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CE: vendas no varejo voltam a cair em julho

sexta-feira, 14 de setembro 2018

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O volume de vendas do comércio varejista cearense, depois de recuperar a perda de 0,2%, na passagem entre maio e junho – ao subir 0,6% – voltou a cair em julho, com o resultado de -0,9%, anulando a alta anterior. Apesar do resultado mensal negativo, o setor, sobre igual período de 2017, ainda apresenta resultado positivo de 0,9%, embora essa vantagem seja bem inferior ao observado em junho (3,1%), mantida a mesma base de comparação. Sobre a pesquisa anterior, houve melhora da perda acumulada em 12 meses encerrados em julho, de 2,2% (junho) para 2,4% – a quinta alta seguida. Os números constam da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), divulgada, ontem, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Comportamento semelhante foi observado no varejo ampliado – que inclui os setores de veículos e materiais de construção –, que também registrou movimento de queda mensal, contrariando a elevação de junho (0,5%), com -1,4%. Com o resultado, o avanço anual seguiu o movimento descendente desde maio (1,1%, contra os 4,4% de abril) e junho (0,4%), para 0,1%, na comparação com julho de 2017 – o segundo menor resultado do Nordeste, nessa base –, enquanto que, em 12 meses encerrados em julho, o índice acumulado recuou de 5% (junho) para 4,6%, segundo o IBGE.

Das 27 Unidades da Federação, 17 registraram queda no volume de vendas, em relação ao mês imediatamente anterior, na série com ajuste sazonal, com destaque para Santa Acre (-6,1%) Amazonas (-5%) e Amapá (-3,7%). Por outro lado, entre os maiores resultados positivos nas vendas, no País, na mesma base de comparação mensal, Espírito Santo (0,9%), São Paulo (0,8%), Sergipe (0,8%) e Santa Catarina (0,8%), enquanto Goiás (0,0%) mostrou estabilidade.

Comportamento
Na passagem mensal, conforme o levantamento, houve comportamento diversificado nas vendas entre os estados do Nordeste. Enquanto houve quedas na Paraíba (-2,9%), Alagoas (-2,2%) e Rio Grande do Norte (-1,3), Bahia (-1,1%) e Piauí (-0,8%) – além do Ceará (-0,9%) –, as três únicas elevações, ficaram com Sergipe (0,8%), Pernambuco (0,9%) e Maranhão (0,2%). De forma semelhante, no varejo ampliado – cujo cálculo é feito em separado porque os dois setores também vendem para o atacado –, houve variações distintas entre os estados nordestinos, sendo as quedas registradas por Alagoas (-3,6%), Bahia (-2,6%), Rio Grande do Norte (-1,7%), Ceará e Paraíba (ambos com -1,4%) e Pernambuco (-1,3%). Apenas Sergipe (2,3%), Piauí (0,8%) e Maranhão (0,3%) avançaram.

Assim como a queda nas vendas, a receita nominal no Ceará também variou negativamente, com -0,7% em relação a junho (quando avançou 1,3%). Também houve redução dos ganhos na comparação com igual mês de 2017, apesar de ser 2,9% maior – índice abaixo de junho, quando houve alta de 5,3%. Apesar disso, no acumulado em 12 meses (entre os meses de julho) o crescimento de 2,4% veio levemente acima do registrado em junho, cujo saldo acumulado foi de 1,5%, seguindo o movimento ascendente desde fevereiro (0,1%). Considerando o varejo ampliado, a queda do faturamento – que subiu de -2,2% (maio) para 1,9% (junho) – chegou a -1,3%, na passagem mensal, enquanto que, sobre igual mês de 2017, acompanhando o ganho de 3,5% em junho, nessa base, atingiu 3%. Já em 12 meses acumulados, a variação registrada voltou ao patamar de maio, com 4,4% de alta – abaixo dos 4,5% de junho.

Por atividades, no Estado, entre as que registraram as maiores quedas, sobre junho de 2017, estão móveis e eletrodomésticos (-3,6%); e veículos, motocicletas, partes e peças (-2,3%). Na sequência, estão combustíveis e lubrificantes (-1,8%), e material de construção (-0,2%). Ainda sobre 2017, dentre as atividades que mostraram maiores avanços, estão livros, jornais, revistas e papelaria (10,3%); outros artigos de uso pessoal e doméstico (4%); artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria e cosméticos (1,9%); e hiper e supermercados, produtos alimentícios bebidas e fumo (1,7%).

No País, móveis e eletro puxaram queda de 0,5%
No varejo nacional, o volume de vendas recuou 0,5 % em julho na comparação com junho (-0,4%) – sendo esse o terceiro resultado negativo seguido, informou o IBGE. Na relação com o mesmo mês de 2017, a variação negativa chega a 1%. O resultado é reflexo da queda das vendas em cinco das oito atividades pesquisadas pelo instituto. O destaque veio dos setores de móveis e eletrodomésticos, que, em junho cresceram 4,8% ante maio, e agora, nos dados de julho sobre junho, apresenta variação negativa de 4,8%. O segundo pior resultado veio das vendas de artigos de uso pessoal e doméstico, com retração de 2,5%. Tecidos, vestuários e calçados tiveram o terceiro pior resultado (-1%) das atividades analisadas.

Os três grupos com os piores desempenhos representam juntos 30% do total do varejo. Em movimento oposto ao dos móveis e eletrodomésticos, que subiram em junho e caíram em julho, as vendas do grupo de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo tiveram alta de 1,7% após apresentar queda de 3,6% no mês passado. Combustíveis e lubrificantes apresentaram variação positiva de 0,4% nas vendas, e os artigos farmacêuticos, médicos e de perfumaria tiveram alta de 0,1%. Vendas do setor de móveis e eletrodomésticos caem 4,8% em julho.

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