29 C°

sábado, 22 de julho de 2017.
Fortaleza, Ceará, Brasil.

"você jamais será livre sem uma imprensa livre." - Venelouis Xavier Pereira

Crise hídrica e o colapso da logística brasileira

terça-feira, 04 de julho 2017

Imprimir texto A- A+

Quando pensamos em falta de água, logo realizamos a relação com o consumo humano, seja ligado à ingestão direta, higiene, produção e cultivo de alimentos ou coisas relacionadas. Entretanto, outro ponto importante e que pouca gente leva em consideração é como a crise hídrica afetaria de forma muito relevante à logística, dentro do Brasil.

Antes de entender como isso pode ocorrer, temos que ampliar a visão de que isso só ocorreria ou impactaria no fator humano, e isso pode ser mais profundo e muito mais amplo, pois o cenário nacional possui características únicas.

Temos que partir do ponto que a falta de água iria inviabilizar a reutilização de veículos e/ou carrocerias em um tempo hábil para sua reutilização. Existem produtos que necessitam de um transporte muito específico e que não possuem uma oferta adequada de veículos, por isso, muitos são utilizados, higienizados e, depois, utilizados novamente. Isso é importante para manter o custo do transporte dentro de condições possíveis para os embarcadores e para aqueles que realizam o transporte. Caso não fosse possível reutilizar, o custo do frete, nesses casos, seria mais elevado, e impactaria o mercado assim como todas as demais camadas.

Outro ponto importante é o transporte de cargas hidroviário, que, atualmente, já possui limitações dentro do Brasil, mas que acabam auxiliando, de forma importante, os demais modais disponíveis. O desaparecimento dessa válvula de escoamento iria sobrecarregar o transporte rodoviário de uma forma tão grande que o mesmo não teria condições de suportar a demanda. E isso se desdobraria em um colapso gigantesco na logística brasileira: transportes não conseguiriam ser realizados, produtos iriam passar de seus prazos de validade, não chegariam aos distribuidores e mercados em tempo hábil para a comercialização.

Isso também refletiria sobre as vias nacionais que teriam um volume maior de caminhões nas estradas, se deteriorando com mais rapidez. Além disso, o volume de tráfego também seria maior, o que causaria mais congestionamentos, atrasando os fretes ainda mais. Seguindo essa linha, o meio ambiente também sofreria, pois a emissão de CO2 seria maior, ampliando o impacto que hoje já é grande.
Todos os anos, alguma região do País sofre com a seca e naturalmente pensamos em como isso afeta diretamente nosso cotidiano. Mas, a questão que devemos refletir é que isso é muito maior do que a calçada que deixamos de lavar ou o banho reduzido de 10 para 5 minutos. O importante é observar que todo um ecossistema maior sofre com a falta de água e isso, pode ser catastrófico para setores primordiais da sociedade.

AL aprova criação do Selo Escola Sustentável

Assembleia Legislativa (AL) acaba de aprovar projeto de lei 038/2017, que cria o Selo Escola Sustentável iniciativa das secretarias estaduais de Educação (Seduc) e Meio Ambiente (Sema). “O objetivo é fomentar a consciência e o engajamento da comunidade escolar em relação ao uso racional dos recursos públicos e naturais”, explica Artur Bruno, titular da Secretaria de Meio Ambiente. Cerca de 700 escolas estaduais concorrerão à certificação e prêmios.

Segundo Bruno, a meta é reduzir os impactos ambientais nas escolas, promovendo a melhoria da qualidade de vida e de trabalho nestes espaços. Ou seja, a Educação Ambiental deverá ser ferramenta de planejamento e gestão escolar, bem como mecanismo de incentivo ao uso de metodologias de ensino interdisciplinares, baseadas no contato com a natureza.

“Queremos consolidar uma mentalidade sustentável desde cedo, começando com as crianças e jovens, de forma que eles incentivem e repitam estas práticas em suas casas, influenciando toda a comunidade escolar”, completa o secretário.

Selo
O Selo terá validade de três anos e será atribuído a partir do julgamento do Comitê Gestor, composto por servidores da Sema, Seduc, representantes das Comissões de Educação e Meio Ambiente da AL, do Coema e do Conselho Estadual de Educação, que premiará escolas com melhor classificação.
A decisão do Comitê será pautada a partir de vários critérios, tais como uso de materiais sustentáveis, gestão eficiente da água, uso de energias limpas, práticas de respeito ao patrimônio cultural e ecossistemas locais, práticas de promoção dos direitos humanos e promoção do conhecimento das condições do bioma e clima locais.

Por Reinaldo Menegazz*
* Chefe de frota da CargoX, primeira transportadora do Brasil sem frota própria, baseada em tecnologia e inovação, operando conectada em tempo real, por meio de um aplicativo próprio, a uma rede de mais de 100 mil motoristas autônomos.

outros destaques >>

Facebook

Twitter