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Bom exemplo: prefeitura capacita professores em educação ambiental

terça-feira, 16 de Maio 2017

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Professores, coordenadores e mobilizadores de 18 escolas de Ensino Fundamental de São Gonçalo do Amarante estiveram reunidos para mais uma etapa do Curso de Responsabilidade Socioambiental. O curso teve como função difundir assuntos voltados para educação ambiental, como arborização, jardinagem, coleta seletiva e reciclagem nas escolas.

Ao todo, 12 atividades que contemplam o curso estiveram em debate durante um ano, com encontros presenciais bimestrais para educadores de ensino fundamental e mobilizadores sociais. A formação é uma iniciativa da Prefeitura de São Gonçalo do Amarante, por meio das Secretaria de Educação em parceria com a Secretaria de Meio Ambiente e Urbanismo e a Comissão de Educação Ambiental.
A segunda edição, que aconteceu no último dia 10, os educadores contaram com a presença do engenheiro de responsabilidade social da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP), Diego Rebouças, que falou sobre a importância da redução do consumo de água e energia, e o impacto do uso descontrolado dessas fontes. Em seguida, foram apresentadas as ações aplicadas nas escolas desde o primeiro encontro e a agenda da coleta seletiva, a ser realizada nos órgãos públicos, praias e praças do município.

Mudando hábitos
O Curso de Responsabilidade Socioambiental trabalha, de maneira interdisciplinar, setores que promovem a sustentabilidade. De acordo com a equipe de Educação Ambiental do município, o propósito inicial da formação é a mudança de hábitos e costumes sociais, que estão diretamente ligadas à educação, refletindo no instrumento político de formação cidadã.
A Coordenadora de Educação Sustentável, Dulcia Carvalho, conta que é necessário uma construção socioambiental coletiva. “O mais importante é a mobilização social que está acontecendo diariamente nas escolas. Isso pelos professores, coordenadores, e toda a equipe pedagógica em conjunto. O ponto principal é a consciência humana, e sabemos que isso não acontece da noite para o dia. Tudo é uma desconstrução para uma reconstrução social”, afirma a especialista.

Caminho certo
Os objetivos do curso vão de encontro com a Agenda de Desenvolvimento Sustentável (ODS) recomendada pela ONU, até 2030. Dentre os objetivos, a promoção de agricultura sustentável, proteção, recuperação e promoção do uso consciente dos ecossistemas. A gestão de forma responsável de florestas e o combate à desertificação, também estão inclusos.
De acordo com o órgão internacional, é preciso fortalecimento dos meios de implementação, revitalizando a parceria global para o desenvolvimento sustentável. Sendo essencial a participação de mobilizadores, educadores para integração dessas ações nas comunidades.

Exploração de petróleo: expira
prazo do Ibama

O recife de corais da Amazônia foi uma descoberta que deixou o mundo científico de queixo caído para não dizer admirados, por verem que a natureza encontra saídas para a vida em regiões que parecem inóspitas. Mas essa riqueza natural já está ameaçada pelo risco de operações petrolíferas em suas proximidades.
Expirou no último dia 13, prazo para o Ibama se manifestar sobre a Recomendação do Ministério Público Federal no Amapá (MPF-AP) para a suspensão da exploração de petróleo na foz do rio Amazonas, até que sejam avaliados os impactos da atividade na barreira de corais existente na região.
Pelo menos até ontem à noite, o Ibama não tinha dado nenhuma nota à imprensa, sobre o assunto. A Recomendação do MP-AP, além da suspensão das atividades petrolíferas, quer que seja reaberto e revisto o processo de licenciamento ambiental que autorizou a perfuração marítima no local.

Prejuízos irreparáveis
O MP entende que a atividade representa perigo ao ecossistema marinho brasileiro e dos países vizinhos. E para o MPF-AP, a licença concedida à empresa Total E & P do Brasil, responsável pelo trabalho de extração de petróleo no local, não levou em consideração o importante ecossistema existente no recife de corais da foz do rio Amazonas. A exploração em área próxima aos corais, sem o estudo de impacto ambiental adequado, pode trazer prejuízos irreparáveis ao bioma único e pouco conhecido.

Da Redação do OeV
oev@oestadoce.com.br

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