sábado, 25 de maio de 2019.
Fortaleza, Ceará, Brasil.

"você jamais será livre sem uma imprensa livre." - Venelouis Xavier Pereira

Bolsonaro usa teses do setor de etanol para a venda direta

terça-feira, 14 de maio 2019

Imprimir texto A- A+

O presidente Jair Bolsonaro defendeu a venda direta do etanol fabricado pelas usinas para os postos de combustíveis. Em entrevista à Rádio Bandeirantes, no último domingo (12), ele justificou a adoção da medida pela economia que ela vai gerar para o consumidor final diante “da baixa no preço nas bombas” em função da redução com o custo logístico do transporte (passeio) desse etanol pelas distribuidoras – teses defendidas pela Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana) e por Sindicatos das Indústrias do Açúcar e do Álcool nos estados nordestinos.

“Acreditávamos na promessa que o presidente havia feito ao nosso setor, em benefício do segmento, mas sobretudo para sociedade em geral. Nós já tínhamos apresentado essas teses a Bolsonaro (quando era candidato à presidência do Brasil) e também aos deputados federais e senadores (antes ainda da greve dos caminhoneiros – ocasião em que ficou mais evidente que era preciso autorizar as usinas para que também pudessem vender seu etanol aos postos, e não só às distribuidoras. Isso baixará o preço com o fim do passeio do etanol pelas distribuidoras ao buscá-lo na usina e leva-lo ao seu centro de distribuição e depois ao posto, este perto até da própria usina”, diz Alexandre Andrade Lima, presidente da Feplana.

Lima explica que, diferente do que defendem as distribuidoras, a venda direta não gerará nenhum entrave fiscal e nem perda de receita pública no tocante às questões tributárias. E, segundo o dirigente, a razão é simples, pois em caso da aprovação do tema pelo Congresso Nacional e posterior sanção presidencial, inserindo todos os ajustes na cobrança do PIS/Cofins do etanol com a venda direta, e devida regulamentação, esta nova legislação, mesmo assim, só pode entrar em vigor 90 dias depois. O Senado, por 47 a 2 votos, já aprovou, inclusive, o Projeto de Decreto Legislativo (PSD) neste sentido em 2018. Só falta agora a Câmara Federal.

Instagram

[instagram-feed]

Facebook

Twitter