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Um dia para homenagear o profissional da conta de luz

terça-feira, 07 de novembro 2017

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Quando o assunto é energia, quase sempre a pauta está relacionada ao valor alto da conta de luz. Mas hoje, quem fica no centro da nossa matéria é a energia do leiturista, profissional que dia a dia, de porta em porta, encara as dificuldades das ruas, como sol, chuva e insegurança, além de consumidores às vezes complicados, para fazer a leitura do nosso consumo de energia e fazer com que essa conta chegue às nossas mãos.

No último dia 10, a Companhia Eletromecânica e Gerenciamento de Dados S/A (Ceneged), que entre outras atividades faz a leitura de medidores de energia e entrega de dados, fez uma grande festa para homenagear esse profissional. O objetivo da festa, que aconteceu em uma das sedes da empresa em Itaitinga, município da Região Metropolitana de Fortaleza, foi festejar o Dia do Leiturista.

20 de julho
Este ano a comemoração chegou três meses depois. “O Dia do Leiturista foi 20 de julho”, explica Renato Albuquerque Felipe, diretor-presidente da Ceneged. “Neste dia, comemora-se também, o Dia do Amigo. A data foi uma escolha da Coelce [hoje, Enel], a partir da indicação de um empresário do setor e que a Coelce acabou incorporando a data e anualmente, fazia um evento relacionado”, esclarece.

“Em algumas ocasiões a gente conseguiu juntar mais de 400 profissionais. Na festa de hoje, estamos recebendo cerca de 150 leituristas. Nós, enquanto empresa responsável por esse serviço em Fortaleza e Região Metropolitana e, por entender a importância do leiturista, não poderíamos deixar essa comemoração desaparecer.”

Segundo Felipe, “por uma questão de calendário”, não foi possível “fazer na data correta”. Daí, a empresa esperou um dia com calendário livre para os profissionais. “E nada mais justo, do que a gente começar o feriado com um evento comemorativo a esse trabalho, tão importante para a Ceneged, que é o do leiturista.”

Os leituristas da Ceneged estavam de folga dia 1º, 2, 3, 4 e 5 de novembro. Só voltaram ao batente, ontem, dia 6. A programação da festa contou com um torneio de futebol entre times de colaboradores da empresa, muita música, um show de humor e um almoço regado com cerveja, sucos, muita alegria, muito calor do Sol e muito calor humano.

Leiturista do Ano
O dia foi de festa, mas de reconhecimento, também. Os colaboradores que se destacaram durante o ano, na realização de suas tarefas, foram homenageados com o título de Leiturista do Ano, em suas áreas de atuação e ainda receberam um cheque de presente.
Hélio da Silva foi o melhor colaborador do setor de Maracanaú. Ele disse que trabalha na Ceneged desde 2009 e “que só tem o que agradecer” a empresa. “Depois que eu entrei na Ceneged, minha vida é só de conquistas: minha moto, minha casa e agora estou tendo a oportunidade de comprar um carro”, fez questão de contar.
“Eu me sinto gratificado com a premiação. É muito bom sentir que as pessoas reconhecem o nosso esforço, nosso trabalho, o que você faz. Estou no ramo de leituristas há 17 anos, já passei por muitas empresas, mas considero a Ceneged, a melhor de todas, é uma empresa que se esforça para crescer, procura ouvir ou funcionários, sempre com a intenção de crescer.”

Felizes
Parece que todos os colaboradores são unânimes em dizer o quanto estão “felizes” na profissão de leiturista e como colaboradores da Ceneged. Para Rafael Marques Maciel, há cinco anos na empresa, é “importante ser leiturista”, especialmente por trabalhar em uma empresa “que ajuda muito o empregado”.
“Tenho um chefe muito bom e isso é muito importante para mim. A Ceneged é uma empresa que nos orienta bem. Estou muito feliz como leiturista! A minha única dificuldade como leiturista é quando tem mudança de rota.”
Para cada leiturista é estabelecida uma rota pré-determinada que deve ser visitada mensalmente por este profissional, visando coletar as informações do consumo de energia elétrica em cada residência, estabelecimento comercial ou industrial.

