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Município de Tauá ganha Projeto Viva Bem no Sertão

Objetivo do programa é de implantar a linha de cuidado para atenção integral ao diabetes mellitus e à hipertensão arterial

segunda-feira, 10 de julho 2017

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O município de Tauá sediará, hoje, o seminário regional de lançamento do Projeto Viva Bem no Sertão, que tem o objetivo de implantar a linha de cuidado para atenção integral ao Diabetes Mellitus e à hipertensão arterial. O encontro acontecerá no Auditório da Universidade Estadual do Ceará (Uece) – Campus de Tauá, às 8 horas, e contará com a presença do secretário adjunto da Saúde do Estado, Marcos Gadelha, do coordenador de Políticas e Atenção à Saúde da Sesa, Ivan Mendes Jr., além dos gestores e profissionais de saúde dos municípios da região – Aiuaba, Arneiroz, Parambu e Tauá – e representantes do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (CONASS), Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS) e da Secretaria da Saúde do Ceará.

Após o seminário de lançamento do projeto, iniciativa da parceria entre Secretaria da Saúde do Ceará, OPAS, CONASS e Fundação Mundial de Diabetes (WDF – World Diabetes Foundation), terá a Oficina 1 do projeto, que prosseguirá até o dia 13 de julho, ministrada pelos especialistas do Centro Integrado de Diabetes e Hipertensão (CIDH). As oficinas do Projeto Viva Bem no Sertão se destinam aos profissionais das equipes de Saúde da Família dos municípios e da atenção especializada da região de Saúde, que trabalham na assistência, promoção da saúde e prevenção do diabetes e da hipertensão.

Ao implantar a linha de cuidado para atenção integral ao Diabetes Mellitus e à hipertensão arterial, o Projeto Viva Bem no Sertão promoverá ações através da instituição de uma linha de cuidado, promoção de processos de educação permanente, estratificação de risco, rastreamento e do fomento de iniciativas públicas intersetoriais de promoção e prevenção de doenças crônicas não-degenerativas. Com dois anos de duração, o projeto prevê, entre outras ações, a realização de oito oficinas nas regiões de Saúde.

Crescimento
O número de brasileiros diagnosticados com diabetes cresceu 61,8% nos últimos 10 anos, passando de 5,5% da população em 2006 para 8,9% em 2016. A pesquisa Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), realizada pelo Ministério da Saúde, revela ainda que as mulheres registram mais diagnósticos da doença – o grupo passou de 6,3% para 9,9% no período, contra índices de 4,6% e 7,8% registrados entre os homens. Segundo o estudo, o Rio de Janeiro é a capital brasileira com a maior prevalência de diagnóstico médico de diabetes, com 10,4 casos para cada 100 mil habitantes. Em seguida, estão Natal e Belo Horizonte (ambos com 10,1), São Paulo (10), Vitória (9,7), Recife e Curitiba (ambos com 9,6). Já Boa Vista é a capital brasileira com a menor prevalência de diagnóstico da doença, com 5,3 casos para cada 100 mil habitantes.

O levantamento revela que, no Brasil, o indicador de diabetes aumenta com a idade e é quase três vezes maior entre os que têm menor escolaridade. Nas pessoas com idade entre 18 e 24 anos, por exemplo, o índice é de 0,9%. Já entre brasileiros de 35 a 44 anos, o índice é de 5,2% e, entre os com idade de 55 a 64 anos, o número chega a 19,6%. O maior registro, entretanto, é na população com 65 anos ou mais, que apresenta índice de 27,2%. Já em relação à escolaridade, os que têm até oito anos de estudo apresentam índice de diagnóstico de diabetes de 16,5%. O percentual cai para 5,9% entre os brasileiros com nove a 11 anos de estudo e para 4,6% entre os que têm 12 ou mais anos de estudo.

Hipertensão
Ainda de acordo com a pesquisa, o número de pessoas diagnosticadas com hipertensão no país cresceu 14,2% na última década, passando de 22,5% em 2006 para 25,7% em 2016. As mulheres, novamente, registram mais diagnósticos da doença – o grupo passou de 25,2% para 27,5% no período, contra índices de 19,3% e 23,6% registrados entre homens. O Rio de Janeiro é a capital com a maior prevalência de diagnóstico médico de hipertensão, com 31,7 casos para cada 100 mil habitantes. Em seguida estão Recife (28,4), Porto Alegre (28,2), Belo Horizonte (27,8), Salvador (27,4) e Natal (26,9). Já Palmas é a capital brasileira com a menor prevalência de diagnósticos da doença, com 16,9 casos para cada 100 mil habitantes.

Também no caso da hipertensão arterial, o indicador aumenta com a idade e é maior entre os que apresentam menor escolaridade. Nas pessoas com idade entre 18 e 24 anos, por exemplo, o índice é de 4%. Já entre brasileiros de 35 a 44 anos, o índice é de 19,1% e, entre os com idade de 55 a 64 anos, o número chega a 49%. O maior registro, entretanto, é na população com 65 anos ou mais, que apresenta índice de 64,2%. Em relação à escolaridade, os que têm até oito anos de estudo apresentam índice de diagnóstico de hipertensão de 41,8%. O percentual cai para 20,6% entre os brasileiros com nove a 11 anos de estudo e para 15% entre os que têm 12 ou mais anos de estudo.

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