26 C°

domingo, 22 de outubro de 2017.
Fortaleza, Ceará, Brasil.

"você jamais será livre sem uma imprensa livre." - Venelouis Xavier Pereira

Como lidar com a falta do saneamento básico no Brasil

terça-feira, 11 de abril 2017

Imprimir texto A- A+

Avançamos muito pouco no quesito de saneamento e isso é grave, pois são inúmeros os danos que esse cenário pode trazer à população. De acordo com uma pesquisa realizada em 2015 pelo Instituto Trata Brasil, em parceria com a consultoria GO Associados, 50,3% dos brasileiros têm acesso à coleta de esgotos e, desse resultado, somente 42% dos esgotos são tratados. Diante desses números e diante da escassez hídrica, é importante aproveitar o Dia Mundial da Água, celebrado no último 22 de março, para debater a questão do saneamento básico.

É que outro dado significativo apresentado nesse estudo também chama a atenção: em 24 capitais brasileiras, menos de 80% dos esgotos são tratados.
Basta olhar para um dos grandes problemas da saúde pública no momento: a proliferação do mosquito Aedes Aegypti e o consequente aumento desenfreado dos casos de dengue, chikungunya e vírus zika. Isso ocorre porque o esgoto a céu aberto se acumula em poças, que se misturam às águas da chuva e se transformam em novos criadouros para o mosquito.

Uma publicação da Organização Mundial da Saúde (OMS), World Health Organization (WHO), de 2002, trata sobre a redução de riscos e promoção de uma vida saudável, o documento diz que efeitos adversos à saúde estão ligados à ingestão de água insegura associada à higiene inadequada e motivadas pela falta de acesso ao saneamento e gestão inadequada dos recursos e sistemas hídricos, sendo que a diarreia infecciosa é o maior fator de contribuição para carga de doenças associadas à agua, ao saneamento e à higiene. A diarreia infecciosa é responsável por cerca de 4 bilhões de casos a cada ano.

Outras doenças, como a febre tifoide, hepatite A e E, pólio e cólera também são potencialmente causadas pela falta de tratamento da água.
Além das muitas vítimas, o combate a essas doenças também afetam diretamente os cofres públicos, afinal investir em saneamento e prevenir os danos custa bem menos que cuidar de um paciente internado. Já é de conhecimento que, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cada dólar gasto com o saneamento básico representa uma economia de US$ 4,3 com a saúde.

Embora seja uma realidade distante de boa parte da população, algumas soluções químicas são extremamente eficazes para minimizar os níveis de contaminação da água e capazes de contribuir diretamente com a qualidade de rios, lagos, represas e lençóis freáticos.
Para auxiliar no tratamento feito tanto por administrações públicas quanto por privadas, empresas nacionais trabalham constantemente no desenvolvimento de sistemas e produtos altamente eficazes e seguros, como o Cloro ideal para desinfecção de águas e esgoto. Soluções a base de cloro já são aplicadas a mais de cem anos, por exemplo, em estações de tratamento e também em indústrias de alimentos e bebidas. É o meio mais eficaz e barato para prevenir doenças, eliminar parasitas, vírus, fungos e bactérias.

Ter água limpa e saneamento básico é mais que um direito, é sinônimo de qualidade de vida e saúde para a população. Por isso, o Dia da Água deve ser visto como uma oportunidade perfeita para chamarmos a atenção do poder público, da sociedade civil e da iniciativa privada para um dos grandes problemas do país que necessita urgente de uma solução.

NAT GEO RUN é a primeira corrida no Brasil a usar uma camiseta sustentável
Todos os participantes NAT GEO RUN, corrida que acontecerá dia 23 de abril, em São Paulo, irão receber uma camiseta especial feita com Amni Soul Eco®, o primeiro fio de poliamida biodegradável do mundo. O material permite uma redução no tempo de decomposição da peça na natureza, contribuindo para a preservação do meio ambiente e para um mundo melhor para as futuras gerações. Será a primeira corrida no Brasil a utilizar um tecido considerado sustentável, do vestuário esportivo.

Enquanto um tecido convencional demora em média 50 anos para se decompor, uma camiseta feita com o inovador material demora três anos, já que o processo de biodegradação do fio só começa quando a peça é descartada corretamente em aterro sanitário. Além do aspecto ambiental, a camiseta também cumpre exigências dos atletas: o tecido desenvolvido pela empresa Solatex é leve, macio e possui conforto térmico. A cada ano a NAT GEO RUN, corrida com a marca National Geographic, convoca milhares de pessoas em diferentes países ao redor do mundo com intuito de estimular a prática esportiva, e também de conscientizar as pessoas sobre a necessidade em se preservar o meio-ambiente, a importância no manejo dos recursos naturais da Terra, promovendo mudanças significativas nos hábitos cotidianos que contribuam para deixar o legado de um mundo melhor às futuras gerações. A primeira NAT GEO RUN aconteceu nas Filipinas em 2010 e desde então tem se replicado globalmente.

Por Elias Oliveira*
* *Gestor institucional da unidade de negócio Sabará Químicos e Ingredientes do Grupo Sabará e membro da Comissão de Estudo de Produtos Químicos para Saneamento Básico, Água e Esgoto da ABNT.

outros destaques >>

Facebook

Twitter