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América Latina deve crescer, puxada por Brasil e Argentina

quinta-feira, 12 de outubro 2017

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Depois de seis anos de desaceleração econômica e de uma retração de 1,3% em 2016, a América Latina e o Caribe deverão crescer 1,2% este ano e 2,3% em 2018, impulsionados por Brasil e Argentina, segundo estimativas do Banco Mundial (Bird). “A recuperação será liderada por uma robusta retomada da Argentina, que deve crescer 2,8% em 2017 e 3% em 2018, e pelo Brasil, que deve retomar o crescimento também, com aumento de 0,7% do PIB em 2017 e 2,3% em 2018, após dois anos de contração”, diz o relatório do banco sobre a situação econômica da região.

Os dados usados são previsões de analistas de mercado, e diferem um pouco dos apresentados anteontem, pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), que prevê, por exemplo, crescimento de 1,5% para o Brasil em 2018. Segundo o Bird, a expectativa é que os fatores externos que tipicamente têm sido associados ao crescimento da região, como o preços das commodities, permaneçam “estáveis”, o que aumentaria a necessidade, no curto prazo, de que a região conte com suas próprias fontes de crescimento. “Em particular, (são necessárias) reformas estruturais em pensões, mercados de trabalho e educação e aumentos no gasto de infraestrutura”, diz o relatório.

Fragilidade
O Banco Mundial alerta, ainda, para os riscos representados pela frágil situação fiscal dos países da região. Segundo o relatório, 28 das 32 federações da América Latina e Caribe vão registrar balanço negativo neste ano. “A situação é bastante precária”, disse, ontem, o economista chefe do Bird para a regão, Carlos Végh, antes de destacar que as taxas médias de endividamento vão se situar, neste ano, em 58,7% do PIB, com seis países com taxas superiores a 80%, inclusive o Brasil. Ele reconheceu que já foi iniciado um processo de ajuste fiscal gradual. “Embora os países da região precisem realizar ajustes fiscais para se adaptarem à nova realidade após a bonança das commodities, muitos estão certos em promovê-las gradualmente para evitar uma nova recessão”, asseverou.

O economista afirmou que, na parte econômica, o Brasil “está fazendo as coisas bem”, após aprovar a PEC do teto de gastos e a reformatrabalhista. “Também está se discutindo de forma séria uma reforma previdenciária e a política monetária tem sido conduzida de forma muito séria”, afirmou. “O Brasil começou um plano de consolidação fiscal gradual e isso explica porque ele conseguiu se recuperar este ano e esperamos um crescimento maior no ano que vem”. Apesar de destacar as incertezas políticas no País, Carlos Végh está otimista sobre o crescimento brasileiro “se as reformas que estão planejadas continuarem no ano que vem e além das eleições de 2018”, concluiu. (Com informações da Folhapress).

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