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Em outubro, brasileiros sofreram uma tentativa de fraude a cada 17 segundos

quinta-feira, 24 de dezembro 2015

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O s cuidados com os documentos de identidade ou CPF devem ocorrer em qualquer época do ano, mas em período de férias e datas comemorativas, a atenção deve sempre ser redobrada. É que, devido ao grande movimento nos centros comerciais, a propensão de criminosos em roubar dados pessoais, para aplicação de golpes, aumenta ainda mais.

Segundo informações do Indicador Serasa Experian de Tentativas de Fraude – Consumidor, referente a outubro, foram registradas 160.381 tentativas de fraudes, o que representa, uma a cada 17,4 segundos. No acumulado do ano, foram 1.635.380 tentativas.

O setor de telefonia foi responsável pelo maior número de registros, totalizando 42,1% de tentativas de fraudes. Em seguida, o setor de serviços em geral (imobiliárias, construtoras, seguradoras, salões de beleza, pacotes turísticos, entre outros), com 30,7% do total. Conforme a Serasa, a internet é um dos fatores que mais contribuem para aplicação de golpes. A coleta dos dados acontece quando, principalmente, os sites de e-commerce falsos solicitam informações pessoais de usuários para cadastros em promoções inexistentes.
Através do RG e CPF, o golpista pode criar cartões de crédito, realizar uma transação comercial ou até uma fraude mais elaborada, e o consumidor acaba sendo surpreendido com a dívida.

Principais tentativas
O indicador Serasa Expoerian aponta as principais tentativas de golpes. Entre elas:
1. Emissão de cartões de crédito: o golpista solicita um cartão de crédito usando uma identificação falsa ou roubada, deixando a “conta” para a vítima e o prejuízo para o emissor do cartão.
2. Financiamento de eletrônicos (Varejo) – o golpista compra um bem eletrônico (TV, aparelho de som, celular etc.) usando uma identificação falsa ou roubada, deixando a conta para a vítima.
3. Compra de celulares com documentos falsos ou roubados.
4. Abertura de conta: golpista abre conta em um banco usando uma identificação falsa ou roubada, deixando a “conta” para a vítima. Nesse caso, toda a “cadeia” de produtos oferecidos (cartões, cheques, empréstimos pré-aprovados) potencializa possível prejuízo às vítimas, aos bancos e ao comércio.
5. Compra de automóveis: golpista compra o automóvel usando uma identificação falsa ou roubada, deixando a “conta” para a vítima.
6. Abertura de empresas: dados roubados também podem ser usados na abertura de empresas, que serviriam de ‘fachada’ para a aplicação de golpes no mercado.

Providências
Para as vítimas, a especialista em Direito do Consumidor, Patrícia Moura, explica as providências a serem tomadas. Se a cobrança chegar na fatura do cartão de crédito, o primeiro passo é comunicar à operadora e solicitar o cancelamento. A advogada recomenda registrar o dia, a hora e o protocolo da comunicação. “Para se resguardar, o consumidor que desconfia ter sido vítima de um golpe deverá declarar o ocorrido através de boletim de ocorrência, pois há casos em que os estelionatários já são conhecidos da Polícia, o que facilita o desfecho da questão”, ressalta.

Em casos de recusa da administradora do cartão em estornar o valor da cobrança indevida, deve, então, apresentar ação nos Juizados Especiais. “Se o consumidor demonstrar a ocorrência de outros prejuízos em razão da cobrança indevida, poderá pleitear, ainda, indenização por danos morais e materiais, a depender do caso”, afirma Patrícia.

Cuidados
A melhor maneira de evitar o golpe é tomando os devidos cuidados no momento de fornecer algum documento. Apesar da comodidade oferecida pelo comércio eletrônico, e as muitas opções de lojas virtuais, é preciso atenção.

“Antes de efetuar a compra, o consumidor deve estar atento para constatar se a loja virtual apresenta de forma visível o número do CNPJ, endereço e telefone para contato. Além disso, é importante conferir as avaliações realizadas por outros consumidores, que podem ser encontradas nos sites dos órgãos de defesa do consumidor (Decon e Procon), redes sociais ou até mesmo na própria página da loja”, aponta a especialista.

Outra dica, é certificar se o site é seguro. Isso pode ser verificado se aparecer o ícone de um cadeado na barra de status da página. Desconfiar de ofertas muito abaixo do mercado e mega descontos também são cuidados importantes. “Assegure-se acerca da reputação da loja virtual, compare os preços e consulte a previsão de entrega”, conclui Patrícia.

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