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A Árvore generosa

Por Sheldon Allan Silverstein* * Do livro The Given Tree (A Árvore Generosa). Americano de origem judaica, Silverstein (1930/1999) foi poeta, compositor, músico, cartunista e autor de livros para crianças.

terça-feira, 14 de novembro 2017

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Havia uma vez, uma árvore que amava um menino. O menino vinha visitá-la todos os dias. O menino recolhia as suas folhas com as quais trançava e fazia coroas para brincar como o rei da floresta. Subia no tronco da árvore e se balançava pendurado em seus galhos. Comia os seus frutos e depois, juntos, brincavam de esconde-esconde. Quando estava cansado, o menino adormecia a sombra da árvore, enquanto a folhagem lhe cantava canções de ninar.

O menino amava a árvore com todo seu pequenino coração, e a árvore era feliz. Porém o tempo passou e o menino cresceu. Agora que o menino havia crescido, a árvore permanecia muitas vezes sozinha.

Um dia o menino foi visitar a árvore e ela lhe disse: ”Aproxime-se minha criança, suba no meu tronco e se balance nos meus galhos; coma os meus frutos; brinque à minha sombra e seja feliz.” E o menino respondeu: “Já sou muito grande para subir no seu tronco e para brincar. Eu quero comprar coisas e me divertir. Quero dinheiro, tu podes me dar dinheiro?”

A árvore respondeu: “Sinto muito, mas eu não tenho dinheiro. Só tenho folhas e frutos. Pegue meus frutos, minha criança, e vá vendê-los na cidade, assim você terá dinheiro e será feliz.” O menino subiu na árvore, pegou todos seus frutos e os levou para vender na cidade. E a árvore ficou feliz.

O menino demorou muito para retornar e a árvore ficou triste. Após um longo tempo, um dia o menino voltou. A árvore tremeu de alegria e disse: “Aproxime-se, minha criança, suba no meu tronco, se balance nos meus galhos e seja feliz.” O menino respondeu: “Tenho muito que fazer e não tenho tempo para subir em árvores. Quero uma casa que me abrigue. Quero uma esposa e filhos, portanto preciso de uma casa. Tu podes me dar uma casa?”

Gostaria de te dar mais alguma coisa, porém, não

tenho mais nada para te oferecer.

Lamento muito, sou somente um

velho cepo de árvore.

A árvore respondeu: “Eu não tenho uma casa, a minha casa é o bosque, porém, minha criança, você pode cortar meus ramos e construir uma casa, e então você será feliz.” O menino cortou todos os galhos da árvore e construiu uma casa, e a árvore ficou feliz.

Durante muito tempo o menino não voltou para visitar a árvore. Quando o menino retornou, a árvore estava assim tão feliz que mal podia falar: “Aproxime-se, minha criança, venha brincar comigo.” E o menino, que agora já era um velho, respondeu: “Estou muito velho e muito triste para brincar. Quero um barco para fugir para bem longe daqui. Tu podes me dar um barco?”

A árvore disse que não tinha barco para dar, “mas você pode cortar meu tronco e fazer um barco e assim você poderá ir e ser feliz.” Então o menino cortou a árvore e fez um barco para fugir e a árvore ficou feliz, não completamente.

Muito tempo depois, o menino voltou. “Sinto muito, minha criança, mas não me resta mais nada para te dar, sequer tenho mais frutos.” E o menino respondeu: “os meus dentes já não são muito bons para comer frutos”. Mas a árvore continuou: “não tenho mais ramos, você não pode mais se balançar neles.” E o menino afirmou que já estava muito velho para se balançar em ramos de árvores. “Nem tronco tenho mais, disse a árvore e você não pode mais subir nele.”

O menino respondeu que estava muito cansado para subir em troncos de árvores. E num suspiro a árvore disse desolada: “gostaria de te dar mais alguma coisa, porém, não tenho mais nada para te oferecer. Lamento muito, sou somente um velho cepo de árvore.”

Então, o menino disse que já não precisava de muita coisa, “somente um lugarzinho para me sentar e repousar. Me sinto muito cansado.” Endireitando-se o quanto pode, a árvore afirmou que não passava de um velho cepo e é disso que “você precisa para se sentar e repousar. Aproxime-se, minha criança, e sente-se. Sente-se e repouse.” Assim fez o menino, que agora já era um velho. A árvore ficou feliz.

Novo selo Procel normatiza luminárias públicas

O Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel), iniciativa do Governo Federal que é coordenada pelo Ministério de Minas e Energia (MME) e executada pela Eletrobras desde a sua criação, acaba de lançar mais um Selo Procel, que atesta a eficiência de equipamentos elétricos.
Trata-se do selo voltado a luminárias públicas a LED, que consolida o trabalho realizado com esta tecnologia; as lâmpadas LED residenciais já dispunham de certificação do Selo Procel desde 2014.

O Selo Procel para luminárias públicas a LED fortalece o Procel Reluz, programa voltado a projetos de iluminação pública em municípios brasileiros. Com uma tecnologia mais eficiente e econômica na iluminação pública, as prefeituras economizam e proporcionam uma maior qualidade no serviço público ao cidadão.
A iniciativa foi amplamente discutida pelos principais agentes do setor, entre os quais laboratórios de ensaios, especialistas, fabricantes e importadores e o Inmetro.

Certificado
Para receber o respectivo Selo Procel, os fornecedores deverão apresentar o certificado de conformidade da luminária emitido pelo Inmetro e os relatórios de ensaios que comprovem os níveis de eficiência e qualidade exigidos nos critérios específicos estabelecidos pelo Procel. Atualmente, há nove laboratórios no país habilitados pelo Procel para emitir esses relatórios.

As luminárias LED deverão atender também a outros critérios, como: garantia do fornecedor de cinco anos; temperatura de cor correlata (TCC) entre 2700k e 5000k; e o valor de eficiência energética, medido e declarado mínimo 110 lm/W.

A Associação Brasileira de Iluminação (Abilux) lançou uma cartilha com orientações sobre luminárias LED para iluminação pública. Baixe a cartilha no O Estado Verde online: www.oestadoce.com.br/cadernos/oev.

 

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