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Decoração natalina requer cuidados

Por Tarcilia Rego* oev@oestadoce.com.br

terça-feira, 05 de dezembro 2017

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FOTO DIVULGAÇÃO

As fachadas de casas e edifícios já começam a brilhar sob o efeito das luzinhas pisca-piscas e coloridas, prenunciando o Natal. Uma cena que empolga e remete àqueles que transitam pelas ruas da Fortaleza, à alegria e à vontade de fazer também, uma decoração natalina.

Nada mais legal do que a ideia festiva de montar uma decoração natalina. Mas, é preciso atenção e cuidado com alguns aspectos. Quem alerta é a Enel Distribuição Ceará: “apesar da beleza que a decoração proporciona, ela também oferece riscos às pessoas. Por isso, é preciso utilizar com eficiência e segurança a energia natalina em árvores de natal, jardins, praças, varandas, janelas, shopping e lojas”.

Benjamins
O engenheiro especialista em Eficiência Energética, Marcony Melo, da Enel, chama atenção para um perigo comum não só na época de arrumar a decoração natalina. “Um perigo a que muitas pessoas estão expostas frequentemente sem sequer perceberem é com relação aos benjamins ou ‘T’s’”. Segundo o engenheiro, o acessório concentra em um ponto só intensidade de correntes elevadas, que podem provocar aquecimento, chegar ao ponto do derretimento do “T” e causar um princípio de incêndio. Além disso, sendo um ponto quente, ele automaticamente aumenta o consumo de energia. Ou seja, significa desperdício, já que a energia é transformada em calor sem nenhuma utilidade.
De acordo com Marcony, para você fazer uma boa instalação de iluminação para o Natal, é preciso identificar o local, depois dimensionar corretamente os enfeites natalinos. Em seguida, providenciar as ligações bem dimensionadas e fazer o isolamento de emendas e tomadas.

É comum que os enfeites e pisca-pisca sejam aproveitados de um ano para o outro. A distribuidora recomenda que se verifiquem as condições desses fios. Se estiverem ressecados, rachados ou mesmo rompidos ou se houver lâmpadas quebradas, é recomendável evitar usá-los e comprar novo material, sob risco de colocar toda a decoração em perigo.

Consumo
A dona de casa, Rita Barbosa, que mora na região do Centro, em Fortaleza, conversou com o Estado Verde e contou que nunca se preocupou com “perigo algum” na hora de instalar a sua árvore de Natal. “Todo ano eu pego a caixa com as coisas de Natal, remonto, coloco as bolinhas, luzinhas e depois ligo tudo. Se tem alguma bolinha quebrada eu reponho. Faço o mesmo com as lâmpadas queimadas. O que me preocupa as vezes, é o consumo de energia”, disse.

De acordo com o especialista, nesse caso, para diminuir o consumo é preciso reduzir o tempo de funcionamento das lâmpadas decorativas. Considerando apenas um conjunto padrão de 100 “pisca-piscas”, com 50W de potência, consome 16,5 KWh/mês. Se ligado por 11 horas diárias, das 19h às 6h da manhã, por exemplo, pode significar um aumento de R$ 14,14 na conta de energia.

Na hora de adquirir o conjunto dos chamados “pisca-piscas”, é importante atentar também para uma informação dada em watts (W), contida na embalagem, que corresponde à potência demandada por determinado produto. Quanto maior for a potência, maior será o consumo do enfeite de Natal.
*Com informações da assessoria de imprensa da Enel.

 

Dicas do especialista
– Desligue o conjunto da tomada de energia ao substituir lâmpadas e nunca execute esse procedimento puxando a tomada pela fiação;
Outra dica é o uso de produtos com a tecnologia Led, que consomem menos energia e são mais seguros;
Não coloque as luzes próximas a enfeites feitos de papel ou cartolina, por exemplo. O ideal é não usar esse tipo de decoração na árvore se a ideia é colocar pisca-piscas nela;
Estabeleça um horário definido para ligar e desligar, sendo o ideal das 18h à meia-noite, evitando desperdício de energia e riscos de acidentes e princípio de incêndio;
Evite deixar a instalação em área sujeita à chuva ou alagamento e não deixe a fiação ao alcance de crianças;
Não instale o conjunto de lâmpadas decorativas em estrutura metálica e também pontiaguda;
Os fios desencapados provocam choques, curtos-circuitos e, às vezes, incêndios. Passar fios por baixo de tapetes ou por trás de cortinas também pode causar incêndios.

Acordo leva slow food para agricultores do semiárido

Um acordo assinado entre o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida), Movimento SlowFood e Semear Internacional (Fida/IICA) beneficiará diretamente produtores rurais dos projetos atendidos pelo Fida no semiárido nordestino em ações que impulsionarão atividades agrícolas sustentáveis e orgânicas.
Assinado pelo gerente do Fida para o Brasil, Paolo Silveri, e a diretora Valentina Bianco, da SlowFood Internacional para o Brasil, o acordo oficializa o início dos trabalhos no âmbito da existente doação do Fida de U$ 900 mil para o trabalho da SlowFood Internacional nos projeto Fida dentro e fora do Brasil, integrando-as com as atividades dos projetos em execução do Fida no Brasil e do Programa Semear Internacional.

A assinatura aconteceu no último dia 29, em Maceió, Alagoas, dentro da programação do 10º Fórum dos Gestores Estaduais Responsáveis pelas Políticas de Apoio à Agricultura Familiar no Nordeste e em Minas Gerais.

Serão realizadas atividades como desenvolvimento de produtos para a Arca do Gosto e Fortaleza Slow Food, capacitações em ecogastronomia junto às comunidades rurais, envolvendo jovens, mulheres, indígenas e quilombolas, além da difusão destas práticas nas demais regiões do Nordeste e Minas Gerais.
As ações a serem realizadas nos territórios de atuação dos Projetos FIDA no Brasil, envolverão comunidades da agricultura familiar, extrativismo, indígenas e povos tradicionais, considerando o equilíbrio de gênero e promovendo a participação dos jovens. Através dessa parceria, novas comunidades beneficiárias dos projetos FIDA serão inseridas na rede Slow Food / Terra Madre e nos programas Arca do Gosto e Fortalezas Slow Food.

Saiba mais
O Fida investe na população rural, empoderando-a para reduzir a pobreza, aumentar a segurança alimentar, melhorar a nutrição e fortalecer a resiliência. Já o Semear, é um programa de gestão do conhecimento em zonas semiáridas do Nordeste do Brasil, e é implementado em parceria pelo Fida/IICA e o SlowFood é um movimento criado em 1986, pelo italiano Carlo Petrini e que conta com apoiadores em mais de 150 países. Surgiu como um contraponto ao fast food.

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