sábado, 21 de setembro de 2019.
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Hora e vez

Fernando Maia

Colunista - Política

terça-feira, 27 de novembro 2012

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 No momento em que as urnas selavam a sorte do deputado Roberto Cláudio, ficou consolidada, ao mesmo tempo, a posição do governador Cid Gomes como a maior liderança do Estado.  A derrota de Luizianne Lins reduziu a importância e o peso político da prefeita de Fortaleza a patamares inferiores, levando também as esperanças do PT se tornar governo. Foram l6 anos de uma parceria com Cid honrando compromissos só rompidos pelo radicalismo da prefeita ao insistir com Elmano de Freitas.

A aliança PSB-PT está morta em nível municipal, mas continuará alimentada pelo esforço do fisiologismo agregador de petistas e pessebistas nas esferas estadual e federal, a despeito dos esforços de Luizianne que defende, aqui, e em Brasília, o rompimento total. Não vai conseguir. No máximo, e é o que deseja, plantará a semente da dissidência assumindo o papel que sempre abraçou.

Ficará isolada na fase inicial do seu protesto para engordar mais adiante com a chegada da disputa sucessória de 2014, quando será solicitada pelo senador Eunício Oliveira a integrar a chapa de oposição ao governo do Estado. É uma ingenuidade acreditar-se no apoio do governador a um candidato do PMDB para substitui-lo.  O PSB já tem hoje um candidato na pessoa do secretário Mauro Filho, cuja performance como administrador das finanças estaduais o credencia para disputar qualquer cargo majoritário em nome do governo.

O PMDB, ingenuamente, crê que Cid apoiará a candidatura do senador Eunício, mas está fora dos propósitos do PSB abdicar da sucessão estadual para entregar o poder, mesmo a aliados, deixando ao relento os seus filiados. Sem que suas declarações sejam ouvidas como um desafio ao Governo, o senador Eunício Oliveira tem dito que será candidato com ou sem o apoio de Cid Gomes. Acha que a hora e a vez são do PMDB.

• Cofre vazio. Nada faz crer que Roberto Cláudio encontrará a Prefeitura com o cofre abarrotado de dinheiro. Ao que se sabe, a fila de credores tomando chá de cadeira, no Paço Municipal, é enorme.

• Ressurreição. Por toda esta semana, o prefeito eleito deverá receber um emissário da área empresarial, não será Pio Rodrigues nem o presidente da CDL, para discutir o empurrão do Paço Municipal a Fortaleza antiga.

• Mais um. Artur Bruno (PT) não gosta de ser deputado federal, e nas próximas eleições pretende voltar à Assembleia Legislativa. Brasília, onde é apenas mais um, foi um desafio que, na prática, terminou por decepcioná-lo. Lá não pode fazer pela educação o que fez aqui.

• Presidindo. Será o capitão Wagner, por ser o vereador mais votado, o responsável pela presidência dos trabalhos que elegerá a Mesa Diretora e dará posse ao novo presidente da CMF no dia 01/1/13.

• Ultimatum. O Presidenete da CMF, Acrísio Sena, prega aviso. Agências bancárias que não cumprirem, até o dia 3,  o Estatuto Municipal da Segurança Bancária, serão fechadas pelo Ministério Público.

• Compensando. O professor Elmano de Freitas, derrotado na disputa pela PMF, deverá ganhar bom cargo federal, conforme já foi articulado durante almoço com a presidente Dilma, em Brasília.

Antes dos Coronéis
Vem ai o segundo livro do jornalista J. Ciro Saraiva. Chama-se “Antes dos Coronéis” e será lançado entre 10 e 15 de dezembro na AL. Em sua segunda obra, Ciro aborda a fase política de 1947 a 1958, quando governaram o Ceará Faustino de Albuquerque, Raul Barbosa, Paulo Sarasate e Parsifal Barroso. O deputado Mauro Benevides fará a apresentação.

Enquete.  Na enquete sobre o mensalão do blog do Eliomar de Lima, estamos conhecendo melhor os nossos parlamentares. No domingo, José Arnon Bezerra saiu-se bem, mas o deputado Chico Lopes atolou-se num injustificável e comprometedor corporativismo.

Agilizando. O presidente da CCJ do Senado, Eunício Oliveira solicitou ao colega Walter Pinheiro (PT) BA, que apresente, hoje, a proposta do novo Fundo de Participação dos Estados.

Ele mesmo. Como na CCJ do Senado não existe relatoria, Eunício tomará para si a defesa de FPM que não traga perdas para os estados, que vem preocupando todos os governadores.

Pressa. Empresários da construção civil esperam que o prefeito eleito, Roberto Cláudio, agilize concurso para a Secretaria Municipal do Meio Ambiente-Semam.

Lentidão e perdas. Justificando essa pressa, o Sinduscon alega que, o “déficit” de técnicos naquele entidade, gera atrasos, emperrando projetos que somam R$ 6 bilhões.

Unidade. Para o deputado José Arnon (PTB-CE), urge mais pressão das bancadas federais do Nordeste junto ao Planalto contra a burocracia que atrasa recursos para o combate à seca.

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