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Mônica Martelli no cinema, teatro, TV e, em breve, em livro

sexta-feira, 08 de agosto 2014

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Fortaleza recebe novamente, nesta sexta e sábado, a atriz Mônica Martelli e a aclamada comédia “Os homens são de Marte… e é pra lá que eu vou!”. O espetáculo, escrito e interpretado por Martelli e dirigido por Victor Garcia Peralta, será apresentado nos palcos do Teatro do Via Sul Shopping, às 21h. Os ingressos já estão à venda na bilheteria do Teatro e no site www.ingresso.com e custam R$ 90,00 (inteira) e R$ 45,00 (meia). Há oito anos em cartaz e com mais de duas mil apresentações, “Os homens são de Marte… e é pra lá que eu vou!” trata do grande dilema vivido pelas mulheres solteiras: a busca de um grande amor. Fernanda (Martelli) é uma solteira de 39 anos, jornalista, mas que trabalha com eventos, organizando festas de casamento. Ela está em busca do grande amor e se envolve tão intensamente com vários tipos de homens que acaba ficando muito parecida com cada um deles, independente dos tipos físicos, das condições sociais, raciais ou econômicas.

A busca pelo amor pode ser uma oportunidade de aprendizado, mas para quem está solteiro não é bem assim. É castigo. Quem está solteiro quer encontrar um amor e ponto final. Só não sabe como. E Fernanda acredita que a vida sem um amor é uma vida em preto e branco. Por isso, protagoniza esta história de aventuras, ilusões, alegrias, tentativas, desencontros, equívocos, adrenalinas, dúvidas e solidão. De uma forma muito divertida e emocionante ao mesmo tempo, e com um final surpreendente, a peça fala do amor e da falta dele. Tudo isso com um tipo de humor que as mulheres conhecem muito bem: rindo das suas próprias desgraças.

Em entrevista para o editor adjunto de cultura do Jornal O Estado, Felipe Palhano, a atriz Mônica Martelli falou sobre seus 25 anos de carreira, o trabalho como debatedora no “Saia Justa” e muitos outros assuntos. Mônica atuou na novela Beleza Pura onde interpretou, com enorme sucesso, a batalhadora Helena que se vestia de homem e se transformava em Mateuzão. Depois estrelou a primeira temporada de Dilemas de Irene no canal GNT. Participou da novela TITITI como Dorinha, a professora das modelos. Atualmente está no ar com a segunda temporada de Dilemas de Irene e foi finalista da Dança dos Famosos no Domingão do Faustão. Além disso, participou do seriado da HBO “Mandrake”, do filme “Trair e Coçar É Só Começar” entre outros.

O ESTADO | Você é de Macaé, foi para o Rio de Janeiro, e estudou direito e jornalismo? Como surgiu o teatro na sua vida? São quantos anos de carreira?

MÔNICA MARTELLI | Eu sempre quis ser atriz, mas eu sou de uma família que não tem atores, não tinha tradição de artistas. Sou de uma geração que todo mundo se formava em engenharia, medicina e direito. Os mais doidinhos viravam jornalistas. Comecei fazendo direito, mudei para jornalismo, e lá dentro da faculdade vi uma plaquinha: “curso de teatro”. Fiz esse curso, me apaixonei e fui para a CAL – Centro de Artes Laranjeiras, onde sou formada.  Fiquei fazendo teatro e jornalismo, me formei nos dois, mas nunca trabalhei como jornalista, mas me ajudou. Acho que tudo que nós fazemos soma e agrega. Desde o período que eu fazia o curso de teatro, eu sempre trabalhei como atriz. A primeira peça que fiz na minha vida foi de Ariano Suassuna, falecido recentemente, chamadA “Torturas do Coração”, aos 21 anos. Caramba, agora eu fiz a conta…. são 25 anos de carreira!

O E. | Qual o maior aprendizado que você teve durante sua temporada nos Estados Unidos?

M. M. | Eu fui para os Estados Unidos pós época de estudante. Eu cheguei lá e pela primeira vez senti a liberdade, eu estava sem mãe. Minha mãe sempre foi muito rígida. Uma mãe amiga, parceira, sempre me incentivou. nos EUA eu fui “free country”, fui trabalhar de babysitter, garçonete, aprender inglês. Foi a primeira vez que saí do país, então tudo foi novidade, tudo era alegria, tudo era aprendizado. Foi um momento de muito aprendizado, eu acho importante para o jovem. Você abre realmente a cabeça, foi muito importante para mim.

O E. | Seu primeiro trabalho na TV Globo foi no programa Chico Total, ainda usando o nome de Mônica Garcia. É verdade que foi Chico Anysio que a convenceu a adotar outro nome, por causa da cacofonia? Foi nessa época que você se identificou com a comédia? Ou acha que foi o público que “fixou” você nesse gênero?

