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“Organizações tentam se infiltrar nos ramos da administração pública”

quinta-feira, 28 de setembro 2017

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Em passagem por Fortaleza, o conferencista nacional e internacional, também promotor de Justiça de Goiás, Flávio Cardoso, falou sobre crime organizado e sua infiltração nas instituições governamentais. Para ele, estudioso e autor de obra sobre o tema, o que falta no Brasil contra a corrupção são ações preventivas.
“Acho que a prevenção em nosso país ainda está em segundo plano, temos que seguir exemplo de países que deram certo no sentido de trabalhar a questão das escolas, desde pequeno a começar a entender o que é seu individual e o que é coletivo, e fomentarmos a nossa administração para que o estado brasileiro seja mais transparente nas suas ações”, afirmou.

Para Cardoso, a corrupção vem ganhando destaque sem precedentes não só a nível nacional quanto a internacional. Ele reforça o avanço da corrupção no aparato governamental com a penetração de agentes criminosos nas entidades estatais, cuja única finalidade é a obtenção de vantagens financeiras para beneficiar as organizações criminosas.

“Há tempos atrás trabalhava-se só com a questão do lucro, hoje, trabalha-se com lucro mais poder, e aí entra a questão de cooptação dos agentes públicos. O que tem se observado em nosso país, são organizações criminosas que tem tentado se infiltrar dentro de todos os ramos da administração pública e política brasileira”, observa.

O conferencista afirma que a situação mais comum é através do financiamento de campanha, o que tem gerado preocupação e descrédito da população com relação às instituições governamentais. Cardoso acredita que, despertar às pessoas à estimularem mais ética no funcionalismo público pode colaborar para diminuir a incidência de infiltração de criminosos nas instituições. “Para que nós possamos evitar e não cheguemos a uma situação igual a do México que vive uma situação de crime organizado muito forte, temos que aproveitar que no Brasil essa situação é inicial e lutarmos para que essa situação cesse”, disse.

Repressão x prevenção
De acordo com o estudioso, no Brasil, o que mais tem sido trabalhado é a repressão e a prevenção. “A repressão é necessária? É. Agora, me parece, por tudo que estudei, que o caminho, talvez, seja outro, o caminho da prevenção”, pontuou. Flávio Cardoso reiterou que a prevenção à corrupção, no Brasil, ainda é muito iniciante, em segundo plano. “Sou adepto da questão de copiar bons exemplos, todos nós nos tornamos pessoas boas porque nos espelhamos em alguém, nossos pais ou avós, mas podemos nos espelhar também em experiências”, destacou o promotor.

PILARES

Flávio Cardoso cita três pilares, que segundo acredita, contribui para reprimir menos e prevenir mais:Flávio Cardoso cita três pilares, que segundo acredita, contribui para reprimir menos e prevenir mais:
1. Exigir transparência dos atos públicos;
2. Exigir prestação de contas, que muitas vezes é renegado;
3. Ter vontade política de fazer o bem para as pessoas que o colocaram no poder.

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