28 C°

quarta-feira, 23 de agosto de 2017.
Fortaleza, Ceará, Brasil.

"você jamais será livre sem uma imprensa livre." - Venelouis Xavier Pereira

Fundamental na nossa vida, o solo também tem um dia

terça-feira, 11 de abril 2017

Imprimir texto A- A+

Que tal comemorar o Dia Nacional da Conservação do Solo? E solo tem dia? Claro! Se você duvida, pare diante da sua próxima refeição e pense onde tudo começa: na terra, também chamada solo. O espaço que o homem demarcou como o seu território, o seu lar. Não por acaso o nosso planeta se chama Terra.
A salada, o arroz, o feijão, antes de chegar à mesa passaram pelo solo. Com o bife não é diferente, o capim que alimenta o gado que é abatido para nos alimentar, um dia, também foi plantado em terra fértil. Dos vegetais, passando pelos minerais, cereais, chegando às proteínas animais, tudo depende de um bom solo, até mesmo a água.

Resta-nos cuidar
Portanto, a base da vida animal é a produção vegetal, que nasce e cresce a partir da interação sol, plantas e solo. A nós resta-nos cuidar muito bem dele. É um componente fundamental do ecossistema Terra. O ciclo hidrológico, por exemplo, depende do tipo de solo e de sua conservação para que a água das chuvas possa se infiltrar e alimentar as reservas subterrâneas que, por sua vez, garantem as nascentes e os rios.
Esta não é uma razão para comemorar? A Lei Federal 7.876/1989 institui 15 de abril como o Dia Nacional da Conservação do Solo. A data foi criada com o objetivo de desenvolver um pensamento crítico na população sobre a importância do solo, como um recurso natural, para a produção de alimentos, por exemplo.
A data é uma referência ao nascimento do conservacionista estadunidense Hammond Bennett (1881–1960), que desempenhou destacado papel nesta área e por isso foi considerado, nos Estado Unidos, como o “pai” da conservação do solo. Existem ainda outras datas destinadas a celebração do solo, como o Dia Internacional do Solo (5 de dezembro) e Dia Internacional da Mãe Terra (22 de abril).

Degradação
Mas nem tudo é comemoração. O Relatório da Agência da ONU para a Alimentação e a Agricultura (FAO) – Status of the World’s Soil Resources – que reúne o trabalho de cerca de 200 cientistas do solo de 60 países e lançado em dezembro de 2015, revela que 33% dos solos do mundo estão degradados por erosão, salinização, compactação, acidificação e contaminação.
A degradação resulta de processos naturais que podem ser induzidos ou catalisados pelo homem. O processo de degradação dos solos produz a deterioração da cobertura vegetal, do solo e dos recursos hídricos. Através de uma série de processos físicos, químicos e hidrológicos essa deterioração provoca a destruição tanto do potencial biológico das terras quanto da capacidade das mesmas em sustentar a população a ela ligada.

Saiba mais
Litosfera: a vida no planeta surgiu inicialmente na água, todavia foi no solo que a raça humana se fixou e desenvolveu-se através dos tempos. Vivemos na “Litosfera”, a camada sólida mais externa da crosta terrestre, sendo considerada a mais importante para nós seres vivos. Essa camada que recobre o globo é um sistema complexo não renovável quando “medido na escala antropológica do tempo”.
Brasil: com 851 milhões de hectares de área territorial, o País possui centenas de tipos de solos. Descontando-se a área coberta por águas, os solos brasileiros se estendem por 835 milhões de hectares, onde as lavouras e pastagens ocupam cerca de 40%, as florestas e áreas protegidas cerca de 50% e os 10% restantes se referem a cidades, estradas, etc.
Mudança Climática: Existe incerteza sobre o que pode ocorrer com o solo em função das mudanças climáticas. Segundo pesquisadores da Embrapa, o aquecimento do planeta está elevando o nível do mar, “que se infiltra mais para dentro do continente nas regiões costeiras (chamadas línguas salinas)”.

Embrapa Solos reinaugura Unidade Demonstrativa no Rio

Amanhã (12 de abril), a Embrapa Solos, na cidade do Rio de Janeiro-RJ, promove o seminário Manejo e Conservação do Solo e da Água, com o propósito de celebrar o Dia Nacional da Conservação do Solo. Na ocasião será reinaugurada a Unidade Demonstrativa Francesco Palmieri.
Localizada em uma área de 100 metros quadrados no terreno do Centro de Pesquisa, no bairro do Jardim Botânico, a unidade contará com práticas conservacionistas, como terraços, bacia de retenção, adubação verde, fixação biológica de nitrogênio, cobertura morta, cordão vegetado com capim vetiver, curva de nível e compostagem.
“Na compostagem utilizamos os resíduos orgânicos gerados na própria Embrapa Solos, podemos conseguir até cinco toneladas de composto por ano”, conta o pesquisador Claudio Capeche, que coordenou a implantação da Unidade Demonstrativa com apoio da analista Julia Stuchi e do assistente Carlos Renan.
Estão plantadas na Unidade Demonstrativa capim vetiver, mucuna cinza e preta, crotalaria juncea, feijão de porco e um pequeno canteiro de girassol. A Unidade receberá as escolas do programa Embrapa Escola que receberam ações de transferência de tecnologia e educação ambiental.

Por Tarcilia Rego
tarciliarego@oestadoce.com.br

outros destaques >>

Facebook

Twitter