29 C°

sexta-feira, 24 de novembro de 2017.
Fortaleza, Ceará, Brasil.

"você jamais será livre sem uma imprensa livre." - Venelouis Xavier Pereira

Movimentos realizam ato-show pelo Parque do Cocó

segunda-feira, 25 de Março 2013

Imprimir texto A- A+

DA REDAÇÃO DO ESTADO ONLINE
online@oestadoce.com.br
Fonte: Assessoria de Imprensa

Na próxima segunda, dia 25 de março, a partir das 18 horas, movimentos em defesa do Parque do Cocó realizam o Cantos do Cocó, ato cultural com a apresentação de diversos artistas de Fortaleza, no anfiteatro do Parque. O ato reforça a luta pela regulamentação da área, a criação de uma lei estadual que crie o Parque, além da desapropriação total do lugar, a efetivação da lei que transforma o Cocó em Área de Relevante Interesse Ecologico (ARIE).

O ato reforça o apelo para que o Tribunal de Justiça revogue essas decisões judiciais que podem levar à destruição das dunas, que o Prefeito Roberto
Cláudio garanta a fiscalização da ARIE e elabore seu Plano de Manejo e o que o Governador Cid Gomes regulamente, de forma definitiva, o Parque Ecológico
do Cocó, assinando o decreto baseado no estudo do Conselho Estadual de Políticas de Meio Ambiente (Conpam), aprovado pelo Conselho Estadual do Meio Ambiente (Coema).

Ainda que esteja, a todo momento, ameaçado, o Parque tem sido objeto de atenção de Fortaleza há pelo menos 30 anos. Uma das iniciativas de proteção à
área aconteceu em 2009, a partir da luta de diversos movimentos sociais, quando o Cocó se tornou ARIE – lei municipal (9502/2009) que garante o funcionamento
único de cerca de 15 hectares para trilhas, pesquisas científicas, contemplação e qualquer atividade que não modifique sua paisagem natural. Trata-se de um lugar de alto valor social para nossa cidade. E isso quer dizer um lugar de renovação da saúde não só dos indivíduos, mas também do centro urbano.

O Parque e seus ecossistemas associados, dentre os quais o terreno de, aproximadamente, 15 hectares, onde se encontram as Dunas milenares do Cocó, esperam por um posicionamento mais efetivo do poder público: estão ameaçados por decisões judiciais baseadas em um acordo – o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), assinado, no ano passado, pelos então Procurador Geral e Secretário de Meio Ambiente da gestão de Luizianne Lins.

Com o ato, os movimentos exigem a garantia que um dos mais importantes parques urbanos de nossa cidade seja efetivamente protegido, assegurando às atuais e futuras gerações o direito fundamental ao meio ambiente ecologicamente equilibrado – direito previsto no art. 225 da Constituição Federal. E reiterar que o interesse público – a proteção da natureza – está acima da busca desenfreada pelo lucro da especulação imobiliária.

O ato é feito em conjunto com as organizações: Salvem o Cocó, o SOS Cocó, a Frente Ecológica, Movimento Pró-Árvore, Movimento Pró-Parque, e os partidos PSOL, PT, PV e PC do B.

(AG)

outros destaques >>

Facebook

Twitter