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Açude em Cratéus será realidade, diz Genecias Noronha

terça-feira, 11 de julho 2017

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Atendendo solicitação do deputado Genecias Noronha (Solidariedade), o presidente do Senado Eunício Oliveira (PMDB/CE), enquanto assumiu interinamente a Presidência da República, editou decreto declarando de utilidade pública e desapropriando as terras que servirão para construção do Açude Fronteiras, no município de Crateús.

A obra será a redenção para o problema de falta de água em uma das regiões mais castigadas pelas secas no estado do Ceará e se tornará realidade depois de anos de promessas. “Com a construção desse reservatório, Crateús e região viverão uma nova realidade hídrica, pondo-se fim a um sofrimento por água que atravessa gerações” – declarou Genecias, parlamentar que representa a região e que vem lutando por essa conquista de forma incansável.

No atual cenário de crise hídrica enfrentada pelo Ceará, os estoques de água se encontram em torno de 12% do armazenamento total e, no Sertão de Crateús, não passam de 1,2%. O Sertão de Crateús tem cinco reservatórios com capacidade em torno de 100 milhões de m³, e seus municípios se encontram apenas com pouco mais de 1% da capacidade total de armazenamento. O quadro de escassez histórico enfrentado pela região fez com que a Secretaria de Recursos Hídricos do Estado, ainda no final dos anos 1990, desse início a estudos para a construção da Barragem Fronteiras.

Segundo explica o secretário dos Recursos Hídricos, Francisco Teixeira, o Rio Poti, que banha a localidade, é uma das maiores bacias do Ceará e oferecerá, com a construção da barragem, a possibilidade de grande acúmulo de água para beneficiar a população de Crateús (maior cidade da região com cerca de 70 mil habitantes) e cidades próximas, como Independência, Novo Oriente e Quiterianópolis. “Essa barragem é de grande importância para aquela população. Existe ali um potencial para acumular quase 500 milhões de m³. ” – afirma Teixeira.

A obra
A construção Barragem Fronteiras tem investimento em obras previsto de R$ 200 milhões. Porém, a SRH observa que o seu custo deve ser ampliado devido a alterações necessárias na estrada de ferro que liga Fortaleza a Teresina, além de gastos com a desapropriação. “Será preciso remanejar 28 km dessa estrada, a um custo de quase R$ 200 milhões. Assim, o investimento total da obra salta para quase R$ 500 milhões”, revela Francisco Teixeira.

Para viabilizar a construção, o Governo do Estado solicita que a União arque com a despesa do remanejamento da estrada de ferro, enquanto a construção da Barragem Fronteiras será executada com recursos estaduais. “O Estado se propõe a fazer uma parceria com o Governo Federal, por meio do Ministério da Integração, para viabilizar a conclusão dessa construção”, conclui Teixeira.

Barragem
Neste sentido, o governador Camilo Santana protocolou, na sexta-feira (7), ofício no Ministério da Integração Nacional, solicitando a transferência da construção da Barragem Fronteiras para a responsabilidade do Ceará. Licitada desde 2014, por meio do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS), a obra no Sertão de Crateús enfrenta dificuldades de implantação.

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