Princesas da Leitura
Maria Aparecida de Farias é leiturista e estava feliz e eufórica na festa. Há cerca de dez anos está na profissão e “pelo menos, há seis trabalhando” na Ceneged. “É uma profissão que me agrada muito. Como todo trabalho tem dificuldade, mas também tem vantagens”, fez questão de ressaltar, destacando que integra o grupo de mulheres leituristas da Ceneged e que ela denomina de Princesas da Leitura.
“Ser leituristas é também ser útil. Não estamos em campo só para entregar fatura mensal, estamos ali também, para levar informações, somos treinados para isso, para estar ali, junto do consumidor”, disse fazendo questão de destacar o quanto gosta de trabalhar na Ceneged. “Tanto, que hoje estamos nessa festa maravilhosa.”
Aparecida também fez questão de explicitar sobre a sua satisfação de trabalhar na Ceneged, mesmo com as dificuldades do dia a dia. “Às vezes, é muito difícil… com todo esse solão na nossa cabeça, a insegurança… Mas aí tem a alegria de chegar ao endereço certo, um apoio certo na hora da dificuldade. É muito, muito bom trabalhar na Ceneged”, encerra a princesa da leitura.
O Estado Verde disponibiliza uma galeria de fotos da Festa do Leiturista em: www.oestadoce.com.br/cadernos/oev

Leiturista: uma pessoa de casa

Em uma roda de conversa, com amigos, eu perguntei quem conhecia o leiturista da conta de luz de sua residência. O universitário Fernando Tavares, com uma cara de surpresa, disse que nem sabia onde ficava a “tal caixa para a leitura da conta”. De acordo com ele, “nascido e criado em apartamento”, só conhece a “conta colorida da agora, Enel, que mensalmente é colocada na caixa de correio da família”.

O casal de aposentados, Ana Maria e Antônio César Gomes, ao contrário de Fernando, lembram até da conta do tempo da antiga “Conefor, antes da Coelce”. De acordo com César, a família dele morava em uma casa grande, no Bairro da Parangaba.

“Fui criado em uma casa onde a ‘caixa de energia’ ficava na sala de visitas, ao lado da porta de entrada. A vida toda, eu vi o leiturista entrar e sair da minha residência. Cansei de ver mamãe ou papai conversando com ele e até mesmo servindo um cafezinho. Era uma pessoa de casa”, conta.
“Depois, nós mudamos para um apartamento no Bairro de Fátima e esse elo se perdeu”, continua. “Hoje, de vez em quando, eu vejo o leiturista do meu prédio e lembro aquele senhor do tempo da casa de meus pais. Hoje, tudo é mais moderno e observo que um rapaz faz a leitura e já deixa a conta no prédio”, encerra.

Porta de entrada
Atualmente, poucas são as pessoas que realmente conhecem e ou sabem sobre a função de leiturista, o profissional que passa mensalmente nos nossos domicílios, para fazer a medição do nosso consumo de energia. De acordo com Renato Felipe, é um desafio, nos dias de hoje, conseguir que a sociedade entenda a importância do leiturista. “Além de ser a porta de entrada, é o responsável pelo caixa de qualquer companhia de energia, mas em meio à vida moderna, às vezes, acaba despercebido”, explica.
“Ele consegue levar a fatura de energia, mas também é o cara que consegue ter a sensibilidade de captar algumas reclamações, e que se forem bem utilizadas, poderão evitar uma série de problemas.”

1.670.140 clientes
Ademais, ainda segundo Felipe, o leiturista tem o contato direto com o cliente e vai da casa mais humilde a mansão. “Diferente da classe média e alta, hoje, a população de classe C e D tem um contato muito próximo com o leiturista. O conhece pelo nome, oferece café, almoço”. Faz do leiturista uma pessoa de casa, como acontecia na casa dos pais de Antônio, na Parangaba.

A Ceneged conta com um quadro de quase mil leituristas. “Cerca de 180 trabalhando no Ceará e mais 800 em demais localidades do Brasil”, explica o dirigente da Ceneged. No Estado, a empresa faz a leitura de 1.670.140 clientes em Fortaleza e Região Metropolitana. Na execução do seu trabalho, o leiturista utiliza um aparelho coletor de dados, para a coleta das informações, em seguida a conta é impressa e entregue ao consumidor.

Por Tarcilia Rego
oev@oestadoce.com.br

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