sábado, 21 de setembro de 2019.
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O interior em pânico

Fernando Maia

Colunista - Política

quarta-feira, 14 de novembro 2012

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Quem acompanha a crônica policial, na imprensa do Ceará, começa a sentir, a cada dia que a violência que antes ensanguentava as páginas dos jornais e intimidava nos programas de Rádio e de TV, como sendo predominante na Capital e Região Metropolitana de Fortaleza, mudou de endereço. Não sabemos se antes, faltava mais divulgação dos crimes praticados, no interior do Estado, mas nos últimos anos, eles dividem em pé de igualdade os espaços com Fortaleza e RMF. Há, para isso, várias explicações. Segundo o cel. Werisleyke, comandante-geral da Polícia Militar do Ceará,  marginais de todos tipos, vendo-se diante de um policiamento mais sofisticado nas cidades maiores, terminam migrando para o interior. Ali, encontram em cidades com déficit eterno de efetivos policiais. Desse modo, ficam essas populações entregues à sanha da bandidagem. Segundo o deputado Delegado Cavalcante, 80% das cidades do Ceará contam com destacamentos policiais que são “uma festa” para ladrões e assassinos. O titular da Sefaz, Mauro Filho, destacava no nosso programa, na Rádio Assunção, os altos investimentos do Governo do Estado com mais efetivos, equipamentos, armas e veículos para a Polícia Militar. Disso, temos consciência, mas, como sustenta o deputado Moésio Loiola, profundo conhecedor da situação de todos os municípios, urge uma redistribuição de policiais, pois não existe nenhuma segurança numa cidade com mais de 20 mil habitantes, cuja segurança é confiada a dois ou três policiais. Nessas condições, o pânico se apossa de cidades, antes tidas como verdadeiros paraísos, onde reinava paz e tranquilidade.

• Aplausos. O deputado Mário Hélio (PMN), que conseguiu fazer da sua ex-deficiente e ex-malconservada Cidade 2000, o segundo melhor bairro de Fortaleza.

• Acertando. Na opinião do deputado Ariosto Holanda, (PSB), o Ministério da Educação acerta ao lançar projeto de aperfeiçoamento do Índice do Desenvolvimento da Educação Básica, cuja má qualidade prejudica a formação dos futuros técnicos de nível médio.

• Reverso. Enquanto o ex-deputado Genoíno sofre condenação, no julgamento do mensalão, o seu irmão, deputado José Guimarães, ascende à liderança do PT na Câmara.

• Batalhando. Ontem, em Brasília, o governador Cid cobrava do ministro das Cidades, Agnaldo Ribeiro, a liberação imediata da grana para a Linha Norte do Metrofor.

• Repeteco. À tarde, Cid tratava com a presidente Dilma da recuperação dos perímetros irrigados de pequeno porte, cruciais para o Ceará, que encara mais uma estiagem. 

• Com o BNB. Ainda sobre as perdas com a seca, a bancada federal do NE reuniu-se, ontem, com o presidente do BNB, Ary Joel. Na pauta, o Programa Nacional da Agricultura Familiar.

LIMITES
Lideranças da Ibiapaba destacam entre os deputados a quem recorrerão para tentar Pôr fim à “guerra dos limites” entre o Ceará e o Piauí, o deputado Genecias Noronha (PMDB), cuja cidade de origem, Parambu, é uma das que se limitam com o vizinho estado.

• Marcha. Prefeitos do País inteiro, em desespero, marcharam mais uma vez sobre Brasília, cobrando a liberação de verbas aprovadas, mas retidas pelo Governo Federal.

• Em pânico. Dados da Confederação Nacional de Municípios-CNM mostram: a União está retendo mais de R$ 20 bilhões, sem os quais 3.000 municípios ficarão ingovernáveis.

• Mais atraso. Técnicos entendem como bastante improvável a inauguração de grande parte das obras da Transposição em 2014. Os custos e os atrasos crescem juntos.

• Não dá. Lideranças do PP do CE apoiam o presidente nacional, Francisco Dornelles, que rejeita fusão com o PSD. De saída, o PP “dançaria” com o Ministério das Cidades.

• Monitorando. Para impedir possíveis roteiros, que beneficiem localidades, o Exército vai equipar de GPS todos os seus 4.000 carros-pipas, que distribuem água no semiárido.

• Exemplo. Entende o deputado Raimundo Matos (PSDB) que se o STF não mandar muitos mensaleiros para a cadeia, terá dado, mesmo assim, grande susto nos corruptos.

• Parando. Ontem, no IJF, 200 servidores do Instituto de Desenvolvimento Técnico e Apoio à Gestão da Saúde-IDGS, cruzaram os braços, devido a atrasos nos vencimentos. 

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