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Atividade no Ceará avança 3,7% em abril

quarta-feira, 12 de junho 2019

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Depois de registrar a pior retração do ano, em março (-1,7%), a indústria cearense voltou a subir em abril, consolidando o movimento oscilatório do setor, observado desde janeiro (-0,4%), enquanto fevereiro registrou 1,1% de alta. O novo resultado acompanha o comportamento positivo na maior parte do País, no período, sendo que o Ceará teve o menor desempenho do Nordeste. As informações, divulgadas, ontem, constam da Pesquisa Industrial Mensal – Produção Física Regional (PIM-PF), realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Feitos os ajustes sazonais, o novo resultado interrompe, novamente, o movimento negativo herdado de 2018, da atividade industrial cearense – que, desde julho, apresentou movimento oscilatório. Com o resultado mensal favorável, houve novo ganho anual, já que, na comparação com abril do ano passado, a indústria cearense cresceu 6,5% – o maior resultado do País nessa análise –, após março recuar 5,4%.
O levantamento aponta que, o índice de média móvel trimestral, encerrado em abril, voltou ao patamar positivo, com 1,2% – ao sair do campo negativo observado em março (-0,4%) –, fazendo com que o acumulado do ano (janeiro a abril) saltasse de 0,3% para 1,8%. Segundo o IBGE, a taxa anualizada – indicador acumulado nos últimos 12 meses, terminados em abril permaneceu em -0,1% – depois de março retroceder em relação a fevereiro (0,4%) –, sendo igual patamar de janeiro. Nessa análise, o Ceará segue com a menor queda nacional registrada, entre as 14 regiões pesquisadas.

Comportamento
No comparativo dos meses de abril de 2019 e 2018 –, apenas cinco dos 11 ramos pesquisados apontaram alta, no Ceará, cujo indicador positivo foi de 6,5% – contra os -5,4% de queda em março. As contribuições positivas foram registradas pelos setores de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (191,5%); bebidas (24,8%); couros e fabricação de artefatos de couro, artigos para viagem e calçados (12,8%); artigos do vestuário e acessórios (3%); e máquinas, aparelhos e materiais elétricos (1,6%).

Por outro lado, o principal impacto negativo foi registrado em coque, de produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis (-27,6%), vindo, em seguida, outros produtos químicos (-14,5%). Em menores intensidades, estão, na sequência, produtos têxteis (-10,5%); produtos de minerais não-metálicos (-4,5%); metalurgia (-2,1%); e produtos alimentícios (-1,1%).

O levantamento aponta que, com o avanço mensal, o Ceará permanece com leve perda no acumulado em 12 meses, de -0,1%. Nessa base, quatro dos 11 ramos cresceram, como é o caso de produtos de metal, exceto máquinas e equipamentos (72,3%); metalurgia (13,6%); couros e fabricação de artefatos de couro, artigos para viagem e calçados (3,7%); e bebidas (1,5%). Entre as quedas, estão coque, produtos derivados do petróleo e de biocombustíveis (-10,3%); artigos do vestuário e acessórios (-9,9%); outros produtos químicos (-6%); produtos de minerais não-metálicos (-4,7%); produtos têxteis (-4,2%); máquinas, aparelhos e materiais elétricos (-3,4%); e produtos alimentícios (-2,8%).

Balanço
No País, a produção industrial teve resultado positivo no mês de abril, com alta de 0,3%. Ao todo, houve avanço em 10 das 15 regiões pesquisadas pelo IBGE. As maiores altas foram registradas em Pernambuco (8,3%), Bahia (7,4%) e Mato Grosso (5,1%), revertendo baixas observadas no mês anterior. A indústria baiana foi destaque, conseguindo eliminar parcialmente a queda do período anterior, de 10%, com influência positiva da produção de derivados do petróleo.

Por outro lado, chuvas e paralisações ocorridas devido ao rompimento da barragem em Brumadinho fizeram a indústria do Pará ter o pior resultado em 17 anos. No estado, o setor despencou 30,3% em abril, na comparação com março. Foi o terceiro mês seguido de baixa na indústria paraense e o pior desempenho observado desde o início da série histórica do IBGE, em 2002. Como a extração de minério de ferro representa 85% do total da indústria do Pará, oscilações na atividade têm forte impacto no resultado estadual, explicou o instituto. Nos quatro primeiros meses do ano, a perda acumulada no estado é de 7,8%.
Além da queda no Pará, os demais resultados negativos na comparação mensal foram observados no Espírito Santo (-5,5%), Rio de Janeiro (-4,5%), Goiás (-1,4%) e Amazonas (-1,2%). O cenário nacional ainda acumula baixas em 2019. Nos primeiros quatro meses do ano, 11 das 15 regiões pesquisadas acumulam baixas. “O cenário de incertezas ainda causa decisões de consumo retraídas, tanto nacionalmente quanto regionalmente”, afirma o analista da pesquisa do IBGE, Bernardo Almeida.

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