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Ceará exporta energia com a produção de termelétricas

segunda-feira, 23 de maio 2016

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A região do Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP), no município de São Gonçalo do Amarante, conta com duas usinas termelétricas – sendo duas unidades Energia Pecém, do Grupo EDP, e outra da Pecém II, que tem seu controle compartilhado entre a Eneva (50%) e a empresa alemã E.ON (50%). Ambas contribuem para o desenvolvimento regional e garantem a segurança energética do Ceará, uma vez que representam entre 70% e 80% de tudo aquilo que o Estado consome. Apesar de o Ceará produzir 1,6 vezes aquilo que consome – ou seja, é um exportador de energia –, ter as duas unidades produtoras garante uma situação bastante confortável neste quesito, uma vez que a produção total das duas chega a 1.085 megawatts (MW), o que representa 16% de toda a energia consumida na região Nordeste.

Além de desempenharem papel importante no abastecimento de energia elétrica do País, uma vez que sua produção alimenta o Sistema Interligado Nacional (SIN), com três anos e meio de operação, as duas usinas nunca tiveram determinação de desligamento por parte do Operador Nacional do Sistema (ONS). Atuam no mercado regulado e despacham a energia por um preço estipulado em contrato, que é competitivo, pois trabalham com carvão, que é um dos combustíveis mais baratos do mundo, frente ao diesel ou ao gás natural. As unidades que compõem a Pecém I, como é conhecida a planta Energia Pecém, possuem capacidade total de 720 MW, enquanto que a usina Pecém II, produz 365 MW.

O complexo termelétrico gera, atualmente, mais de mil empregos diretos e é resultado de investimentos da ordem de R$ 5,3 bilhões – sendo R$ 2,3 bilhões em Pecém II e outros R$ 3 bilhões em Pecém I. Juntas, elas produzem 45% de toda a energia térmica produzida no Nordeste e, se forem consideradas todas as fontes de energia, este número corresponde a 13,2%. Todas as usinas operam em conformidade com as licenças emitidas pela Superintendência Estadual do Meio Ambiente do Ceará (Semace), monitorando continuamente a qualidade do ar da região e desenvolvendo programas socioambientais voltados à população residente no entorno.

Parcerias
Desde junho do ano passado a usina Pecém II comercializa as cinzas originárias da queima do carvão com as indústrias cimenteiras instaladas no Ceará, especialmente com a Cimento Apodi, que também está localizada na região do CIPP. Em apenas seis meses de implantação do projeto, destinando as cinzas de seu processo produtivo, a termelétrica já contribuiu, diretamente, para a produção de quase 80 mil toneladas de cimento. Com isso, a térmica Eneva oferece um subproduto nobre do processo de geração energética, que otimiza a produção de cimento e contribui para a preservação ambiental.
Em setembro de 2015, as controladoras das duas usinas assinaram um convênio com a Universidade Federal do Ceará (UFC), que tem como objetivo a realização de estudos para a aplicação industrial das cinzas provenientes da queima de carvão mineral. A parceria prevê investimentos da ordem de R$ 2,5 milhões na realização das pesquisas e a expectativa inicial é que os primeiros resultados sejam obtidos no prazo de dois anos. Como as chuvas deste ano têm sido irregulares, as termelétricas cearenses deverão continuar em operação. No mínimo, por mais três anos.

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