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Ceará registra recorde de US$ 1,27 bilhão

sexta-feira, 10 de agosto 2018

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O resultado das exportações cearenses, em julho último, atingiu US$ 247,1 milhões, uma alta de 1,8% sobre junho (US$ 242,8 mi), fazendo com que, no acumulado de janeiro a julho, as exportações cearenses registrassem o maior valor para o período, com o valor recorde US$ 1,27 bilhão. Este valor representou um crescimento de 12,87% comparado ao mesmo período de 2017.

O desempenho das exportações cearenses dos sete primeiros meses de 2018 representou 0,93% do total do Brasil, lembrando que em 2017 essa participação era de apenas 0,89%.

Os números divulgados, ontem, constam do Enfoque Econômico nº 197 – Comércio Exterior Cearense (julho), publicado pelo Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece), órgão vinculado à Secretaria do Planejamento e Gestão (Seplag).

No acumulado do ano, a pauta de exportação cearense foi liderada pelos produtos metalúrgicos, com US$ 776,8 milhões em vendas externas, participando com 61% de tudo que o Estado exportou no ano até agora. Destaque para as exportações de ferro fundido, ferro e aço, que correspondeu a 99,47% do total do valor do grupo. Em seguida estão calçados e suas partes, com valor de US$ 143,7 milhões; castanha de caju (US$ 54,3 milhões); alimentos e bebidas (US$ 46,4 mi); couros e peles (US$ 42,33 mi) e máquinas, aparelhos elétricos, e suas partes (US$ 36,4 mi). Esses seis segmentos representaram 46,45% de toda a pauta de exportações do estado no acumulado de janeiro a julho de 2018.

Por outro lado, dos dez principais produtos da pauta exportadora cearense, seis grupos de produtos apresentaram queda no valor exportado, segundo o Ipece. Entre eles, estão couros e peles (-44,69%); lagosta (-33,81%); alimentos e bebidas (-18,28%); ceras vegetais (-11,67%); calçados e suas partes (-10,55%); e têxteis (-6,26%). Enquanto quatro registraram crescimento no valor exportado: frutas (405,07%); máquinas, aparelhos elétricos, e suas partes (267,7%); produtos metalúrgicos (34,72%); e castanha de caju (3,58%). No cenário nacional, as exportações cearenses representaram 0,93% da pauta de exportação brasileira nos sete primeiros meses do ano – enquanto que, em igual período de 2017, essa participação era de 0,89%.

Principais destinos
Os Estados Unidos novamente foram o principal parceiro de compras dos produtos cearenses, adquirindo o valor de US$ 444,48 milhões, de janeiro a julho de 2018, representando aproximadamente 34,9% do total exportado pelo Estado. Para esse país foram vendidos, principalmente, produtos metalúrgicos (63,63%); máquinas, aparelhos e materiais elétricos, e suas partes (7,34%); calçados e suas partes (6,12%); alimentos e bebidas (6%); e castanha de caju, fresca ou seca, com casca (5,94%).

Em seguida, está a Turquia (9,2%), para onde foram vendidos principalmente Produtos metalúrgicos (99,71%). Para o México, o Ceará vendeu US$ 108,8 milhões, sendo enviado para esse país principalmente produtos metalúrgicos (91,72%); couros e peles (3,26%); e castanha de caju, fresca ou seca, com casca (2,71%). E para a Alemanha (5,8%) foram vendidos produtos metalúrgicos (83,91%); e ceras vegetais (6%).

Importações
Já as importações de julho de 2018 alcançaram o valor de US$ 275,6 milhões, apresentando aumento de 31,9% em relação ao mês anterior, ficando um pouco acima da média do valor importado ao longo do ano. Quando comparadas ao mesmo mês de 2017, observa-se aumento de 31,5%. No acumulado de janeiro a julho, o segmento de combustíveis minerais, óleos minerais, materiais betuminosos liderou as importações, com o montante de US$ 705,4 milhões – representando 44,7% da pauta cearense e crescimento de 38%, sobre igual período de 2017. Os produtos em destaque dentro desse grupo foram: hulha betuminosa e gás natural liquefeito. Em seguida aparecem os produtos da indústria química, com 9,8% da pauta importadora do Ceará.

Em valores, o levantamento aponta que o Ceará importou a quantia de US$ 118,7 milhões do grupo produto metalúrgicos nos sete primeiros meses de 2018, expressando uma participação de 7,5% da pauta importadora. A importação de cereais foi de 118,7 milhões, respondendo por 7,5% do total importado, com destaque para os itens Trigo e Milho. Em quinta colocação estão máquinas, aparelhos e materiais elétricos, e suas partes com valor de US$ 99,9 milhões. Os dez principais produtos importados de janeiro a julho de 2018 responderam por 91,5% de tudo o que foi comprado pelo Ceará nesse período.

Ao analisar as origens das mercadorias compradas pelo Ceará no período de janeiro a julho de 2018, verificou-se que os Estados Unidos foi o país que mais forneceu produtos para o Estado, com valor de US$ 325,3 milhões. Desse país o Ceará adquiriu principalmente hulha betuminosa, não aglomerada; gás natural liquefeito; e gasóleo (óleo diesel). China foi o segundo maior fornecedor (18,85%), desse país o Ceará importou principalmente células solares em módulos ou painéis; Produtos laminados planos; e Glifosato e seu sal de monoisopropilamina. Da Colômbia (US$ 179,3 mi), o principal produto adquirido foi hulha betuminosa, não aglomerada e óleos de dendê.

Deficit da balança comercial é de US$ 305,1 mi
Diante dos resultados das exportações e importações, nos primeiros sete meses de 2018, o Ipece aponta que a balança comercial cearense continua deficitária, com valor de US$ 305,1 milhões. Este resultado foi maior do que o registrado em igual período de 2017 (US$ 189,2 milhões). A corrente de comércio exterior (a soma dos valores exportados e importados) do Ceará, no período, alcançou o valor de US$ 2,85 bilhões, tendo registrado crescimento de 16,6% na comparação com o acumulado de janeiro a julho do ano anterior.

Em consequência dos valores das exportações e importações, o saldo da balança comercial cearense foi deficitário em US$ 28,4 milhões, no mês de julho, sendo o segundo menor déficit do ano de 2018. Já a corrente de comércio exterior cearense foi de US$ 522,7 milhões, acima da média de 2018, sendo a maior registrada no ano. Esse valor representou um aumento de 15,7%, quando comparada ao mês anterior de junho do mesmo ano.

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