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Grandes nomes do direito

Ruy Barbosa (1849-1923) - Político, diplomata e jurista

quinta-feira, 30 de novembro 2017

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Foi membro fundador e presidente da Academia Brasileira de Letras com a cadeira de número 10. Embaixador do Brasil, na Conferência de Paz em Haia e considerado um dos sete sábios a participar do encontro. Ganhou o epíteto de “O Águia de Haia”. Nascido em 5 de Novembro de 1849 em Salvador, filho de pais rigorosos, Ruy Barbosa inicia seus estudos aos 5 anos de idade. Com apenas 15 dias de aulas, já sabe ler e conjugar verbos. Filho de João José, médico da província em que residiam, Barbosa recebia do pai uma educação rígida, aprendeu com seu pai a tocar piano e a Oratória.

Em 1866 entra para a Faculdade de Direito do Recife, onde participa de associações abolicionistas. Em 1868 transferiu seu curso para a Faculdade de Direito de São Paulo onde termina em 1870. Lá, foi proposto junto a Castro Alves como sócio do Ateneu Paulistano, sob a então presidência de Joaquim Nabuco.
Em 1879 foi eleito para a Assembléia Geral da Corte. Instalada a República, Ruy Barbosa foi chamado para ocupar o Ministério da Fazenda onde redigiu o projeto da Carta Constitucional. Com a dissolução do Congresso pelo Presidente Deodoro, abandonou o cargo que ocupava, passando para a oposição.

Em 1893, viu-se envolvido na Revolução da Armada, em virtude da qual foi exilado. Esteve na Argentina, Lisboa, Paris e Londres, onde escreveu, então, as famosas Cartas da Inglaterra para o Jornal do Commercio, tornando-se a primeira voz no mundo a se levantar contra o famoso Processo Dreyfus. Regressando ao Brasil, foi eleito Senador da República em 1895, cargo que ocupou até sua morte, tendo sucessivamente sido reeleito.

Ganhou fama mundial em 1907 quando o Czar da Rússia convocou a 2ª Conferência da paz em Haia, discursando no Lugar de Joaquim Nabuco, defendeu o princípio da igualdade jurídica das nações soberanas, enfrentando irredutíveis preconceitos das grandes potências.

Candidato duas vezes a presidência da República, ainda recusou em dois momentos outras participações em reuniões pelo mundo, uma convidado pelo presidente Rodrigues Alves para representar o Brasil na Paz de Versalhes, recusando em famosa carta, redigindo as razões da incompatibilidade. Outra recusa, em 1920 foi para representar o Brasil na Liga das Nações.

Em 1921, é eleito juiz da Corte Internacional de Justiça, sendo o mais votado, e acumulando as mais significativas homenagens do Brasil e de todo o mundo. Proferiu o último discurso no Senado no ano seguinte, concedendo o estado de sítio ao governo para dominar o movimento revolucionário. Vem a falecer em Petrópolis no Rio de Janeiro, no ano de 1923, convalescendo de uma Pneumonia.
Entre suas obras mais famosas estão, Oração aos moços e Abolicionismo, onde firma sua constante luta pela abolição da escravatura.

Fonte: Portal Juridicando

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