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Dia da Terra: repensar um novo mundo

terça-feira, 18 de abril 2017

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Em 22 de abril o mundo celebra o Dia Internacional da Mãe Terra ou Earth Day Network. A comemoração anual é uma homenagem ao nosso Planeta único e ao lugar que nele ocupam, os seres humanos. Tem também, a intenção de destacar a falta de atenção da humanidade para com os recursos e os ecossistemas que suportam a vida sobre o Planeta. O dia foi criado em 2009 pela Organização das Nações Unidas (ONU).
É o maior dia do ano para o Planeta e o desejo é que todos os habitantes do mundo realizem algum ato que o proteja. Este ato é cuidado que deve ser conservado, alimentado, durante o resto do ano, o resto de nossas vidas. Para o ano de 2017, foi definido o seguinte tema: “Instrução ambiental e climática” (Environmental and Climate Literacy).
De acordo com a ONU, nos próximos vinte anos, o mundo vai necessitar de 50 por cento mais de alimentos… 45 por cento mais de energia… 30 por cento mais de água… e muitos milhões de novos empregos… De onde tirar tantos recursos naturais, para atender demanda tão grande?

Mudar padrões
Só temos uma caminho, digo eu, na condição de educadora ambiental: assegurar padrões de produção e de consumo sustentáveis e criar uma consciência comum, por exemplo, dos efeitos dos impactos advindos dos processos produtivos, fortalecendo a ideia de conservação da biodiversidade e dos estoques ecossistêmicos. Significa colocar em prática o Objetivo do Desenvolvimento Sustentável 12 (ODS 12), um dos pontos da nova agenda de desenvolvimento, adotada em 2015, pelas Nações Unidas.
A redução do consumo de bens e serviços, por definição, diminui a demanda por energia e, em consequência, contribui para baixar as emissões de CO2, além de conduzir a humanidade perdulária, num caminho mais sustentável. Sob o ponto de vista econômico, reduzir consumo pode ser uma medida muito controvérsia. Mas este é um tema para outra matéria.

ODS 12
Quero destacar entre as metas do ODS 12, aquelas propostas para serem alcançadas até 2030, como “a gestão sustentável e o uso eficiente dos recursos naturais; reduzir pela metade o desperdício de alimentos per capita mundial, nos níveis de varejo e do consumidor, reduzir as perdas de alimentos ao longo das cadeias de produção e abastecimento, incluindo as perdas pós-colheita; e reduzir substancialmente a geração de resíduos por meio da prevenção, redução, reciclagem e reuso”.

Dia começou nos EUA
Pode-se dizer que a criação da data, marca também, o aniversário do que muitos consideram, o nascimento do movimento ambientalista moderno. Ao final da década de 60, a situação ambiental nos Estados Unidos (EUA) estava crítica; leitos de rios pegavam fogo, tal a intensidade da carga de resíduos tóxicos, inflamáveis e perigosos, neles descartados.

Quando chegam 1970, nos EUA, a ordem do dia era protestar, fosse a favor do meio ambiente e contra a Guerra do Vietnã. O então senador norte-americano Gaylord Nelson, inspirado pelos protestos dos jovens, cria a data no dia 22 de abril de 1970 e, consequentemente, consegue colocar o tema da preservação ambiental, na agenda política norte americana.
A até então, a data que só era comemorada nos Estados Unidos, começa a ganhar força e, na década de 90, repercute mundialmente. Somente em 2009, quase 40 anos depois do movimento iniciado pelo senador Nelson, a ONU estende a data para todas as nações e institui o Dia Internacional da Mãe Terra.

Por Tarcilia Rego
oev@oestadoce.com.br

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