra, das periferias e dos grupos que seguem a margem.

Prova disso são os palcos que contarão com a presença de nomes como Ilya (CE), artista cearense que lança disco inédito no evento, Preta Rara (SP), rapper e ativista dos movimentos negros e feministas, Sinta A Liga Crew (PB), coletivo feminino de rappers e ativistas culturais, DJ Luh Del Fuego (MA), artista no grupo Criolina/MA e ativista cultural as Manas (CE), representando a cena feminina sobralense com um trabalho autoral potente e Negra Voz (CE), projeto que reuniu Carolina Rebouças, Lorena Lyse, Luiza Nobel e Roberta Kaya, quatro cantoras negras da cena musical cearense.

Nos palcos da Feira – Durante quatro dias, de 14 a 17 de fevereiro, o Campo de Força irá se concentrar nos Anfiteatros do Dragão do Mar e no Porto Dragão. Com mais de 15 atrações de cinco estados, trazendo artistas tanto da capital quanto do interior do Ceará (Sobral) e do Maranhão, Paraíba e Bahia, os Campos de Força não se apresentam como uma mostra de música comum, mas sim como uma programação inspirada na pluralidade e diversidade, que abre espaços como forma de levantar bandeiras sociais e políticas em tempos que exigem de nós postura e voz.

Além da programação musical, as atividades de formação convidam Cláudio Prado, produtor cultural e teórico da contracultura e da cultura digital e um dos fundadores do Mídia Ninja, Lorena Souza, da ThoughtWorks, empresa de tecnologia que atua com empreendedorismo social envolvendo também a juventude negra, Kamila Brito, empreendedora que coordena o Barco Hacker, projeto com foco em empreendedorismo pelas ilhas da Amazônia, Amora Moira, travesti, feminista, doutora em teoria e crítica literária pela Unicamp e autora do livro autobiográfico “E se eu fosse puta”, além de mais 30 especialistas a construírem uma experiência disruptiva do pensar e do agir para a transformação da cultura digital na música.

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