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Maior programa ambiental do Brasil supera meta de 60 milhões de hectares

terça-feira, 05 de dezembro 2017

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Uma grande notícia para as florestas brasileiras. No ano que completa 15 anos o Programa Áreas Protegidas da Amazônia (Arpa), supera sua meta ao confirmar o apoio à conservação de mais de 60 milhões de hectares, atuando em 117 unidades de conservação – uma área maior que a Alemanha ou duas vezes o tamanho da Itália.

O Programa (www.programaarpa.gov.br) criado em 2002, assim se estabelece, como o maior programa de conservação de áreas florestais do mundo ao conservar 15% do território da Amazônia brasileira, além de representar, hoje, a principal estratégia de conservação da biodiversidade, para o bioma amazônico.
A boa nova foi anunciada em um evento de comemoração dos 15 do Programa, realizado pelo WWF e Ministério do Meio Ambiente (MMA), dia 1º de dezembro, no Museu do Amanhã, no Rio de Janeiro.

Na ocasião, Sarney Filho, titular do MMA, afirmou que a iniciativa permitiu que nestas áreas o desmatamento fosse 2,3 vezes menor do que nas unidades de conservação que não fazem parte do programa. “O grande desafio é fazer com que essas unidades cumpram seus objetivos de conservação, de forma participativa e transparente, o que é feito com apoio dos recursos de doação e do próprio governo”, afirmou o ministro.

Recursos internacionais
Para Mauricio Voivodic, diretor-executivo do WWF-Brasil, “o programa Arpa acaba servindo como um buffer no combate de possíveis retrocessos na agenda ambiental”, devido a que a captação de recursos internacionais implicou assinar compromissos na área de conservação. “O governo assumiu esses compromissos e não pode correr o risco de perder os investimentos”, disse Voivodic à AFP.

O Arpa capta financiamento, entre outros, do Global Environment Facility, do governo alemão, do Fundo Mundial para a Natureza (WWF) e do Fundo Amazônia (administrado pelo BNDES), com o propósito de consolidar um modelo de desenvolvimento sustentável como alternativa à exploração ilegal de recursos.

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