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Fiec entrega à sociedade as Rotas Estratégicas Setoriais

terça-feira, 10 de outubro 2017

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“Sustentável” significa dar continuidade sem depreciar; significa melhorar as condições econômicas, ambientais e sociais de uma determinada área ou mesmo de um setor produtivo, de modo que as partes interessadas possam levar uma vida saudável, produtiva e agradável.
Essa visão de fazer a economia crescer, sem impactar de forma negativa a sociedade e o meio ambiente, é, justamente, o conceito que está por trás do Rotas Estratégicas Setoriais 2025, um dos projetos do Programa para Desenvolvimento da Indústria, iniciativa do Sistema FIEC em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e Sebrae.

Traçar caminhos
As rotas têm o objetivo de traçar os caminhos para atrair, reter e desenvolver pessoas, empresas e investimentos focados na inovação e na sustentabilidade de importantes setores para a economia do nosso Estado.
No último dia 3, no auditório Waldyr Diogo, na Casa da Indústria, aconteceu a solenidade de entrega dos resultados de seis últimas Rotas Estratégicas dos setores: Indústria Agroalimentar, Biotecnologia, Produtos de Consumo (calçados, confecções e móveis), Economia do Mar, Turismo & Economia Criativa, Meio Ambiente.
Segundo a economista, Beatriz Teixeira Barreira, gerente do Núcleo de Economia e Estratégia, da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec), responsável pela coordenação do projeto, em território cearense, “o Rotas Estratégicas 2025 é um projeto de dois anos que encerra com a entrega de mais seis rotas”, disse.

“Sete já foram entregues, e hoje, totalizamos os treze setores industriais. É uma entrega para o Estado e que não para por aí. A partir de agora a gente vai arregaçar as mangas e começar o Master Plan que é exatamente o projeto pós-rota. Vamos à prática, para não engavetar todo esse material rico que a gente produziu e que não cair no esquecimento.”

Grande indutora
Mas o que rotas têm a ver com o desenvolvimento de negócios? Quem falou com o Estado Verde sobre o assunto foi a arquiteta Águeda Muniz, titular da Secretaria de Urbanismo e Meio Ambiente de Fortaleza (Seuma). “Nós moramos em uma cidade e as rotas estratégicas trabalham com as atividades na cidade. Afinal, a rota é uma coisa que se movimenta, que vai além, que volta atrás, que vai pra frente, e isso faz com que os negócios e as atividades sejam propulsores de desenvolvimento”, disse a secretária.

“Enquanto Sema, nós participamos de várias rotas estratégicas, a Rota dos Minerais a do Meio Ambiente e outras rotas que o trabalho envolveu. Esse trabalho é de extrema importância para a cidade, um trabalho que não foi feito pelo poder público, mas teve a participação e a parceria do mesmo. Realmente um trabalho participativo e no qual toda a sociedade se envolveu. É muito importante a gente ter um processo, uma proposta como essa, para Fortaleza, que envolve a Cidade como um todo.”

De acordo com a economista Beatriz Barreira, a “Fiec é a grande indutora” desse trabalho. “Todas as rotas foram feitas de forma muito colaborativa entre governos, academia, empresas privadas, sindicatos, e agora a próxima etapa vai trabalhar também de forma setorial”, explica.
Uma rota estratégica gera 400 ações. “E essas ações são divididas entre curto, médio e longo prazo e a partir daí elas vão ser priorizadas e ‘progetizadas’ com muita colaboração. São ações ligadas a todo o ecossistema – sociedade como um todo – e a Fiec é o grande articulador e lutou para colocar pra frente essas ações”, encerra, referindo-se às rotas.

2025: Ceará sendo referência em gestão e negócios ambientais

Por ocasião da solenidade de entrega das treze rotas, pela Fiec, à sociedade cearense, coube ao economista Guilherme Muchale, do Núcleo de Economia do Sistema FIEC, apresentar o resultado do trabalho. Especificamente, o Estado Verde conversou com ele sobre a Rota Estratégica Setorial 2025 – Meio Ambiente.
Segundo ele, foram construídas por cinquenta especialistas e dentro do conceito da metodologia, que contempla a construção coletiva, três visões de futuro. “Cada um desses 50 construiu, em conjunto, as três visões de futuro, com ações ligadas à parte de mercado, educação e cultura, politica de Estado e articulação”, disse.

