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“Agradeça aos agrotóxicos por estar vivo”. Será?

terça-feira, 10 de outubro 2017

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Um livro que veio para polemizar. Lançado, ontem, em Fortaleza, “Agradeça aos agrotóxicos por estar vivo”, do jornalista Nicholas Vital, é uma obra que traz uma mensagem bem diferente daquela de Rachel Carson, no livro Primavera Silenciosa, lançado em 1962.

Se há 45 anos a bióloga alertou para os perigos dos agrotóxicos ou pesticidas, quanto ao equilíbrio ambiental e à saúde humana, ao ponto de influenciar na criação da Environmental Protection Agency (EPA) e fazer o então presidente americano, J.F. Kennedy, ordenar ao seu conselho consultivo para assuntos científicos a leitura do livro, Vital aposta no contrário.

Segundo o autor brasileiro, o leitor deve esquecer o noticiário e responder rápido: “você conhece, ou ao menos já ouviu falar, de alguém que tenha ido a um hospital por ingestão de resíduos de agrotóxicos em alimentos convencionais? Mesmo que seja um primo do irmão do amigo do vizinho? Aposto que não”.

Medo
O autor afirma que escreveu o livro com base em dados oficiais, “reais, e não em achismos ou preconceitos”. Ele garante que “espalhar medo é a principal arma da indústria dos orgânicos para ganhar mercado” e ressalta que os orgânicos que primam pela “pureza” são capazes até de matar – como ocorreu na Alemanha em 2011, graças a uma intoxicação alimentar pela bactéria E. coli.

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