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Ancar Ivanhoe acredita no mercado cearense

segunda-feira, 20 de março 2017

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O Grupo Ancar Ivanhoe tem investido mais de R$ 1,3 bilhão no setor de shopping center em Fortaleza, desde que chegou ao Ceará, há cinco anos. Isso porque ele realizou a compra do North Shopping Fortaleza, na Avenida Bezerra de Menezes, que completou 25 anos de atuação no fim de 2016 e onde foram investidos mais de R$ 100 milhões numa completa reforma de suas instalações, que tem surtido um efeito positivo entre os frequentadores e lojistas. Foram trazidas novas operações, corredores alargados, novas escadas rolantes, dentre outras melhorias. Além disso, também integram o grupo o North Shopping Jóquei, o North Shopping Maracanaú e o Via Sul Shopping, fazendo da Ancar uma das principais operadoras do segmento em território cearense.

De acordo com Ricardo Nunes, superintendente regional do grupo, esses investimentos têm de ser constantes, a fim de garantir o crescimento do negócio num mercado que é uma das grandes apostas da Ancar Ivanhoe no Nordeste. Ele afirmou que já é possível sentir o resultado das obras realizadas no “Northão”, como é carinhosamente denominado o shopping da Bezerra de Menezes. “Percebemos que os clientes tiveram uma receptividade muito grande, com esta ampla reforma realizada, pois praticamente reconstruímos o shopping, desde banheiros, fraldários, corredores alargados, reformulação de lojas e outras melhorias que agradaram bastante. Também houve uma receptividade muito boa dos lojistas que estão levando suas operações para lá, pois às vezes quando falávamos com eles, diziam que já conheciam o local, mas ao verem o resultado das obras ficavam muito surpresos”, disse.

Resultados
Com todas as melhorias realizadas no empreendimento, o superintendente destaca que o grupo já sentiu, nos dois primeiros meses deste ano, um aumento em torno de 6% na circulação de pessoas e de 3% nas vendas, em comparação com igual período do ano passado. O que, para uma economia em recessão, é bastante significativo. “A gente percebe que o shopping começou o ano com uma escala mais ascendente do que tivemos em 2016 e realmente, a gente tem uma economia que parece que está engrenando, mas ainda está complicada e isso é um resultado muito bom. Agora temos a liberação das contas inativas do FGTS e depois entramos no circuito de data: maio Dia das Mães, junho Namorados, julho férias, agosto Pais, outubro Crianças e quando a gente vê já é Natal”, lembrou Nunes.
Ele salientou, principalmente a injeção de recursos que os saques das contas inativas devem repercutir positivamente para o comércio varejista de uma maneira geral, pois o Governo Federal acredita que cerca de R$ 40 bilhões devem ser movimentados. “Temos uma expectativa, em março e abril, de uma elevação de vendas da ordem de 6 a 8% pela entrada desses recursos, que deve se estender até julho. Há dois impactos, pois as pessoas estarão com mais dinheiro na mão e outro que é psicológico, pois quando elas recebem um dinheiro que não esperavam, pagam algumas contas, muitas mesmo do próprio varejo e recebem novo crédito para poder comprar, de novo, parcelado, gerando aquele círculo virtuoso na economia.

Novas operações
O Via Sul também passou por uma reforma no ano passado, principalmente escadas rolantes e elevadores, mas neste ano também estão previstas algumas melhorias, bem como a chegada de novas operações: agência bancária, academia e mais uma loja âncora, que está em fase final de negociação. O North Shopping Jóquei está com negociações importantes em andamento, reforçando o seu mix, para melhorar a sua atratividade. Já o de Maracanaú está sendo negociado a chegada de novas lojas e, também, a parte de serviços e conveniência. E também haverá investimentos em marketing, junto à comunidade, bem como na área de lazer e entretenimento, para reforçar o posicionamento do shopping.

