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Juazeiro realiza Dia ‘D’ contra Aedes aegypti

sexta-feira, 14 de Abril 2017

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Seguindo um cronograma de atividades previstas no Plano Municipal de Combate ao Aedes aegypti, o Núcleo de Combate às Endemias, em parceria com o Núcleo de Mobilização Social, esteve no bairro Pedrinhas, em Juazeiro do Norte, para realizar mais um “Dia D”, com o objetivo de inspecionar e eliminar os criadouros do mosquito nos bairros.

Durante a ação, que contou ainda com a parceria das Secretarias de Meio Ambiente e Serviços Públicos, Secretaria de Desenvolvimento Social e Trabalho através do Cras local, e Autarquia Municipal de Meio Ambiente – Amaju, a equipe desenvolveu atividade em diversos pontos do bairro, entre elas, uma passeata nas principais ruas, com panfletagem e abrindo faixas para conscientizar os moradores.

Segundo a Coordenadora do Núcleo de Combate as Endemias, Mascleide Feitosa, ações como essas são de suma importância. “Todos os dias temos agentes espalhados pelas ruas, mas, nesse dia, todos os agentes estão voltados apenas para um bairro, ou seja, a gente cataloga todos os problemas do bairro em relação a criação do Aedes aegypti e tentamos resolver boa parte dessa problemática em um dia”, declarou a coordenadora.
No dia D, todos os imóveis do bairro que ainda não foram visitados durante o ciclo, recebem a visita dos agentes, que também voltam aos imóveis reincidentes. Os pontos críticos (mais propícios a desenvolverem o mosquito) também passam por uma inspeção dos agentes. “A gente sai com cerca de 80 a 90% dos problemas resolvidos do bairro, em relação a criação do mosquito. Aquilo que demoraríamos muito tempo para resolver, fazemos quase tudo em um só dia” disse Mascleide. No bairro Pedrinhas, cerca de 1.800 imóveis foram visitados, inspecionados e tratados.
Também foram retirados os entulhos nas casas e que estavam espalhados pelas ruas em parceria com a Semasp, que também acompanhou a visita aos pontos críticos com reincidência de foco do mosquito.
Mascleide Feitosa ainda ressalta que um dos pontos mais importantes é a conscientização da população. Segundo ela, “uma população conscientizada, cuida do seu estabelecimento, da sua residência e evita o nascimento do mosquito”.

Combate
O ano de 2017 iniciou com 855 cidades brasileiras em situação de alerta ou de risco de surto de dengue, chikungunya e zika, de acordo com o último Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) do Ministério da Saúde. Com esse cenário, já é possível apontar uma necessidade de redobrar os cuidados de combate aos criadouros do vetor dessas doenças, para evitar que número de casos cresça cada vez mais.
De acordo com os dados do Ministério da Saúde, no ano de 2016 o número de casos de dengue manteve-se estável se comparados ao ano anterior. Até o dia 10 de dezembro foram registrados quase 1,5 milhão de casos prováveis em todo o Brasil, contra pouco mais que 1,6 milhão de casos no ano anterior.
A febre pelo vírus Zika só entrou para a Lista Nacional de Notificação Compulsória de Doenças, Agravos e Eventos de Saúde Pública em fevereiro de 2016, portanto não existem dados oficiais comparativos com o ano de 2015, quando a doença foi identificada pela primeira vez no Brasil. Desde que começou a ser notificada até a publicação do último boletim em dezembro de 2016, foram registrados quase 212 mil casos prováveis de febre pelo vírus Zika no país.
Os casos de febre chikungunya foram os que mais cresceram nesse último ano, com um aumento de cerca de 620% em relação a 2015. Foram registrados em 2016 pouco mais de 263 mil casos, contra 36 mil no ano anterior. De acordo com o ministro da Saúde, Ricardo Barros, a tendência é de que o número de casos dessa doença continue em ascensão em 2017.
Embora o vetor seja o mesmo, o Aedes aegypti, e as três doenças tenham origem no mesmo continente, a África; para a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), a dificuldade de diagnóstico preciso pode representar um risco para os pacientes. O problema ocorre porque os sinais clínicos causados por esses vírus também são muito parecidos, mas o tratamento é bastante diferenciado.
De forma geral, as três doenças causam febre, dores de cabeça, dores nas articulações, enjoo e exantema (rash cutâneo ou manchas vermelhas pelo corpo). No entanto, existem alguns sintomas marcantes que as diferem.

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