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O interior explodiu. E não foi por falta de aviso

Macário Batista

Colunista - Política

quinta-feira, 10 de janeiro 2013

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• Os ex-gestores dos municípios de Cedro, Ipu, Itaiçaba, Milhã, Morada Nova e São Gonçalo do Amarante não conseguiram eleger seus sucessores.

Segundo os atuais prefeitos das cidades, devido a circunstância, entregaram os Executivos Municipais em situação crítica. A falta de informações sobre a real situação das contas das administrações, também, é uma das principais reclamações dos atuais gestores. As denúncias de desmonte nestas prefeituras são recorrentes da dilapidação do patrimônio público até dívidas milionárias das gestões com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

De acordo com o prefeito de Cedro, Nílson Diniz (PSB), devido ao caos administrativo, há uma insegurança quanto à questão dos serviços essenciais, como a saúde. As escolas do município, segundo ele, estão, praticamente, sem merenda escolar e a dívida da Prefeitura com o INSS chega a R$ 17 milhões. Diniz alega ainda que ninguém da Prefeitura deu um parecer para mostrar as contas do município.

Já o prefeito Cláudio Pinho (PSB), em São Gonçalo do Amarante, denunciou que somente a dívida da cidade, com encargos sociais, gira em torno de R$ 22 milhões. Disse ainda que existem atrasos no pagamento dos servidores e acúmulo de remédios vencidos no almoxarifado da Secretaria de Saúde. Em Itaiçaba, o prefeito, Zé Orlando (PMDB), destacou que todos os sistemas de dados da Prefeitura foram formatados e não foi repassada nenhuma informação com relação à situação contábil da cidade.

Em Ipu, o prefeito Sérgio Rufino (PSB), diz que não existem ambulâncias funcionando e o pagamento dos servidores está em atraso desde outubro. O rombo é inimaginável e a Justiça sabia que poderia deter a sangria, mas não o fez. O descaso também está na cidade de Morada Nova, em que o prefeito Wanderley Nogueira (PT) acusou a gestão anterior de ter desviado recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb).

• Em alta – A UFC tem, em Fortaleza, algo em torno de 23 mil alunos. A UVA, em Sobral, tem perto de 11 mil alunos.

• Eita nóis! – Com os brasileiros invadindo os EUA, o Epcot Center, em Orlando, ganhará um espaço dedicado ao nosso país. Na Disney, há um atendente que fala a nossa língua em cada brinquedo.

• Mar pra peixe – O ministro Marcelo Crivella, da Pesca, transformou sua Pasta em uma das preferidas dos deputados e senadores na aplicação dos recursos de emendas individuais e de bancada. Em 2012, a Pesca havia recebido R$ 101 milhões em emendas.

• Promessa é dívida – Em 2013, saltou para R$ 995 milhões. Os parlamentares estão confiantes na promessa do bispo de destravar a execução dos projetos.

• Aos 45 do segundo tempo… – No apagar das luzes de 2012, a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti, chamou os líderes de partidos para um bate-papo. A intenção era tranquilizá-los quanto à liberação de emendas.

E haja estrada esburacada
Com a safra de milho 2012/2013 prestes a ter uma primeira colhida, a Conab terá que decidir rápido se acata ou não a proposta dos ministérios da Agricultura e dos Transportes para que seus editais contemplem ferrovias e hidrovias como alternativas para deslocamento de grãos em direção à Região Nordeste. Hoje, o caminhão é o único meio utilizado. Além de não atender à demanda, o custo alcança as nuvens.

• Vai sair o dindim – Ela explicou que, dos R$ 15 milhões destinados ao orçamento para as emendas parlamentares, R$ 9 milhões serão empenhados para os deputados e R$ 11 milhões para os senadores. Agora, é ficar de olho em prefeito ladrão que vai receber as emendas.

• O buraco do tonhão – Sabe o Bonde do Tonhão, aquela turma que saqueou Senador Pompeu e fugiu num ônibus? Era comandado pelo ex-prefeito Antônio Teixeira, aquele que foi preso e ficou uns 7,8  meses na cadeia.

• Rombão – Pois bem; mandaram que ele voltasse pra Prefeitura pra terminar o assunto. Foi tão danado que elegeu o sucessor, que já deu um coice no vice. Aí, poucos conhecem o buraco que Teixeira deixou. Só ao hospital de Senador a dívida é de R$ 371.867,54 (trezentos e setenta e um mil oitocentos e setenta e um reais e cinquenta e quatro centavos.

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