“Uma convergência dos mais diversos atores para fortalecer a temática da sustentabilidade e do meio ambiente, para que realmente tenha um papel de destaque nas estratégias industriais, nos próximos dez anos”, explicou.

“Dentro das quatro temáticas estão 348 ações estratégicas para trabalhar e para consequentemente realizar essas visões de futuro e aí a gente tem as mais diversas tecnologias chaves mapeadas.”
Ele citou questões como a Análise de Ciclo de Vida do Produto (ACV), a parte de biorrefinarias, “a biotecnologia que vem muito forte, tanto que um dos eixos da Rota de Biotecnologia é biotecnologia para meio ambiente, o que acaba juntando forças”.

Três temáticas
A Rota Meio Ambiente trabalhou com três temáticas: uma muito forte de gestão ambiental industrial, com foco em aumentar a sustentabilidade da indústria e que criou a visão de futuro, “Ceará, referência em Gestão Ambiental”; Gestão e Conservação do Meio Ambiente, que pretende tornar o Ceará, até 2025, uma referência regional no uso sustentável dos recursos naturais e na convivência harmônica com o meio ambiente e a parte de Negócios Ambientais, o Ceará sendo reconhecido até 2025 pelo desenvolvimento de negócios ambientais que contribuam para a sustentabilidade da indústria e da economia.

Implementação
Questionei junto ao economista, como fazer tudo isso virar realidade, quando a gente percebe A nossa indústria, ainda muito distante do que chamamos de tecnologias limpas? Como fazer tudo isso chegar o mais rápido possível na prática e sair da retórica? Ou seja, entrar de verdade no novo paradigma da Economia Verde.
Muchale respondeu que tem a metodologia de implementação. “A gente reúne essa inteligência coletiva novamente, prioriza o que é mais importante para ser feito em curto prazo trabalhar as ações prioritárias e as transforma em projetos e cada ator vai fazer a sua parte nesses projetos”, disse.
“Obviamente que a Fiec tem as prioridades dela, principalmente na parte de gestão ambiental para a indústria. Mas isso não quer dizer que todo o trabalho que fazemos de prospecção de futuro é um trabalho coletivo, então as prioridades vão ser coletivas, por mais que eu te diga que a prioridade da Fiec possa ser o reúso da água na indústria, mas aí, quando a gente trabalhar isso coletivamente, vamos ver também o interesse das demais instituições.”

Saiba mais
O projeto Rotas Estratégicas Setoriais tem o objetivo de construir coletivamente, com especialistas da academia, setor produtivo e governo, caminhos possíveis de desenvolvimento para os segmentos e áreas estratégicos, com a identificação de entraves existentes, ações resolutivas estratégicas e tecnologias-chaves para a competitividade do setor, ilustrados em roadmaps, ou seja, mapas de trajetórias a serem percorridas para materializar, em até dez anos, o potencial percebido em cada um dos setores e áreas identificados como promissores para o Estado.
Os 17 setores e áreas priorizados como Setores Estratégicos para o Ceará foram organizados em 13 Rotas Estratégicas e entregues a sociedade cearense pela Fiec. Confira: Água; Biotecnologia; Construção e Minerais Não Metálicos; Economia Criativa e Turismo; Economia do Mar; Energia; Indústria Agroalimentar; Logística; Meio Ambiente; Eletrometalmecânico; Produtos de Consumo: Couro & Calçados; Confecções; Madeira & Móveis; Saúde; Tecnologia da Informação & Comunicação – TIC.
As publicações referentes aos temas, já estão todas disponibilizadas no portal da Fiec: /www1.sfiec.org.br/nucleodeeconomia/programas/92187/rotas-estrategicas-setoriais

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