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O que está em jogo em Bonn

terça-feira, 07 de novembro 2017

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No início de dezembro de 2015, o mundo celebrou a criação do maior acordo climático global da história, o Acordo de Paris. Dois anos depois e um ano após a entrada em vigor do documento, as 196 partes da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês), estão novamente reunidas, agora para a 23ª Conferência das Partes (COP23) que começou ontem (6) e segue até o dia 17 de novembro, em Bonn, na Alemanha.

O encontro é presidido por Fiji e organizado pela UNFCCC, em parceria com autoridades da Alemanha. A COP23 terá um segmento de alto nível a partir de 15 de novembro, com a participação de ministros e outras autoridades.

A expectativa é que os representantes dos diversos países participantes trabalhem para viabilizar formas de promover o acordo climático assinado em 2015, em Paris, e assim alcançar progressos em sua implementação.
Segundo especialistas, uma das maiores tarefas da COP 23 será a finalização do “Livro de Regras”; na prática, um texto com maior detalhamento sobre como alcançar as metas do Acordo de Paris.

1,5 ° C
O objetivo maior é manter o aquecimento global dentro de 1,5 ° C. O embaixador Nazhat Shameem Khan abordará estas e outras prioridades da Presidência da COP23 como adaptação, gênero, saúde e oceanos. Khan é representante permanente das Fiji na ONU, em Genebra. Na sua posição de negociante-chefe da presidência da COP23, ele supervisionará o processo formal de negociação em nome da Presidência da Fiji.
Como o primeiro estado insular a presidir as negociações, Fiji está trazendo um senso de urgência para a cimeira. O embaixador Khan também descreve como a Presidência planeja dinamizar o espírito parisiense de liderança compartilhada e cooperação global e infundir isso com o espírito pacífico do talanoa (em muitas línguas do Pacífico, talanoa significa contar uma história ou conversa), que se concentra no diálogo, confiança, inclusão e transparência.

Meta
A meta é fazer progressos em todas essas áreas para que as orientações tiradas do encontro possam ser completadas até a COP24, que será realizada na Polônia, em 2018. No fim de outubro, a agência da ONU para o Meio Ambiente ou Pnuma – Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente divulgou um novo relatório afirmando que as promessas nacionais feitas pelos países no Acordo de Paris representam apenas um terço das ações necessárias para alcançar metas relacionadas ao clima e evitar os piores impactos da mudança climática

Evento na COP 23 propõe reestruturar o REDD+

Amanhã, entre 13h45 e 15h15 (horário de Brasília), a Aliança REDD+ Brasil promoverá na COP 23, o evento paralelo “Reframing REDD+ in Brazil: a long term solution to address deforestation and promote the sustainable development” (Reestruturando o REDD+ no Brasil: uma solução de longo prazo para monitorar o desmatamento e promover o desenvolvimento sustentável).

A proposta é apresentar o potencial brasileiro de REDD+ (Redução de Emissões por Desmatamento e Degradação Florestal, mais manejo florestal sustentável), frente às futuras oportunidades do mercado de carbono, como as geradas pelo Mercado de Desenvolvimento Sustentável do Acordo de Paris ou o mercado de carbono da aviação civil internacional (Corsia/Icao).

Desafio
Com 60% do território ocupado pela Floresta Amazônica, pioneirismo na realização de projetos de REDD+ e compromisso de zerar o desmatamento ilegal na Amazônia até 2030, o Brasil tem tudo para liderar o mercado mundial de créditos de carbono florestais.
O desafio é frear o desmatamento e as mudanças no uso do solo pela agropecuária, responsáveis por 74% das emissões brasileiras, segundo dado do SEEG 2017 (Sistema de Estimativas de Emissões e Remoções de Gases de Efeito Estufa).

Em outubro, ao anunciar a taxa de desmatamento anual da Amazônia, o próprio ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, reconheceu que operações de REDD+ e de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) são essenciais para remunerar a conservação e complementar as ações de comando e controle em favor da Floresta.

No evento em Bonn, a Aliança REDD+ Brasil trará a público o conceito de REDD Integrado. Dentre os palestrantes e debatedores, estarão: Juan Carlos Aybar (Althelia Climate Fund, a confirmar); Alice Thuault (ICV); Chris Meyer (EDF); Pedro Soares (Idesam); Thiago Chagas (Climate Focus); Virgílio Viana (FAS).

Da Redação do OeV
oev@oestadoce.com.br

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