M. M. | Eu acho que a pessoa tem humor ou não tem, você é engraçado ou não é. O tempo do humor você não ensina a ninguém. Não tem como alguém te eleger comediante. Você é ou não. Não existe você entrar no curso de teatro e o professor dizer: “você vai ser engraçado!”. Na escola de teatro eu gostava de ir pelo humor, fazendo papéis engraçados, contando as histórias de forma engraçada, isso sempre me acompanhou, a vida inteira. Minha mãe é engraçada, meu irmão é engraçado… Meu primeiro trabalho na televisão foi com o Chico Anysio. No primeiro dia eles disseram “chama a Mônica Garcia”. Garcia é da minha família de Macaé, interior do Rio, nome conhecido na cidade, minha vó tinha as Casas Garcia, que vendia tecidos nas décadas de 50 e 60, loja de roupas, agência de automóveis do meu pai. Chico disse para mim, “você terá que mudar de nome, tem cacofonia com esse Garcia”. Eu pensei, “meu Deus, vou ter que mudar de nome”. Peguei na minha árvore familiar, nome de solteiro de uma tataravó… não tinha a menor ligação com os Martelli, hoje tenho, total! Eu levei para o Chico Anysio e ele que escolheu: “acho que o Martelli vai ficar legal, Mônica Martelli”. E assim foi. E o mais engraçado que eu estava em cartaz com “Os homens são de Marte…”, e dois anos depois de trocar o nome, veio um cara na peça e dissse: “olha, você sabe que seu nome tem Marte”. E eu não tinha notado isso, acho que foi tudo muito abençoado. Mas essa história de que, quando a gente muda de nome, a nossa vida deslancha, não existe não, eu continuei ralando, continuei fazendo tudo igual. Nós mudamos de vida quando a gente trabalha, insiste, persiste, não desiste e quando acreditamos em nós mesmos. Aí que as coisas mudam. Esse olhar que eu tenho para minha vida, com humor, de rir das coisas sérias depois que elas acontecem, é que move a minha carreira.

O E. | A peça “Homens São de Marte… e É pra Lá que Eu Vou” já está em cartaz há quantos anos? Quais as mudanças que houveram na peça ao longo desse tempo, e quais as diferenças do filme, que ainda está em cartaz nos cinemas?

M. M. | A peça é a mesma história do filme, com algumas mudanças. Qual o grande diferencial do espetáculo? É que ao vivo, é teatro. Isso já não dá nem para comparar. Mas os homens que ela se envolve são os mesmos, e durante esse longo período, eu fui colocando umas piadas, umas coisas novas. A história em si não mudou, porque não é uma peça de esquetes, não é uma peça que eu preciso da atualidade para ela acontecer. É a história de uma mulher em busca do amor, e essa história é atemporal, todas as mulheres e homens se identificam em qualquer lugar do mundo. Essa peça, que já fiz em Portugal, do norte ao sul do Brasil, está há nove anos em cartaz.

O E. | Sua última novela foi “Ti Ti Ti”, e, desde então você se dedicou a seriados, filmes e ao programa “Saia Justa”, do GNT. Você mantém algum contrato com a Rede Globo? Tem projetos de fazer alguma novela? Como está sendo para você ser uma das debatedoras do “Saia Justa”?

M. M. | O GNT é minha casa, o GNT é o meu canal. Eu e o canal nos identificamos em todos os sentidos. Eu amo fazer o “Saia Justa”. Tudo que o canal passa, o conteúdo do GNT tem muito a ver comigo. Eu adoro debater toda semana todos os assuntos com humor, leveza e com reflexão. O meu próximo projeto é a série “Os homens são de Marte… e é pra lá que eu vou” no GNT, que estreia no final de setembro.

O E. | Você tem crônicas publicadas nas revistas Criativa e Época. Pensa em lançar um livro?

M. M. | Eu vou lançar o livro “Os homens são de Marte…”, para fechar um ciclo, até porque, ano que vem lançarei uma peça nova. Mas você acabou de me dar uma boa ideia, de lançar um livro com minhas crônicas. Já fiz algumas também para outras revistas, Vogue,  e tem outros sites espalhados, vou ter que juntar! Você me deu uma boa dica.

O E. | O filme “Os Homens são de Marte…” é sucesso de bilheteria, há várias semanas em cartaz. Você sabe em valores atuais quanto isso significa? Fará continuação ou terá um novo filme com Mônica Martelli em breve nos cinemas?

M. M. | O filme já atingiu a segunda maior bilheteria do ano, de filme brasileiro. Não sei exatamente como está agora, acho que está perto dos dois milhões de espectadores, e o projeto agora é fazer o filme 2, que tem a ver com a minha nova peça, que será a continuação da vida da Fernanda. No final dois dois ela encontra o Tom e fica feliz.  O filme e a peça, será a vida de casada dela. Todos os perrengues e coisas boas de uma vida a dois, porque não é fácil.

SERVIÇO

• Local: Teatro do Shopping Via Sul. Datas: 08 e 09 de agosto de 2014. Horários: Sexta e Sábado, às 21h. Preços: R$ 90,00 e R$ 45,00. Classificação: 14 anos. Duração: 70 minutos. Gênero: Comédia. Locais de Vendas: Teatro Via Sul ou www.ingresso.com.

FELIPE MUNIZ PALHANO

Da Redação

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