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Em 2014, existia 1.718 moradores de rua e com a crise, os desabrigados aumentam cada vez mais

quinta-feira, 28 de setembro 2017

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O Projeto de Indicação 212/2017, que cria o Fundo Municipal de Defesa dos Direitos da População em Situação de Rua, da vereadora de Fortaleza, Larissa Gaspar, foi aprovado e, agora, aguarda mensagem para aprovação na Câmara Municipal de Fortaleza. A Frente Parlamentar em Defesa da Cidadania da População em Situação de Rua também foi instalada na última quarta-feira, 30. O objetivo é discutir ações que possam melhorar a vida de aproximadamente 1.800 pessoas que vivem nas ruas.

Larissa Gaspar é a presidente da Frente Parlamentar, que conta, ainda, com o vereador Dr. Porto (PRTB) como vice-presidente e o vereador Célio Studart (SD) ficou como relator. Salmito Filho (PDT), Iraguassú Filho (PDT), Evaldo Costa (PRB), Guilherme Sampaio (PT), Cláudia Gomes (PTC), Jorge Pinheiro (PSDC) e Marília do Posto (PRP) também são membros. Para a vereadora, a iniciativa pretende somar esforços dentro do Legislativo para que os direitos à essas pessoas sejam garantidos.

“A problemática da situação de rua tem crescido no Brasil inteiro, Fortaleza não é diferente e são pessoas que tem uma demanda especifica, que precisam ser vistas primeiramente. A sociedade acaba invisibilizando essas pessoas por preconceito e discriminação e um olhar diferenciado que possa trazer um tratamento digno a elas”, disse a vereadora.

De acordo com a vereadora, além da falta de abrigo para todas as pessoas que vivem em situação de rua, a problemática se estende à falta de acesso ao sistema de saúde e de educação. Por não ter um comprovante de endereço também fica complicado de resgatar a autonomia financeira e reconstruir uma cidadania digna. “Nossa primeira iniciativa é reunir movimentos de situações de ruas para verificar essas demandas, visitar os equipamentos que fazem o acolhimento e ver como podem contribuir para a vida dessas pessoas”, completou.

O projeto prevê que os recursos devem ser usados na divulgação de programas e projetos de assistência, eventos educacionais, capacitação profissional e em pesquisas que ajudem na elaboração de novas ações para pessoas que moram nas ruas.

Situação atual
Conforme Larissa Gaspar informou, o último levantamento feito pela Prefeitura de Fortaleza em 2014, constatou que haviam 1718 pessoas morando nas ruas, grande parte delas no Centro da cidade. “Esse número só cresce, principalmente no cenário de crise econômica, pessoas acabam encontrando na rua o espaço para fazer sua morada. Temos relatos de violência inclusive de profissionais, isso precisa ser pensado para tratar das abordagens de guardas e humanizar”, defendeu.

Cerca de 80% dessa população era formada por homens e metade das pessoas nessa situação tinha entre 25 e 39 anos de idade. A pesquisa mostrou também que pelo menos 70% não tinha nenhuma fonte de renda e 23% havia concluído apenas o Ensino Fundamental. Ainda de acordo com o estudo, 50% das pessoas que moram nas ruas de Fortaleza, foram por motivos de conflitos familiares que as fizeram abandonar o lar. “É preciso valorizar a família, as relações familiares saudáveis, que a gente possa ter um trabalho de mediação de conflitos”, considera.

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