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Brasil emite mais poluentes para gerar menos riqueza

terça-feira, 14 de novembro 2017

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Mais por menos. O PIB brasileiro e o consumo de energia caíram nestes últimos três anos, mas o último caiu menos, o que aumentou a intensidade energética (PIB/Consumo energético) da economia brasileira. Enquanto o mundo está usando cada vez menos energia para produzir bens e serviços, o Brasil está ampliando o consumo para gerar o mesmo crescimento econômico.

Dados da IEA (Agência Internacional de Energia) mostram que a intensidade energética global caiu 1,8% em 2016. No Brasil subiu cerca de 2% no ano passado. O indicador caiu 5,2% na China, 2,9% nos EUA e 1,3% na União Europeia (UE). Nos cálculos da IEA, estas quedas geraram bônus de produtividade de US$1,1 trilhão para a China, US$ 532 bilhões para os EUA e US$ 260 bilhões para a UE.

Uso racional
Os números da AIE, que constam do relatório “Energy Efficiency 2017”, levam em conta a energia primária, ou seja, não apenas a geração de eletricidade, mas também a lenha ainda usada em lares brasileiros e o combustível de carros e caminhões, por exemplo.

No momento em que o Brasil discute o aumento na conta de luz, devido ao maior uso de termelétricas, e que os holofotes globais estão voltados para a COP-23, conferência do clima que acontece em Bonn, Alemanha, até 17 de novembro, pesquisadores da área de energia afirmam ser fundamental levantar a discussão sobre o uso racional dos recursos energéticos.

Causas estruturais
Em entrevista ao jornal O Globo, o pesquisador Gilberto Jannuzzi, da Unicamp, disse que a maior parte dos países que está conseguindo reduzir sua intensidade energética inclui aqueles que vêm adotando medidas mais rígidas para o cumprimento das metas de redução de emissões de carbono.
Para o pesquisador, entre os responsáveis pelo baixo desempenho brasileiro, que o pesquisador chamou de “causas estruturais”, estão: “o uso de tecnologias obsoletas, a falta de uma política de eficiência energética que leve a uma frequente renovação de equipamentos ineficientes (como ar-condicionado), além dos escassos investimentos em modernização de rodovias e mobilidade urbana, que levam os carros a consumirem mais combustível em congestionamentos.”

Na Conferência das Partes, o Acre está fazendo a sua parte

FOTO SÉRGIO VALE/SECOM/ACRE

Em sua segunda agenda do dia na COP23, em Bonn, na Alemanha, o governador Tião Viana participou, domingo (12) do painel: O Desafio de Balikpapan: Uma Abordagem Global para o Desenvolvimento de Baixas Emissões em Regiões de Florestas Tropicais. O evento paralelo é realizado pelo Earth Innovation Institute [Instituto de Inovação da Terra, em tradução livre].

Junto a governadores de outras regiões do planeta, Tião Viana contextualizou a participação do Acre ao longo das últimas edições da COP, no Peru e na França. Falou também sobre como o estado tem colocado em prática os compromissos mútuos firmados pelos governos subnacionais na Declaração de Rio Branco, durante a reunião da Força-Tarefa dos Governadores para o Clima e Florestas [o GCF, sigla original em inglês], em 2014.
*Com apoio de assessoria de imprensa.

Por Tarcilia Rego
tarciliarego@oestadoce.com.br

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