quarta-feira, 26 de junho de 2019.
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“Enxame” que atrapalha

Fernando Maia

Colunista - Política

domingo, 09 de dezembro 2012

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Não sabemos se no hoje, 10, já terá sido “desatado” o “trancelim” do processo sucessório da Mesa Diretora da Câmara Municipal de Fortaleza. O fato é que nos três últimos dias da semana, um corre-corre febril se apossou das lideranças dos principais partidos envolvidos.

A situação de incertezas, disse-me-disses, lançamentos de nomes, retiradas de nomes, contrariedades e tentativas de formar uma chapa imbatível chegou a ser preocupante. No labirinto em que se transformaram as movimentações partidárias, oito nomes chegaram a ser especulados para entrar nessa desenfreada corrida: Elpídio Nogueira e Salmito Filho (PSB); Vítor Valim, Carlos Mesquita e Wálter Cavalcante (PMDB); José do Carmo (PSL); Iraguassu Teixeira (PDT) e Acrísio, atual presidente.

Exemplos do passado, quando prefeitos, com o Juraci Magalhães e Luizianne, foram pegos de surpresa, perdendo a disputa para a Mesa, trouxeram mais cautela aos responsáveis pelo pleito que se aproxima. Aos poucos, porém, as águas foram se acalmando. Pelo que se sabe, Valim teria desistido atendendo às ponderações do senador Eunício. Elpídio, em nome da paz no PSB, ficará com a 1ª Secretaria.

A 2ª e a 3ª Secretaria para José do Carmo (PSL) e PT ou PSOL, respectivamente. Sobressai-se, assim, o nome do experiente Wálter Cavalcante, que tem as bênçãos de Eunício e Roberto Cláudio, sem rejeições do governador Cid. Nesse ritmo, acredita-se que tudo estará resolvido ainda nesta semana. Mas, fica a lição: sem o “enxame” de 21 partidos envolvidos, seria tudo muito mais fácil…

• Nem a Aprece…conhece os motivos que levam a presidente Dilma a convocar reunião, sem dia marcado, em fevereiro, com todos os quase 5.6 mil prefeitos das capitais e interior.

• Malha fina. Para o deputado José Arnon (PTB) será difícil “fichas sujas” escaparem da peneira fina nas indicações para ministérios e outros cargos, diante da entrada em cena da mão pesada do chefe da Controladoria Geral da República, Jorge Hage.

• Realidade. Advertência do deputado Danilo Forte (PMDB): é uma realidade a migração de empresas para outros países, sufocadas com o arrocho tributário do governo do Brasil.

• Perseguição. O PT regional, seguindo os passos do nacional, apoia a presidente Kirchner, da Argentina, em sua odiosa perseguição ao grupo de comunicação Clarím.

• Exemplo. O saudoso poeta e político Barros Pinho dizia que, “o problema em Fortaleza são interesses da maioria dos edis colocados acima de uma Câmara pacífica e eficiente”.

• Entusiasmo. Em sua euforia pela inauguração da Arena Castelão, um dos seus orgulhos, o governador Cid, no seu melhor estilo, liderou panfletagem na Praça 31 de Março.

Ciro, a solução?
Segundo a “Época”, o Planalto poderia oferecer a Ciro Gomes um importante Ministério, como uma das estratégias para tentar neutralizar as pretensões presidenciais do governador Eduardo Campos (PSB-PE), cada vez mais explícitas.

• Difícil. Assessores próximos da presidente Dilma, mesmo apoiando a ideia do ministério para Ciro, advertem que ninguém irá impedir a candidatura de Eduardo Campos.

• Frustração…e perdas irreparáveis para 4.5 mil municípios e 24 estados. É o que antecipa o titular da Sefaz, Mauro Filho, se for mantido o veto de Dilma ao rateio dos “royalts”.

• Pró-corruptos. Cresce a indignação de lideranças decentes do País com o ministro Lewandowski, do STF, que apoia condenados pelo Judiciário exercendo mandatos no Legislativo.

• Desencanto. O PT nacional decide, finalmente, barrar as pretensões do mensaleiro Zé Dirceu, de levar o partido e seus militantes às ruas em manifestações contra o STF.
• Última tábua.Sem o “escudo” do alto comando nacional do PT, Zé Dirceu terá que se contentar com uma manifestação pública do “companheiro” Lula, que, segundo dizem, vem por aí.

• Lição. Para o jurista Djalma Pinto, a classe política deve ver na cassação do deputado Carlomano Marques uma “importante lição pedagógica” e que “não seja a última”.

• Diferença. Enquanto na AL, comemora-se a calmaria da sucessão de Roberto Cláudio, o caldeirão da formação da Mesa da CMF ferve, repetindo uma péssima tradição.

• Chance. Após a Oficina da Embratur, em Ubajara, o titular da Setur, Bismark Maia, diz que chegou a hora de empresários lucrarem com as potencialidades da Ibiapaba.
 

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