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Aeroportos: leilão deve gerar R$ 3,65 bi em investimentos

sexta-feira, 15 de março 2019

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O leilão de 12 aeroportos federais, marcado para hoje, promete atrair uma forte disputa e gerar investimentos de R$ 3,5 bilhões pelos próximos 30 anos. A concorrência será dividida em três blocos: Nordeste, Sudeste e Centro-Oeste. Entre os concorrentes, estão previstos desde grandes grupos internacionais – até uma construtora investigada pela Operação Lava Jato. Três companhias vencedoras da mais recente rodada de leilões deverão voltar à disputa: a alemã Fraport (que arrematou os aeroportos de Fortaleza, mais recentemente, e Porto Alegre), a suíça Zurich e a francesa Vinci.

Há ainda a expectativa de empresas que não apareceram nos últimos leilões voltarem a concorrer, como a espanhola Aena, operadora do aeroporto internacional Barajas, em Madri. A brasileira CCR, que ficou de fora do leilão passado, também é apontada como uma provável concorrente. A empresa, que é sócia do aeroporto de Confins (MG), acaba de fechar acordo de leniência com a força-tarefa da Lava Jato. O principal lote do leilão, que deverá ser o foco das grandes empresas, é o Nordeste, que reúne seis aeroportos, incluindo o de Recife.

Além dos investimentos previstos, o leilão deverá gerar ao menos R$ 2,1 bilhões aos cofres federais. Para cada um dos blocos, será exigido o pagamento de uma outorga à União. Ganha quem oferecer o valor mais alto. A modelagem do leilão é atrativa, segundo analistas. Assim como no último leilão de aeroportos, realizado em março de 2017, neste certame não haverá a participação da Infraero — estatal que o atual governo pretende fechar

Investimentos
Os aeroportos que integram o pacote do Nordeste têm respectivamente os seguintes investimentos: Recife (R$ 865,2 milhões), Maceió (R$ 411,8 milhões), João Pessoa (R$ 271,4 milhões), Aracaju (R$ 255,1 milhões), Juazeiro do Norte (193,5 milhões) – localizado na região do Cariri – e Campina Grande (R$ 155,7 milhões). O total é de R$ 2,2 bilhões.

O vencedor do bloco Sudeste levará dois aeroportos que receberam recentemente investimentos em ampliação, mas que operam com grande ociosidade. Em Macaé, no Norte do Rio, por exemplo, não há voos comerciais desde 2015 – há, porém, grande movimento de helicópteros da Petrobras. O bloco inclui os aeroportos de Macaé e Vitória, que foram alvo de melhorias nos últimos anos. Em Macaé, reformas no terminal de passageiros e na pista foram inauguradas na terça-feira (12). As obras na capital capixaba foram inauguradas em 2018. Nos dois casos, há, hoje, grande ociosidade. Com capacidade para 8,4 milhões de passageiros por ano, o aeroporto de Vitória movimentou 3 milhões de passageiros em 2018, segundo dados da Infraero.

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