Fechamento de lojas não faz sentido
O Brasil registrou, no ano passado, o fechamento de milhares de lojas – tanto de rua, como dentro de shoppings –, mas de acordo com o superintendente regional da Ancar Ivanhoe, isso faz parte do mercado e, assim como algumas fecharam, outras foram abertas, o que possibilitou um equilíbrio nos empreendimento. “No North Shopping tivemos mais movimentação, principalmente por causa da reforma, mas nada extremo. Nos outros como Jóquei e Maracanaú, houve muita troca, como ocorreu em outros shoppings, mas a gente aproveitou para fazer um ajuste de mix, uma vez que algumas operações já não performavam tão bem e trouxemos outras que queriam entra no mercado de Fortaleza, resultando numa perspectiva melhor. Trouxemos uma faculdade para o Jóquei, o que foi muito positivo, tanto que outras operações do gênero já estão sendo negociadas para nossa unidade de Maracanaú e no Via Sul, pois é um segmento que vem crescendo e demonstrando interesse de estar em shoppings, pois há uma sinergia muito positiva para todos. Afinal, os alunos têm mais segurança, toda a infraestrutura e no fim de semana acaba retornando com os amigos, a família, gerando aquele círculo virtuoso”, destacou Ricardo.

Os empreendimentos do grupo Ancar estão localizados em áreas bastantes distintas da Grande Fortaleza, atendendo a públicos bastante distintos, mas ao ser feita uma leitura com relação ao momento da economia nacional, há uma leitura bastante diferenciada na questão de reação e timing também variados. “O de Maracanaú é um shopping dominante na cidade que é industrial e sofre mais o impacto econômico. Já o North Shopping, que está mais maduro, reage mais rápido. Mas ao olharmos o conjunto de empreendimentos, já percebemos uma tendência de evolução no cenário de vendas, movimentação de clientes e vinda de novos lojistas. E com a entrada dos recursos do FGTS neste primeiro semestre, deveremos ter uma evolução maior nas vendas”, disse.

Desemprego
A alta do desemprego tem sido algo que impactou fortemente o movimento em todo o comércio nacional, mas com esta perspectiva de que haja essa melhora, espera-se que 2017 seja melhor que o ano passado. “O ano passado foi um ano um pouco mais amarrado. Em 2017, como estamos trazendo novas operações, temos uma perspectiva mais positiva, pois elas vão gerar empregos e renda em nossa cidade. E isso também está sendo percebido pelos investidores, que estão abrindo novos negócios e contratando pessoas. Ainda é o início do ano, mas já temos esta perspectiva positiva. E não podemos esquecer os empregos indiretos que são gerados nos fornecedores, setor de logística, pois a cada emprego gerado, há toda uma cadeia que gera duas ou três vezes mais oportunidades de trabalho”.
Fortaleza recebeu, nos últimos seis anos pelo menos cinco novas operações de shoppings, sem falar nas reformas e ampliações de outros já existentes. Entretanto, havia uma demanda reprimida e o superintendente acredita que há mercado para todos. “A Ancar investiu R$ 1,3 bilhão nesses quatro shoppings e viu um mercado com uma expectativa muito boa, e sabemos que veio um ajuste macroeconômico junto, o que retarda um pouco alguns resultados e a velocidade de algumas evoluções. Vemos, no curto e médio prazos, uma perspectiva muito interessante para Fortaleza, por isso esse volume de investimentos da empresa e a concorrência veio atrás. Não devemos investir em novos shoppings, mas possíveis expansões, sim. Afinal, dois de nossos shoppings (Maracanaú e Fortaleza) tiveram uma pequena elevação no ano passado e os outros dois (Jóquei e Via Sul) estão mantendo a taxa de ocupação das lojas. A Ancar acredita muito no mercado cearense, tanto que adquiriu três shoppings e construiu outro. A companhia pensa em longo prazo, portanto pensa em investir no Ceará por muito tempo. Acreditamos em uma reversão do quadro que estamos vivendo e na retomada do crescimento econômico”, completou Ricardo Nunes.

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