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Atualização da ISO 14001: fundamental para a competitividade do negócio

Por Marcos Conde* - * Gerente de Auditoria e Certificação de Sistemas, da Intertek, líder global no segmento de testes, inspeções e certificações, atua em mais de 100 países (marcos.conde@intertek.com).

terça-feira, 21 de novembro 2017

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O desenvolvimento sustentável está, ao menos desde os anos 1980, no centro das discussões socioeconômicas e tecnológicas, e suas premissas foram alçadas, com justiça, ao patamar de condição inegociável para o crescimento de todos os setores da indústria nas próximas décadas. Nesse contexto, a norma ISO 14001, da International Organization for Standardization, é uma das mais importantes ferramentas na implementação de práticas sustentáveis.

Essa norma estabelece os requisitos mínimos para um Sistema de Gestão Ambiental (SGA), incluindo: uma política ambiental da organização, objetivos e metas ambientais, a gestão de aspectos e impactos ambientais (utilização de produtos químicos, resíduos, esgotamento de recursos naturais, energia, emissão de efluentes líquidos e gasosos etc.) e, ainda, o atendimento dos requisitos legais e o ciclo de vida dos produtos.
Em outras palavras, a ISO 14001 ajuda as empresas a identificar e reduzir quaisquer efeitos nocivos que suas atividades possam causar ao meio ambiente. Além dos evidentes benefícios ambientais, as empresas que demonstram seu compromisso com a agenda sustentável colhem ganhos reais e competitividade no mercado. Atualmente, a responsabilidade ambiental é um dos fatores mais importantes para a imagem institucional de uma marca, logo, o reconhecimento da postura ecológica é um diferencial fundamental para a indústria.

Em 2015 foi publicada a mais recente versão da ISO 14001, com a proposta de estreitar a relação entre meio ambiente, sociedade e economia – os três pilares da sustentabilidade – e fortalecer a Gestão Ambiental Estratégica. Uma mudança digna de nota e diz respeito à abordagem do ciclo de vida: a partir de agora a organização certificada deve planejar e implementar medidas de atuação considerando todo o ciclo de vida de suas atividades, produtos e serviços. Além disso, a gestão de risco passa a ganhar nova dimensão, sendo necessária a avaliação metodológica do impacto de possíveis eventos ambientais, negativos ou positivos.

Nem todas as empresas sabem, mas a ISO 14001:2015 entrará em vigência em setembro de 2018 – exatos três anos após a publicação da atualização. Assim, cabe alertar que as certificações já existentes não terão mais validade a partir da data referida. Portanto, recomenda-se que as empresas busquem a renovação até março de 2018, para que o processo esteja devidamente concluído até a data final, 14 de setembro de 2018.
Quando uma organização é certificada ISO 14001:2015, ela pode estar segura de que conta com um Sistema de Gestão Ambiental que contempla todos os requisitos legais aplicáveis, dispõe de objetivos, metas e planos de ação que promovem a melhoria continua do seu desempenho ambiental e, por consequência, minimiza o impacto de suas atividades, produtos e serviços em relação ao meio ambiente.

Sendo a preocupação com o desenvolvimento sustentável uma pauta de destaque em todo o mundo, o certificado ISO 14001 pode ser o elemento que separa as empresas bem-sucedidas das malsucedidas em exportações. Afinal, diversos países exigem a certificação em suas transações de importação, o que pode reduzir ou até dizimar as chances de empresas brasileiras à procura de oportunidades de negócios no mercado externo.
Para obter o certificado, é necessário que a empresa procure uma certificadora acreditada por organismos de acreditação com reconhecimento internacional. A instituição contratada terá auditores de conformidade especializados na averiguação dos padrões e regras estipulados pela ISO, como é o caso da Intertek, certificadora global acreditada pela ANAB (ANSI-ASQ National Accreditation Board).

Ceará na frente no Seminário de Boas Práticas Ambientais

O III Seminário de Boas Práticas e o I Fórum Internacional de Parcerias na Gestão das Unidades de Conservação acontecerá em Brasília no período de 27 a 29 de novembro. A Secretaria do Meio Ambiente do Ceará (Sema) enviou seis projetos, na categoria “Boas Práticas submetidas por servidores dos Estados”.
Das 10 iniciativas dos órgãos estaduais previstas no Edital, três projetos cearenses foram selecionados para participar do evento, deixando o Estado na primeira posição em relação a este quesito.
Os gestores e/ou responsáveis irão a Brasília apresentar as práticas contempladas, que são as seguintes: Projeto Chama Maré: uma abordagem às comunidades tradicionais e moradores do entorno do Parque Estadual do Cocó; Programa Agente Voluntário Ambiental: um instrumento de gestão para as Unidades de Conservação Estaduais do Ceará e Projeto Aflorar – Arie do Sítio Curió.

Experiências exitosas
O III Seminário de Boas Práticas e o I Fórum Internacional de Parcerias na Gestão das Unidades de Conservação é uma iniciativa do Instituto Chico Mendes – ICMBio. O objetivo do evento é difundir experiências exitosas através de parcerias na gestão das unidades de conservação (UCs).
Considera-se como uma Boa Prática de gestão com parceria, a iniciativa realizada com o apoio de parceiros que promova a inovação e/ou mudanças positivas na UC e que apresente potencial para ser replicada em outras UCs.
Atualmente, diversas iniciativas são implementadas nas UCs com a participação de parceiros de diferentes perfis, tais como associações comunitárias, entidades sem fins lucrativos, entidades governamentais, empresas e universidades. A diversificação das parcerias oportuniza melhores resultados nos arranjos de gestão das UC contribuindo para o alcance da missão do Instituto, gerando benefícios sociais e econômicos para a região.

Saiba mais no link da página do Seminário Boas Prática do ICMBio: ava.icmbio.gov.br/mod/

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